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Sailor Moon Crystal removida de canal Panda Biggs por cenas gay

sábado, 17 de dezembro de 2016

[Antes de começar, um pequeno aparte, Sim, ainda estou vivo. Precisei de uma pausa, com o kit kat, para me reinventar, e buscar inspiração. Espero que esteja tudo bem convosco queridos leitores e colegas bloggers, vamos seguir para o post]



Ora, para quem me segue há algum tempo, sabe da minha pequena devoção às já velhinhas "Navegantes da Lua" no original "Sailor Moon".
Em celebração pelos vinte anos da obra original - publicada em 1992 - resolveram fazer um remake da animação, de raiz, com o aval da escritora, Naoko Takeuchi.
E décadas depois, nós fãs pudemos voltar a reviver a magia das belas guerreiras mascaradas que lutam pelo amor e justiça nas suas mini saias.
Meses depois do seu release original, o canal Panda Biggs comprou os direitos de exibição, e permitiu assim a novas gerações conhecerem também a história.

Ora, isto é tudo muito bonito e tal, até saltarmos para 2016, ano em que a 3ª temporada estreia e traz consigo as duas primeiras personagens "não padrão".
Michiru e Haruka, as navegantes de Neptuno e Úrano são namoradas e mulheres, portanto, um casal lésbico.
Dirão vocês:
"Estamos em 2016, psh, quem é que quer saber de duas lésbicas numa série animada?"
Aparentemente O Panda Biggs quer.
Depois de editar um dos episódios para remover a cena abaixo - com um beijo entre duas raparigas,
retalharam outro seguinte para que não se explique a identidade de género - que roça o genderfluid - outra das personagens.
os fãs viram, e reclamaram, a rede ex aequo fez uma exposição, e....

Como que por magia e sem avisar os espectadores, os senhores do Panda Biggs que primeiro alegaram "direitos editoriais" removeram a série do ar.
Por causa da existência de conteúdo LGBT mínimo na bendita série.

Volto a relembrar, que estamos em 2016, não em 1992, altura em que a obra foi publicada e o mundo não acabou por duas meninas serem lésbicas e andarem aos beijos.

Vergonhoso, panda piggs. ups biggs.

Orlando

segunda-feira, 13 de junho de 2016


Apanhou-me de surpresa, abalou-me um pouco, afinal, foram 50 inocentes.
Reparei no fim de contas que:

Quando em França morreram 12, #JesuisCharlie
Quando em Bruxelas morreram 32 #PrayforBrussels
Não morreu porra nenhuma na seleção nacional, #somostodosportugalronaldoesardinhasassadas,
Morreram 50 em Orlando, são gays, não ganham hashtag, fotos temporárias de perfil, nem um terço da atenção nas redes sociais.
Lógico.

Pai, Mãe, sou Gay

quinta-feira, 9 de junho de 2016


Sempre disse, e continuarei a dizer, que o armário é uma coisa muito relativa.
O meu, sempre foi um armário de vidro, com portas trancadas a medo, escondendo o que estava claramente à vista.

Com os anos foi ficando mais difícil tentar abrir as portas, cada vez mais perras e transparentes, desgastado pelo peso dos anos e das pequenas (e grandes) mentiras - brancas, cinzentas ou negras, todo um degradé de escapismo - que sempre imaginei ser a causa de um barulhento estilhaçar.

Com medo de me cortar, continuei lá dentro, escondido à vista de todos.

E depois, aconteceu tudo de forma muito rápida, sem metáforas ou subterfúgios.
Na minha cabeça ecoou
"Não precisas de continuar a mentir"
E não menti.
Encolhi-me e disse o que tinha escondido tantos anos, infrutiferamente.
Esperei pelo pior, todos os cenários negros que correram a minha cabeça ao longo destes anos.

O pai, ligeiramente desiludido, mas nada surpreso, diz de voz velada que família é família e não é por isto que vai deixar de o ser.
A mãe, sorridente, diz que não é parva nenhuma, e que só me quer feliz.

