Mostrar mensagens com a etiqueta Gayzices. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Gayzices. Mostrar todas as mensagens

Tens Cara de Passivo!

sexta-feira, 27 de junho de 2014


Volta e meia, quando andava ao engate, tinha que ter a fatídica conversa sobre quem faz o quê.
Porque ao contrário do sexo hétero em que está tudo basicamente predeterminado fisiologicamente - quer-se dizer, só há um pirilau, não há grande volta a dar á coisa sem meter dildos pelo meio, digo eu - , no sexo gay, há toda uma diplomacia e negociação na coisa, geralmente determina-se quem vai fazer o quê, como uma transação comercial, muito organizada e cortês - dependendo da situação né - , não é uma rebaldaria em que o primeiro a enfiar ganha (embora tal hipótese seja possível e não tão desagradável quanto possa parecer, mas isso são outros cinquenta).
Por algum motivo, ouvi mais que muitas vezes num misto de divertimento, choque e renovado interesse - ou desilusão em alguns casos:
"A sério? Mas tens cara de passivo!"
enquanto continuámos a conversa a fundo - sem trocadilho pretendido.

E de inicio, ficava constrangido.
Pensava, se calhar faço expressões muito gays - o que em retrospectiva é imbecil de si só, porque todo eu sou gay, expressões incluídas. - talvez deva ser mais sério?
Ou será isto um elogio?
Será que tenho cara de ninfomaníaco?

Porque, sejamos honestos, é um bocado difícil de decifar o que é "cara de passivo", uma pessoa ás tantas pensa que tem alguma doença gay crónica, uma eterna cara de quem gosta de levar com o sardão até cheirar a churrasquinho, que só passa com terapia de choques ou lobotomia.
Antes de continuar, para quem leu o título e não percebeu - porque eu sei que tenho 3 ou 4 leitores heteros, que volta e meia vêm aqui escandalizar-se com as badalhoquices que eu escrevo, que suspeito que saibam tanto de sexo gay quanto eu sei de física nuclear - , um piqueno apanhado - sem trocadilho - sobre o assunto. Imaginemos que o sexo gay é uma troca de... presentes.
Claro que quando falo de presente, falo de

Quem... dá o presente, é o ativo, e quem o recebe é o passivo.



Mas lentamente fui percebendo, que muitos gays, discriminam posição sexual como um fator de personalidade.
Para muitas alminhas, ser ativo é melhor que ser passivo, uma coisa de macho, de orgulho e renome, enquanto que ser-se passivo, por muito agradável que seja é um bocado constrangedor e menos másculo.

E eu entendo, quando é uma questão física.
Nem toda a gente tem que gostar do mesmo, e se ficam desconfortáveis, Oh filhos, ninguém vos vai obrigar a ser picanha no espeto (a não ser que vão àqueles clubes de S&M, aí não garanto nada a ninguém).
Mas daí até discriminar só porque sim, não me cabe na cabeça.

eventualmente, cheguei à conclusão, que antes cara de passivo, que cérebro de idiota.

Ex's

sábado, 14 de junho de 2014

Aquele momento em que vês um um gajo que te deu com os pés, na rua, e reparas que ele está um bocado gordo e careca e devia definitivamente parar de fumar - porque aqueles dentes parecem um urinol público - , enquanto tu estás extremamente elegante e seqce, resumidamente, melhor que nunca - modéstia à parte. - vem-te aquele sentimento de vitória inexplicável que sabe ainda melhor que um mês de férias pagas nas maldivas.

A modinha do "pró gay"

sexta-feira, 6 de junho de 2014



Tenho uma enorme aversão a toda esta onda do pro gay.
E isto talvez possa parecer contraditório, e por isso é que as pessoas ofegam em choque e ficam espantadas, como se eu admitisse que Domingo à noite faço rituais satânicos com os gatos da vizinha.

Passo a explicar:

Aqui há uns dez ou quinze anos, o racismo era O tema, indiscutivelmente.
E houve toda uma  lavagem cerebral em massa.
Foram panfletos, publicidades, palestras, documentários e hordes de casais inter raciais nas novelas e milhões de vezes se ouviam variações da frase "eu não sou racista, até tenho um amigo preto".

E foi um bocado ridículo - mesmo estando de fora - ver toda aquela urgência de transformar o mundo num catálogo da Benetton em 5 minutos, tudo muito perfeito e instantâneo, qual refrão da mítica Imagine do finado John Lennon.
Afinal, estava in vogue.

Findos uns anos, o racismo passou de moda, e as pessoas eventualmente passaram a não querer saber tão drasticamente de cores e a odiar-se todas em igual peso e medida, o Obama virou presidente dos USA e subitamente ficou uma enorme cratera na consciência social onde antes assentava o racismo, surgindo a pergunta:
"E agora? Como é que nos vamos auto recriminar?"

E virou-se tudo para os gays.
E subitamente sinto-me como um daqueles ursos que andam de monociclo nos circos, para os quais toda a gente olha muito espantada.

Porque do nada, e por osmose, toda a gente adora os gays.
As celebridades aproveitam a boleia do marketing gratuito com enormes discursos de aceitação todos iguais, porque fica bem para a fotografia.
Tendo crescido numa terra mais ou menos "conservadora" ainda me custa mais a engolir que aquele gajo bronco que me infernizou a vida por eu ser gay no secundário, agora é todo ele pro gay, porque um rapper famoso fez uma canção sobre gays.
E ter um amigo gay é giro, um bocado como ter um poodle ou um Chihuahua, super chique.
E toda a gente nos apoia, e toma as nossas dores e aceita, porque é bonito aceitar um gay.
Assim ao mesmo nível de ajudar aquelas campanhas natalícias que suportam pobrezinhos tuberculosos.

E eu não digo que não quero ser aceite.
Não sou daqueles gays com síndrome da perseguida, que culpam o ser gay como a raiz de todos os males e que acham ninguém os compreende porque gostam de pila em vez de paxaxa (ou vice versa).

Quando a modinha mudar, e estiver in apoiar os albinos, ou as pessoas com 6 dedos nas mãos, ou os sopinhas de massa, é que se vai ver quem é mesmo pró gay.

Por agora,toda esta atitude condescendente, "é normal seres gay e a gente gosta muito de ti por isso" tão genuína como as mamas da Pamela Anderson.


Problemas de gay

sábado, 31 de maio de 2014



Aquele momento em que vemos um gajo gostoso (como o da foto acima) algures.
De início, pode ocorrer um "Era a noite toda até fazer fumo", enquanto apreciamos toda a anatomia alheia.
Mas, eventualmente pensamos "F*da-se, estou mesmo fora de forma"enquanto olhamos de lado para o amigo pneu.
E depois ficamos a observar, naquele sentimento agridoce misto de desejo e autorecriminação, maravilhoso, que suponho seja equivalente ao que uma lésbica comum sente ao olhar para a Charlize Theron na publicidade do J'adore.

Socorro, o meu namorado é hétero.

sexta-feira, 23 de maio de 2014



Quando tivermos uma filha, chamamos-lhe Ariel
Mesmo sendo nome de transsexual?
*risos*
Muito gostas tu da pequena sereia.
Ai é tão giro, sabias que foi o último filmes da Disney a ser inteiramente animado e pintado à mão?
Ah, pois nunca vi
Nunca viste a pequena Sereia? Como é que é possível?
... Na verdade não vi quase filmes da Disney nenhuns, pelo menos dos clássicos

Está visto que um dia destes já temos programa, e o obrigo a ver os filmes todos da Disney até ter uma overdose de príncipes e princesas.

Gay... mas macho

segunda-feira, 19 de maio de 2014



Há uns tempos, tive um casinho com um rapaz - coisa desinteressante e morna, nada digna de post.
Um dia, pelo meio de uma das nossas poucas conversas, constata: 
Pois, eu percebi logo que tu eras gay.
Ai sim? Olha ainda bem né, sou mercadoria bem sinalizada.
E ele com um tom de voz embriagado de orgulho remata.
Pois, já eu, não pareço nada. Quando estou com a minha melhor amiga, as pessoas pensam que somos namorados, ahahah

E eu fiquei na dúvida se lhe devia dar os parabéns com uma palmadinha nas costas e confettis, ou rir de toda a situação, enquanto ele me dizia que as pessoas nunca percebiam que eram gay e que era um grande macho latino, com gajedo a atirar-se a ele constantemente com um grande sorriso no rosto.
Acabei por escolher a última e gargalhar nervosamente enquanto dizia "bom para ti".

E gostava de acabar aqui o post e dizer "a culpa é dele que é um imbecil sem noção".