Limpas as lágrimas - as minhas, porque como boa drama queen que sou larguei um garrafão de àgua de luso - respirei fundo e reparei pela primeira vez o quão pequeno era o armário que me aprisionou todos estes anos.

Como coincidência cósmica, saí do armário justamente no mês do orgulho LGBT.
A vida tem destas coisas.

Pedro e Lorenzo Take II

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Verdade seja dita, é Sexy family e não Smart Well Informed Family, têm desculpa.

O armário do filho único...

quinta-feira, 12 de maio de 2016

É mais difícil de abrir?

Irmãos influenciam quando toca a sair do armário?
Digam-me o que acham, debatam e conversem

Cidadãos de Segunda Categoria

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016


Hoje, folheando os blogs, lembrei-me de quando no More- deviam ir também, ele até fala de coisas interessantes - se perguntou se sentíamos a necessidade de nos assumir ou não no ambiente de trabalho.
Isto lembrou-me uma história que aconteceu há uns meses.

Como todas as histórias interessantes, esta começou depois de uma salada de batatas, no jantar da empresa - Se soubermos que a vodka é destilada a partir da batata, não deixa de ser verdade. - ... ou sete. Não sei, era open bar, deixei de contar as "saladas de batata " a certa altura.

Rapidamente entrei na fase Quenga, sabem bem o género: Visão toldada, libido em alta, e discernimento zero, aquela sensação extasiante de quem vai comer até o barman zarolho, porque o espelho reflete um garanhão sensual e pujante, irresistível aos olhos de qualquer mortal num raio de cinco quilómetros.
Como seria de esperar nessas condições, acabei por me enrolar com um moço na pista de dança de uma discoteca "hétero" - que sinceramente me começa a parecer uma diferenciação ridicula, porque a discoteca não tem sexualidade - , sem grandes pudores, afinal, não estava a fazer nada de propriamente errado - afinal quem nunca - e nessa mesma pista de dança, a alguns passos, um colega meu fazia precisamente o mesmo com uma rapariguinha aleatória.

O post agora poderia contar de forma rocambolesca e divertida como tive uma one night stand com o rapaz e depois quase morri de constrangimento quando o efeito da bebedeira passou a meio do acto e vi com quem me tinha enrolado, mas não é essa a ideia.

Retrocedamos novamente até à pista de dança, onde estávamos os quatro alegremente na marmelada, eu com um rapaz e o meu colega com uma rapariga. no meio deste cenário sinto uma mão agarrar-me firmemente no ombro, enquanto  um dos meus colegas nos separava, e dizia para "nos controlarmos".
Eu, que até nem sou particularmente exibicionista, em condições normais, acedi por uns segundos, culpando a bebida.
Afinal estávamos aos beijos em plena pista de dança.
Sentei-me com uma bebida na mão, enquanto o meu par se afastou até ao wc, e num acesso de lucidez, olhei em redor.
No mesmo lugar exato continuavam o meu colega, e a sua amiga alegremente aos beijos e esfreganços descarados.
E ficaram nisto mais um bocado, sem uma única pessoa se dirigir a eles e dizer para "se controlarem".
A única diferença para o que se estava a passar entre eles e nós, uns momentos antes, era a existência de uma vagina na equação.
E sabem o que aconteceu?
Dentro de mim, toda uma revolta incontrolável incendiou-se - provavelmente ajudada pelo álcool no meu estômago, que dava para abrir uma destilaria. - com o preconceito velado.
Podia ter começado uma discussão.
Podia ter dado uma lição de moral ao rapaz que nos foi separar.
Em vez disso, qual cabeça de fósforo que sou, fui cambaleante buscar o outro desgraçado que estava a beber um gin no bar, arrastei-o até à pista de dança e, qual grito do Ipiranga , preguei-lhe um beijo enorme, digno de cinema - porno é cinema também, okay? - e dançamos desajeitadamente, em celebração daquela recém forjada liberdade - em retrospectiva, talvez ele só tenha dançado porque sabia que íamos acabar nus naquela que rapidamente se tornou na one night stand mais estranha de toda a minha vida, mas não divaguemos.
E isto não é uma lição de moral.
Ou talvez seja, não sei.
Ninguém tem que exibir a sua sexualidade.... Mas porque temos que a esconder?
Só beijar em discotecas gay e dar a mão em sítios desertos,ou no cliché do escurinho do cinema, pode ser mais confortável, mas Somos nós cidadãos de segunda categoria, para nos limitarmos a fazer as coisas mais mundanas apenas em ambiente específico controlado?
Para não chocar ninguém?
Onde está a igualdade nisso?