Mas a verdade, é que não é só ele, e isto é uma situação recorrente.
Mais que valorizar a masculinidade, os gays parecem valorizar toda a ilusão de heterosexualidade possível.
Há muitas vezes aquela noção do "demasiado gay" que mal ou bem  se vai infiltrando na própria comunidade
causando fenómenos como o straight acting por exemplo - em que o individuo se comporta de forma mais máscula evitando qualquer tipo de maneirismos denunciantes, em parte dos casos de forma propositada.

Porque aparentemente, todo gay quer outro gay... mas macho.

E fica a pergunta:
Qual é o problema em parecer gay, quando se é efetivamente gay?
Porque é que acham que os indivíduos gays se comportam de forma - especificamente os assumidos , para excluir a desculpa do armário.


Pra blogaysfera:
Consideram-se muito masculinos?
Qual é a importância que atribuem a esse atributo em vocês e nos parceiros?

*Estes últimos posts têm todos a ver com um que ando a escrever mas que não tenho tido tempo de terminar, por isso coiso.

Sabes que és gay quando:


Sais do trabalho à uma da manhã, ligas a música e vais a cantar isto aos altos berros no carro, e a coreografar com gestos bastante... espampanantes enquanto conduzes, sem errar na letra, qual débil mental.






As mães sabem sempre

domingo, 18 de maio de 2014


A partir do segundo em que se chega á conclusão "okay, afinal sou gay", há uma conversa que a maioria adia durante algum tempo.
Contar à mãe.
Há sempre um medo inerente do drama que vai vir duma simples frase com quatro palavrinhas "mãe, eu sou gay".

E seguindo a sabedoria popular destas lides de ser gay, que toda a gente recita vezes e vezes sem conta:
Toda a mãe sabe sempre quando o/a filho/a é gay.
Não sei se será sexto sentido, intuição materna ou o simples facto de terem filhos que emitem mais sinais que um semáforo em dia de engarrafamento.

Logo, toda essa antecipação é desnecessária, porque supostamente estamos a dar à pobre senhora uma novidade que já saiu em jornal passado.
Eu ainda não tive oportunidade de comprovar tal coisa, embora ache que a minha mãe coitadinha, lá desconfia., por isso pergunto-me, e pergunto-vos:

Acham que mãe sabe sempre?
Porquê?

#TEAMBIANCA

quarta-feira, 14 de maio de 2014



OBVIAMENTE
E se ganhar outra, eu vou apanhar um avião e espancar o Rupaul com uma cadeira de escritório.
E pronto é o ultimo micropost de hoje... acho eu.

Ontem




Estás a ver? Eu também te levo a sítios bonitos!
Olha, pff dois sítios bonitos num mês, pobreza.
...
*risos*
E é isto gente.
Uma pessoa tenta ser fofinha e romântica e sofre bullying do próprio namorado.
Eu não mereço ser uma vítima de maus tratos psincólógiques.

O "tipo"

sábado, 10 de maio de 2014



Todos temos um "tipo".
Aquele tipo de homem/mulher pelo qual nos sentimos atraídos com mais facilidade.
Por mais que muitas vezes, ouvi aquela comum frase "até é giro, mas não faz nada o meu género", quando em conversa com amigas, ou simplesmente ao ouvir incidentalmente conversas alheias nos transportes públicos ou numa qualquer esplanada.

E nem me venham com a treta de "a beleza está no interior" olhamos para algum lado. Não me digam que quando vêm um rapaz bonito na rua, não lhe estão a olhar pra beleza interior.

Sempre me achei um gajo pouco picuinhas, aliás, sempre que puxo pela cabeça, para tentar descobrir o "meu tipo", não descubro um tipo muito vincado de rapaz que me atraia.
E nem pensei muito nisso, até há uns tempos, quando li um estudo algures, que concluía que há uma tendência nos homens homossexuais a procurarem/sentirem uma maior atração por parceiros com características físicas semelhantes com as suas, uma coisa assim um bocado pro narcisista.
(No dezanove até saiu uma série de fotos a mostrar namorados que podiam passar por irmãos)

E por curiosidade, fui ao cumulo de comparar mentalmente todos os rapazes com quem me envolvi e por quem já me interessei... e embora sejam todos diferentes - e não são assim tantos quanto isso, okay? - , há algumas características que se repetem, por exemplo, traços faciais mais finos, e .
As únicas tendência que se repetem são os traços finos ,e serem todos magrinhos... que são duas características minhas.... deve ser coincidência.

Qual é o vosso tipo?
Gostam dele/as loiros de olhos azuis? latinos de olhos pretos?
Há alguma característica* que achem menos apelativa?
 por exemplo tatuagens ou pelos nas costas?

E para os leitores da blogaysfera:

Os vossos namorados/derivados atuais (e/ou anteriores) eram parecidos* entre eles?
E eram parecidos* convosco?


*não esquecer que falamos da parte física

O Miguel e os G0Ys

terça-feira, 29 de abril de 2014



Há umas semanas o João Eduardo, deixou a pergunta em aberto aqui, do que são G0ys, e na altura até comentei, depois de uma boa sessão de google...
Cheguei agora mesmo à conclusão, que o primeiro rapazito por quem me apaixonei loucamente era um G0y (e estou na dúvida de se hei de falar dele ou não).
Eu definitivamente tenho dedo pra escolher homens.

Liberdades

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Não me apetecem posts pesados sobre o dia de hoje, resolvi antes falar sobre Liberdade num geral, afinal é exatamente isto que se celebra hoje por terras lusas.
E que melhor maneira do que começar pela Liberdade de expressão?
Surianii é um street artist Brasileiro que decora as ruas de todo o mundo com as suas obras.
Como tem bom gosto, resolveu juntar á coleção, as "meninas" desta temporada da Drag race, e levá-las até Paris.
Visitem a página oficial dele no flickr e vejam este e outros trabalhos.


E esta não tem nada a ver com as acima mas simplesmente adoro.

Compras de Pobre

quinta-feira, 24 de abril de 2014



Estou naquela altura do mês, em que começo a ver compulsivamente roupa, e me apercebo que não tenho dinheiro, pondero meter um anúncio na secção do OLX para pagar o carrinho que enchi mas que acabo por não comprar, então encho o fashiolista (aquela coisa na barrinha do lado) com o que quero comprar e finjo que comprei mesmo porque na minha cabeça, compras são uma necessidade básica.
de seguida, apago as luzes, fecho as persianas e vou deprimir comer chocolate e sentir me miserável.
Até me aperceber que nem chocolate tenho.
Ninguém me compreende.

50 sombras de gay

segunda-feira, 21 de abril de 2014



Lembro-me de, na minha adolescência, quando lentamente comecei a aceitar a possibilidade de que se calhar até era gay – caso não fosse já dolorosamente óbvio para quem abrisse a minha pastinha secreta do porno e presenciasse aquela festa da salsicha - ter sentido alguma falta de ter com quem falar sobre estas dúvidas.

Na zona onde cresci nunca houve grande comunidade LGBT, e não havia propriamente muito para onde me virar – ou talvez na altura não houvesse por não ser tudo tão mediatizado e visto com tanta naturalidade como agora... pelo menos pelos Algarves.

Então, na minha cabeça, criei uma fantasia.
Quando eu for gay não gozem, eu tinha prai 15 anos okay? - vou conhecer uma comunidade gay de pessoas fofinhas e compreensivas que se aceitavam umas ás outras, porque afinal intrinsecamente somos todos o mesmo e passamos por adversidades e preconceitos semelhantes.
aquelas coisas todas familiares muito típicas de anúncio de margarina na televisão domingo de manhã, que só funcionam bem num anúncio de 20 segundos

Obviamente, que isto deu mau resultado como sempre que acontece o inevitável choque com a realidade, porque a realidade é muito mais cinzenta do que a expectativa fantasiada por uma mente adolescente.

Porque há todo um set de padrões dos quais não estás à espera quando "entras".
Vão olhar para a tua altura, para o teu corpo, para a tua cara, para os teus trejeitos, para as tuas roupas e até para a maneira como falas, e acabas por sair de uma lupa social para saltar para outra.
E quando não estás próximo dos padrões, não vais receber sequer dois olhares.

Não que as pessoas na comunidade sejam más e horríveis e que eu seja uma grande vítima, mas para uma alminha campónia nada habituada a essas coisas - acho que ajudou imenso ao choque eu lidar mil vezes mais com raparigas do que com rapazes - que esperava toda uma onda new age de aceitação foi enorme um choque levar com rejeições porque era “muito peludo” ou “feminino demais” “ou não feminino o suficiente”.