Por trás das apps

domingo, 10 de janeiro de 2016


Por causa do artigo no dezanove, sobre a mais recente adição à família de aplicações de engates encontros, um tal de happn, dei por mim a lembrar me da minha última incursão nas apps, já há um par de meses.

Mais uma sexta feira em casa sozinho, munido de chá ,séries e uma dose generosa de tédio, levou a que reinstalasse pela décima vez o hornet no telemóvel. 
Finalizada a atualização, uma maré de caras familiares preencheu o meu ecrã, como um jantar de páscoa em família, em que somos rodeados por familiares afastados que vemos ocasionalmente mas dos quais nem o nome sabemos. 
O tempo passa, mas as caras continuam as mesmas.

Esperei, qual leão atento a observar a presa. 
Porque eles vêm sempre, se esperares tempo suficiente. 
Fui, passados uns minutos recompensado por um alegre zumbido.
Atraí um rapaz magro. alto, olhos castanhos e sorriso reservado, orelha furada e casaco de cabedal na foto de perfil, deixavam-se acompanhar por uma citação de de um qualquer poeta descrevendo a beleza do amor, mentiras de engatatão barato, presságio da profunda conversa que se seguiu.

"Olá lindo, tudo bem? :)"
"Tudo, e contigo?"
"Também. Vou adicionar-te aos amigos aqui no chat"
"Okay, pode ser. que fazes por estas bandas?"
"Quero conhecer alguém especial, um namorado, e tu lindo?"
"Acho que queremos todos isso, não é verdade?"
"Mostras-me a tua pila? É grande? Gosto de paus grandes" 

Seria um grande imbecil se ficasse deprimido com a noção de um quase amor que não passou da virilha para cima, tendo em conta a quota parte de casos semelhantes que já por lá apanhei. 
Mas não é sobre isso que falo. 
Não é sobre a concentração de homens interessantes consoante localidade geográfica, ou sobre as técnicas impressionantes de engate que deviam entrar para a nova lei dos piropos, de tão grosseiras e más que são.

É mesmo sobre as apps.

Culpam-se os grindrs da vida. os manhunts. e as nossas fracassadas vidas amorosas são-no assim por causa dessas diabólicas apps.
Afinal, porque é que as apps - de "encontros" - não resultam?
Não podemos ser nós gays. 
Afinal, os héteros também as usam!
Não somos só nós, minoria autosegregada e apreciadora de - aparentemente - grandes pilas e divas pop. a maioria de indivíduos reprodutores também põe o seu pezinho pelo Tinder, Badoo, e até o polémico secondlove (o site para relações extraconjugais, que curiosamente até á presente data não aceita inscrições de homens que queiram ter casos com homens, porque é uma aplicação de valores familiares, mesmo no que toca a encornamento).

E indignamos-nos com a ideia de um preconceito cerrado, que nos digam que somos todos promíscuos e só queremos sexo...
E podia perfeitamente escrever aqui uma coisa toda new age, positiva com unicórnios e coelhinhos a dizer que é tudo um complô.
Culpar a astrologia, afinal Marte está em escorpião. É por isso. 
Culpar as condições económico sociais. Afinal, com os ataques terroristas, ninguém tem cabeça para relacionamentos sérios, e com a crise sai mais barato comprar preservativos que dividir despesas com o namorado.