Não sei se alguma vez viram Mean girls, mas se viram, de certeza que se lembram da cena do almoço, em que a novata é apresentada aos diferentes grupinhos, que estão todos seccionados por mesinhas (para quem não viu tá aqui em baixo):


Sem exageros, a comunidade gay é a personificação desta cena especifica.
Só que não te dão um mapa à entrada e tens que ir descobrindo os grupos por ti mesmo, geralmente por tentativa e erro, com muitas portas na cara

Há os bears, os twinks, os jocks, os discretos e toda uma panóplia deles (que eu não sabia todos, mas que podem ler aqui, neste estudo a decorrer sobre os grupos sociais gays e segundo o qual sou um pup ), que – ao contrário do que eu pensava – não têm por hábito misturar-se muito.


É óbvio que temos todos direito a gostos pessoais - quem é que não tem um "tipo" de gajo, ou gaja? temos todos pelo menos uma vaga ideia do que gostamos, nem me venham com tretas - e nem acho que toda a gente deva comer tudo o que lhe cai no prato.

Mas não deixa de ter piada, toda a ironia cósmica, que um dos grupos sociais mais estigmatizado na sociedade atual por não se encaixar nos parâmetros, tenha ele próprio tantos parâmetros específicos.

E vocês - leitores gays:
Há caracteristicas que são sobrevalorizadas na comunidade gay? e Menosprezadas?
Sentiram alguma espécie de choque quando foram expostos à comunidade da primeira vez?
Alguma vez foram rejeitados por não se enquadrarem num certo tipo de grupo?

E pros restantes leitores 
(que não sei mesmo se querem comentar alguma coisa sobre o assunto xD)
O que têm a dizer sobre o assunto( não sei literalmente o que hei de perguntar)?

Preguiça

terça-feira, 15 de abril de 2014


... é isto pessoas, passar a tarde a ver drag race -Bianca FTW -beber chá e comer bolos, porque me aborrece escrever qualquer coisa decente.

Grindr - Uma história de amor... ou não

domingo, 13 de abril de 2014



Hoje é o dia internacional do beijo.
Que assunto mais apropriado para discutir neste dia senão o grindr?


Para quem não sabe, grindr é uma rede geosocial, que permite a gays marcarem "encontros", isto muito resumidamente. Já ficam a perceber melhor no que consistem quando lerem o restante do post.

Lembro-me de ter ouvido falar pela primeira vez no grindr em 2010, num espetáculo de stand up da comediante Kathy Griffin.
A dada altura ela comentou (parafraseando livremente):
"E aquilo é fantástico. Eu postei uma foto dum gajo musculado e disse que estava á procura de alguém que me enfiasse uma lâmpada rabo acima, e recebi imensas propostas de homens interessados".
E vou confessar, que pensei que fosse uma coisa exagerada para fins comédicos, afinal, ninguém no seu perfeito juízo iria fazer isso, certo?
Longe estava eu de saber.

Passados uns anos, acabei por ceder à curiosidade, e sacar a aplicação para o meu telemóvel.
Fiz uma conta, muito básica, um nickname, sem foto nem informações, só queria ver como aquilo era, qual era o interesse todo.
E pareceu-me um tédio de morte. liga-se o GPS e vêm-se fotos de homens, organizados por proximidade geográfica dos mais perto, aos mais longe.
Nada de mais.
Não percebi o interesse daquilo, nem nunca cheguei a interagir com ninguém.

Um dia, meses mais tarde, num laivo de aborrecimento resolvi criar um perfil falso.
Uma foto dum rapaz bonito e jeitoso (vide foto aqui, tirada do google), nome fictício, idade a altura,  liguei o GPS e esperei.

E nem 5 minutos se tinham passado, já tinha 20 mensagens à espera na caixa do correio.
E quando as comecei a ler fiquei extremamente traumatizado.

Perguntas pequenas e diretas inundaram-me o ecrã, ás dezenas:
"Ativo ou passivo?"
"Moras aqui perto? Queres vir até cá a casa?" 
"Que queres fazer?"
Tudo acompanhado de 50 mil fotos de pilas e rabos - juro, nunca tinha visto tantas pilas na minha vida, um verdadeiro rodízio virtual.

Ainda assim, resolvi dar o beneficio da dúvida.
Afinal, ainda agora tinha entrado, podia ser só a primeira horde de utilizadores extremamente pervertidos.
Mas não.