O problema, é que...
Somos mesmo nós.
Dizemos andar atrás de príncipes em cavalos brancos quando saltamos para cima do primeiro boi cobridor que der mole.
Porquê?
Porque é mais fácil.
Ter uns rendez vous descomprometidos, Poder dormir com quem queres e não teres qualquer tipo de ligação ao fulano, é infinitamente mais fácil do que saltar para uma tentativa falhada de namoro - falando por experiência própria, não necessária, já que podiamos chegar a essa conclusão só com lógica comum, mas hey.
E nem há nada de errado com isso. 
O problema é que ninguém gosta de o admitir. 
Podem gabar-se aos amigos, fazer da vida sexual uma newsletter semanal, mas chegados ás apps, há todo um nevoeiro de hipocrisia em torno do assunto.
E é este o maior problema.
Encorajamos o uso das apps, não como uma ferramenta para conhecer pessoas e tentar algo mais do que tirar a cueca, mas como uma eterna muleta. 
Quando devíamos encorajar a ideia de inclusão acabamos por nos segregar escondidos por trás das apps, a combinar quecas semi anónimas enquanto fingimos todos ser cartazes ambulantes dos direitos maritais dos LGBT.
Como se admitir que se gosta de dar umas cambalhotas de vez em quando, seja pecado capital, e nós, lado rosa da força, sejamos umas virgens casadoiras do século XVII prestes a ser desonradas em praça pública por admitir que não queremos casar e brincar ás casinhas, que queremos só divertir-nos.
E as apps viram uma ajuda para o senhor casado que votou contra a co adoção, mas nos fins de semana combina encontros com homens de pila grande, embora "não seja gay".
Uma máscara para quem tem medo de ser segregado pelos conhecidos e exerce a sexualidade em segredo, 
E depois, enchemos o peito para bradar aos quatro ventos que as apps são as culpadas. que antes das apps não era assim. 
Quando nos esquecemos, que quem usa as apps... somos nós.
E enquanto não não mudar nada, venham as apps que vierem melhores ou piores que o grindr, vai ser sempre contra producente para tentar atingir a igualdade que tanto defendemos nas redes sociais.

Cláudio Ramos revela-se Homossexual

sábado, 5 de dezembro de 2015

Em emocionada entrevista para o programa alta definição, Cláudio Ramos declara-se homossexual*.
Outras revelações BOMBÁSTICAS do dia incluem o chocante facto de que o céu é azul, as nuvens brancas, os peixes nadam em água e as vacas leiteiras produzem leite.
*faltou-lhe foi assumir-se um preconceituoso imbecil, mas hey baby steps.

Finalmente chegou o dia...

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Em que eu e o meu namorado imaginário podemos acolher na nossa mansão imaginária uma criancinha adoptada imaginária, que vamos mimar com a minha fortuna imaginária.
Oh, happy day

O José Rodrigues dos Santos é homofóbico?

sexta-feira, 9 de outubro de 2015


Então uma pessoa liga a internet, e um sururu invade o computador, um burburinho de indignação coletivo de recriminação o José Rodrigues dos Santos.
Aparentemente disse, "o candidato, ou candidata" referindo-se  a um dos recém eleitos deputados por ser o mais velho a ser escolhido para integrar o corpo político.
E qual é o interesse, dizemos nós?

O homem é gay, e aparentemente todos os gays do país levaram isto a peito.
Quando vi a reportagem, em direto - porque vejo o telejornal - , ocorreu-me que estivesse a fazer uma graça, um suspense, uma revelação, porque o telespectador comum podia não saber quem era o eleito com 71 anos, e só o ficaria a saber, depois de ver toda a peça jornalística. 
Mas acho que mais ninguém levou a coisa por este ângulo.


Em vez de andarem a ocupar-se com algo produtivo- tipo sugerir alterações nas leis de adoção ou no protocolo de doação de sangue -, todos os gays do país foram para o facebook do jornalista desancá-lo como podiam.
Agora, o José Rodrigues dos Santos virou homofóbico que faz chacota de deputados gays, aparente e forma tão descerebrada que ficou abestalhado o suficiente para fazer gracinhas em direto para milhares de telespectadores, diga-se de passagem.
Para ajudar à festa, o senhor já veio dizer a publico que estava muito ofendido e pedir a todos os partidos politico para se manifestarem com a situação - ainda nem é deputado oficialmente e já anda a puxar dos poderes políticos.
Bicha a senhora devia ser passiva, só pra ver se aumenta o poder de encaixe.

Depois admirem-se de não serem levados a sério por armarem estas peixeiradas cada vez que sentem o ego - e o pseudo orgulho gay que só aparece nestas ocasiões - arranhado.

Afinal, o que querem os gays?

domingo, 13 de setembro de 2015


Sexo Fácil, ou Relacionamentos Duradouros?
Não tenho certezas sobre o assunto, por isso,deixo aberto o debate, com uma única regra, não digam "é relativo".

5 motivos porque toda a bicha deve experimentar ser passiva

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Estou aqui para lhe falar de um assunto muito importante.
O seu cu.
Huh? diz você caro leitor.
Por esta altura ia escrever um disclaimer a avisar os mais sensíveis que poderiam não gostar muito da conversa que se segue, mas hey, estão a ler um blog chamado "cansei de ser hétero" e a levar com uma drag queen a cantar "es una pasiva" se ainda não perceberam do que se trata, estão aqui por conta própria, amanhem-se.
Sim, o lugar onde o sol não brilha, para muitos objecto de obsessão capaz de arruinar impérios e destruir sociedades.
Muito boa bicha não experimenta assar a maçaroca no próprio forno, porque feliz ou infelizmente está presa aos preconceitos que ainda poluem o imaginário colectivo da bandeira do arco íris, achando que é uma perda de virilidade, que é coisa de maricas, afinal, macho que é macho, não dá o cu... well guess what, o grau de mariquice é o mesmo independentemente da posição.

Venho aqui para lhe dizer, que partilhe o seu cu com o próximo.
Não que vá desfolhar o seu botão de lótus com o primeiro arrumador de carros que lhe aparecer num parque de estacionamento abandonado nos arredores de Odeceixe, mas que um dia com calma e com o seu parceiro amado e confiado, se ponha de quatro e não seja para procurar o telemóvel debaixo do sofá.

E aqui deixo embaixo os 5 motivos essenciais para que você caro leitor, não tenha medo e se jogue de cabeça na odisseia de ser passivo pelo menos uma vez:

1
        O cu é seu.


Experimente para ver se gosta, se detesta, porque tem um espacinho livre antes de dar a novela das oito ou porque lhe apetece.
Há sempre o factor próstata a ajudar à equação, e no fim das contas ninguém quer ser a bicha amarga que não come sushi só porque acha que é peixe cru.
O pior que pode acontecer é não gostar, e não voltar a repetir a experiência.

2
        Uma entrada triunfante no mundo da Versatilidade

Tinha um namorado (mais ou menos) que tinha uma camiseta estampada com a frase "versatile boys have more fun" - meninos versáteis divertem-se mais, traduzindo livremente.
E é bastante verdade, porque sexo é como comida, quanto mais se pode variar, melhor.
E que melhor maneira para variar do que poder fazer-se ambas as posições no boudoir?
Negar se a isso é um bocado tipo comprar um par de sapatilhas, mas só calçar uma.

3
       Valoriza-se mais o parceiro


Depois de passar pela experiência em primeira mão, e independentemente de se ter ou não gostado, temos toda uma outra perspectiva sobre como o(s) nossos parceiros se sentem na situação inversa. Aprende-se que  mais devagar significa efetivamente "mais devagar" e não "Enfia tudo até me tocares no pâncreas com a pila, e me parares a função renal pelo caminho, e as tuas coxas me batam no rabo como um martelo de serralharia".