Na hora e meia em que tive o perfil aberto, as propostas indecentes choveram sem eu precisar de fazer nada.
Um casal das redondezas que queria um menage a trois, e que me ofereceram transporte e estadia em casa deles.
Um senhor que me mandou as coordenadas GPS do hotel dele, e com infinito charme e eloquência me disse "Tenho preservativos e lubrificante". Como se isso fosse uma proposta irrecusável, e eu devesse pegar no carro e ir a correr para o hotel ter com ele.
E cheguei ao cúmulo de ter um rapaz, que queria Insistentemente - em pleno 2014 - ter sexo desprotegido comigo (ou com a minha personagem vá).
Um perfeito desconhecido que só viu no ecrã do smartphone, numa solarenga tarde de Inverno, que podia perfeitamente ter sífilis, gonorreia, herpes ou sida. mas que era giro.

Findo esse tempo, aborreci-me, eliminei os perfis - o falso e o meu, anónimo - e disse adeus ao grindr, até nunca mais, ainda num misto de confusão e vergonha alheia por ver ao que se sujeitam e como se mostram  muitos gays "com fominha".

Não, não sou daquelas pessoas púdicas que condena sexo casual.
Nem sou besta para pensar que isso não existe e que é muito errado e que devia toda a gente ter vergonha por fazer sexo em vez de "fazer o amor".
Têm pila, usem senão cai, meus filhos.

Mas eu sou um romântico, processem-me.
Gosto de flirtar.
De trocar olhares.
De pagar bebidas - quando não estou teso que nem um carapau - e trocar histórias.

Gosto da conquista, muito resumidamente.

E não vejo aonde está a conquista e o romance em rebarbar com 50 dick pics de enxurrada, e nenhuma da cara, ou com um "vamos ali à esquina dar uma queca, porque estás mesmo aqui ao pé, segundo o GPS".
Encantador.

Encontros

terça-feira, 8 de abril de 2014


1º Passo:
Combinar o encontro.

Expectativa

Realidade


2º Passo:
Preparar-se para o encontro
Expectativa

Realidade

3º Passo:
Look do dia do encontro

Expectativa

Realidade

Sabes que és gay quando:

quinta-feira, 3 de abril de 2014

... Descobres que algum cantor ou ator jeitoso é gay e reages da seguinte forma:
Fase 1 - Será a sério? Deve ser rumor

Fase 2 - Pesquisa obsessiva por todos os sites possíveis e imaginários

Fase 3 - A confirmação em mais do que 5 sítios que sim, o gajo é gay
Fase 4 - Reação mental: "Hipoteticamente teria maior probabilidade de dormir com este gajo que todas as minhas amigas que o andam a galar há anos"

Fase 5 - Anda cá ao pai.

Guia prático para saber se o seu namorado é gay

quarta-feira, 2 de abril de 2014


É uma história de amor que se repete vezes sem conta.
Rapariga conhece rapaz.
Rapariga apaixona-se por rapaz.
Afinal,ele é giro, querido e fofinho, tem atenção aos vossos sentimentos e blablabla - Aquelas coisas todas que todas as revistas femininas vos andam a enfiar pela goela como protótipo de namorado perfeito há anos.
Rapariga namora com rapaz. e é um ótimo namoro..
Rapariga libera a pexenica ao rapaz.
Rapaz diz que quer namorar outros rapazes.
Rapariga come haagen daaz e ouve tori spelling enquanto se sente infeliz e miserável, enquanto os amigos dizem" mas como é que não sabias, era óbvio que ele era gay"

E você cara leitora que ainda não passou por isso, começa a ficar preocupada.

Nada tema.

O Miguel, resolveu prestar serviço comunitário e mostrar-vos como responder áquela pergunta milenar:
"Afinal, o meu namorado é gay?" 

Pegue numa caneta e num papel, e vamos responder a este complexo questionário licenciado por diversas universidades por todo o mundo:


  • Ele gosta de


?


  • Cada vez que vão ter sexo, a expressão facial dele oscila algures entre o :

E o:
Enquanto se lamuria "Ai outra vez? Estou com dor de cabeça!" ?

Já respondeu?
Se disse que sim a qualquer uma das perguntas
Bem...

O seu namorado é gay.

Então, mas e os sinais?
pergunta a leitora mais atenta.
Quais sinais?
Pergunto eu inocentemente.

Ah, é que ele é sensível.
Ou então sabe as letras todas da discografia da Britney Spears.
Ou então tem melhor gosto a escolher roupa que os outros rapazes.
Ou é péssimo no desporto.
Ou tem medo de baratas.
Ou gosta de ver a novela em vez de ver a bola.
Ou não gosta de cerveja.

Diz você cara leitora preocupada.
E são realmente sinais muito preocupantes e conclusivos.
E se os vossos namorados apresentarem qualquer um destes é porque é gay OBVIAMENTE.