4
        Exercício físico


Acredite em mim, descobrirá que dentro de si, reside um contorcionista do cirque du soleil, capaz de meter uma perna na mesa de cabeceira, e a outra na cómoda.
Para além de que se queimam muito mais calorias a levar com ele, e que melhor desculpa para fugir ao ginásio, do que a oportunidade de ter um orgasmo no sofá da sala?


5
        Dissipa preconceitos

A derradeira, e mais importante razão, que me levou a fazer todo este post - para além do rum com fanta e das memórias de deliciosas cambalhotas passadas, e sim eu sei o patético que isto soa, não me julguem.
Porque afinal, Qual é o ponto de pedirmos para acabarem com a diferenciação contra pessoas LGBT , quando deixamos nós mesmos que se prolonguem imensos preconceitos dentro da nossa própria comunidade.
Ser passivo nada tem que ver com a masculinidade de uma pessoa.
Não é por dar o buraco negro do sul que vai subitamente fazer madeixas azuis, e virar fã da Lady Gaga.... e se fizer, bom para si, who cares?
O pior tipo de bicha é a bicha complexada.
Não muda porra nenhuma, senão o facto de ficar efetivamente mais íntimo com o seu parceiro, por não imporem barreiras de comportamentos.


Vejamos isto tudo não como um alargar a traseira, mas como um alargar de horizontes.

Afetos gays

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Antes de mais nada, um pequeno grande obrigado a todos os que se deram ao trabalho de deixar uma mensagem de parabéns por estas bandas, só para não dizerem que sou um ingrato.
Retomemos a programação costumeira:

Com o lançamento do já popular vídeo do Lorenzo e do Pedro - ou do Pedro e do Lorenzo, não sei como se diz a brand, daqui a nada acham que estou loucamente apaixonado pelos rapazes - a passear Lisboa fora de mãos dadas, veio a inundação de pessoas LGBT friendly pela minha timeline, a dizerem todas que acham muito bem, aplaudindo publicamente o "acto de coragem" que foi andar pelas ruas, de mãos dadas com uma câmara atrás, na capital de país de primeiro mundo onde os actos de violência contra LGBT são escassos, muito menos em plena luz do dia.

Ainda com esta linha de pensamento presente na cabeça, dei por mim no cinema, acompanhado.
Comprámos pipocas que partilhámos - ou melhor, eu comi as minhas e ataquei as dele - , e sentámo-nos no cinema de mãos dadas.
E fiquei à espera dos aplausos e da coroa de flores, da medalhinha de coragem, mas em vez disso sentou-se ao nosso lado um casal roçando os seus sessentas, que olhou mais para nós, sussurrando e apontando , do que para o filme na tela, especialmente depois da primeira troca de beijinhos da noite

- nada de lavagens de estômago com direito a sons de sucção violenta, como o casalinho da fila da frente, uns beijinhos bastante simpáticos e camera ready -  e que se sentiram tão desconcertados com a visão contra natura de dois rapazes aos beijos, que nem voltaram para ver a segunda metade do filme.

E não foi a primeira, nem há-de ser a última vez que acontecem coisas destas - O que para mim nem é minimamente incomodo, enquanto não estão envolvidos insultos despropositados, sendo honesto - mas por estes dias , Portugal virou aos olhos dos cibernautas um local de aceitação maravilhosa onde até as bichas pobres têm um iphone e cagam arco íris enquanto os reformados jogam à sueca e cantarolam a lady gaga com sotaque transmontano.


Deixo a pergunta:
Quando se deparam com pessoas que se sentem incomodadas com as vossas demonstrações afeto, como reagem?
Param o que estão a fazer, ou intensificam-no?

"Aceitação"

sábado, 27 de junho de 2015


Hoje ligo o facebook, e toda a minha cronologia se tornou um arco-íris gigante.
Toda a gente celebra a aceitação "amor é amor" e o catano.
Acho bem, acho bonito, acho uma trend que até não tem assim tanto por onde largar as minhas incessantes reclamações, no que toca a movimentos de redes sociais.

Quando ia fechar a janelinha, pelo meio desta pride parade eletrónica, vejo alguém que aderiu ao movimento todo muito gay friendly, com discursos de aceitação e o diabo ao quatro, nada de extraordinário, não tivesse há umas semanas dito me muito indignado, que não entendia "esta moda agora de sair do armário", que era totalmente desnecessária e até um bocadinho incómodo.

Quando lhe perguntei porquê, assim já meio a ferver  - porque a minha costela hippie activista dos direitos humanos, embora não predominante inflama-se com imensa facilidade quando confrontada com bestalhagens destas. - disse-me que "não entendia a necessidade de fazer disso bandeira. Que alguns só o fazem para chocar."



Disse que não via a necessidade e achava uma chamada de atenções.
Quando forcei a barra e quis saber porquê, não me soube dizer concretamente, chamou-me agressivo porque comecei a explicar que era uma coisa pessoal e que cada um exercia como achava de direito, e que não tem que fazer sentido para mais ninguém para além da própria pessoa, e não temos que julgar ninguém por isso.

Acabou por me dizer que fico nervoso com estes assuntos - sem se aperceber que o que me deixa possidónio são exposições a altas doses de intolerância - e que me devia acalmar, porque não disse nada de mal.
Isto entra muito naquela onda do "seja gay, lá na casa dele, eu até aceito e aprovo, desde que não ande à mostra".

E se querem que vos diga, isto põe-me puta da vida.


Dou por mim a pensar, quantos dos adeptos do movimento da foto de perfil em arco íris, não terão o mesmo discurso, enquanto debitam doces palavras de igualdade nas amigas redes sociais.

E hoje, na américa, baniu-se a inconstitucionalidade do casamento nos estados onde ainda era considerado ilegal.
Por isso a partir de hoje em todos os 50 estados podem casar-se todos com quem quiserem.

É só isto.

Homofobia na internet

domingo, 21 de junho de 2015



Cada vez que algum site noticioso publica uma notícia de indole LGBT, eu fico ligeiramente confuso. Todos eles homens e mulheres de família, adeptos dos mais elevados costumes e donos de uma sexualidade muito bem resolvida - A L E G A D A M E N T E -, Amontoam-se como abutres na carcaça, prontos a tecer comentários sobre os maricas e as suas mariquices, com de piadas gratuitas - admito que os melhores trocadilhos que já vi com bananas vieram destes poços de sabedoria suburbana - e cheios de teorias de conspiração, porque como toda a gente sabe, nós estamos a organizar uma tomada de posse a nível mundial, estamos a contaminar a água com a nossa virose, e dentro de dez anos, as bichas dominarão o mundo ao som da Valesca Popozuda.

Não é novidade, e nem vai deixar de se passar, mas não deixa de ser curioso, ver que as pessoas que - A L E G A D A M E N T E - menos querem saber do assunto, e que só pedem que não os incomodem com essas coisas, saltem logo para a caixa de comentários cada vez que um gay se casa, alguém adopta, ou há uma marcha de orgulho gay - o exemplo mais recente.

Se não lhes interessa, se os incomoda, porque perdem tanto tempo a ler e comentar em catadupa notícias do género?
"Estamos num mundo livre, temos direito à opinião", diz um dos muitos queridos como que respondendo à pergunta que não cheguei a fazer.

É muito errado se eu disser que isto me cheira tudo a um bando de bichas reprimidas que vão á noite ver porno gay BDSM?

O que acham que motiva estes héteros bem resolvidos a debitar tantos hate comments?
Surpreendam-me.

"Mata o paneleiro"

sexta-feira, 8 de maio de 2015


Traduzindo literalmente, é este o título de um "jogo" [no original, Kill the faggot] -  pedindo financiamento através de fundos de dadores, pelo sistema greenlight. - que foi retirado esta semana da steam, depois de causar imensa indignação não só entre a comunidade LGBT, mas entre todas as pessaos com dois neurónios funcionais.

Como podem ver pelo video, o jogo consiste em disparar sobre gays e transsexuais - e nalguns casos "portadores de sida", aparentemente - que gritam frases sexualmente sugestivas, e são distinguidos das pessoas "normais", porque usam cor de rosa, porque é obviamente assim que se identificam os gays todos.

O "jogo" foi criado por um Cristão - wow - e é dito num comunicado à imprensa que "a equipa nunca teve o objectivo de ofender ninguém, mas sim criar uma experiência social".

Well, eu tinha uma experiência social para recomendar aos senhores, mas envolvia um barril de ácido e um par de cabos de bateria do carro, e uma mordaça, mas hey, quem sou eu para levar a mal uma "experiência social", não é verdade?


Votações, terminadas!
De hora a hora - Deus Abençoe os posts agendados - das 9 às 22, revelamos os nomeados das 15 categorias. vão lá espreitar, e preparem-se para as votações.
Se votarem ganham um carro e 2 mil euros por mês!
... Okay o nosso advogado e o nosso publicista dizem que não podemos fazer publicidade enganosa, blablabla processo por burla blablabla ética blablabla, por isso ficam avisados que não, não ganham, e já agora fiquem também a saber que os mc nuggets não são feitos de peito de frango. não sejam interesseiros e votem.

O meu marido não é gay!

quarta-feira, 18 de março de 2015



E assim, com este título... diferente, me chamou a amiga emissora TLC para ver um dos mais "documentários" que mais polémica trouxe à comunidade LGBT nos USA nestes últimos meses.
Eu sabia que ia assistir a qualquer coisa sui generis, mas nunca pensei que fosse assistir a uma comédia digna de Óscar.

Começamos numa bela cidade no Utah, com verdejantes paisagens e acolhedores suburbios, onde conhecemos três casais.
Sentados lado a lado, num sofá cafona forrado a flores, três casais falam-nos da sua vida conjugal, e assim somos introduzidos a toda a história digna de uma novela argentina na Telemundo.
"Se eu vir uma mulher bonita e um homem bonito passar na rua, as chances são de que eu olhe com interesse para o homem. nove em dez vezes"
E enquanto nos descrevem as suas famílias perfeitase felizes. PLOT TWIST, dizem todos que sofrem da terrível maleita do SSA.

E o que é SSA?
perguntam vocês confusos.
Same Sex Attraction - Atração entre o mesmo sexo, uma doença crónica, segundo os entrevistados.

E então, durante os 42 minutos (aproximados) do programa, somos presenteados com diversos e maravilhosos momentos.

As mulheres todas muito sem graça e inseguras, Falam-nos de como lidam com a situação que "foi dificil, lidar com a SSA dele. mas ao menos sei que assim não tenho que me preocupar com outras mulheres"enquanto trocam risos cúmplices , todas muito saídas de uma cena de stepford wives, a fazerem bolos arrumarem a casa, lerem a biblia e a ignorarem que os maridos vão jogar basquetebol e olhar para os peitorais dos mocinhos sem camisa, como cão olha para o osso.
Chegados a casa, afirmam que não escolheram ser gays, porque não gostam do estilo de vida, e no fim de contas é tudo uma escolha.


Estas três famílias, criam entre si uma "estrutura de apoio" na qual se juntam todos, falam dos seus dramas como vitimas de SSA -  nem estou a inventar - e rezam contra os sentimentos contra natura que sentem, tudo isto enquanto flertam com os empregados dos restaurantes onde vão comer com as mulheres, e atribuem uma "escala de perigo" aos vários homens que acham atraentes no decorrer das filmagens.

A dada altura, um dos entrevistados, diz à mulher que vai acampar, com uns homens que acabou de conhecer no parque, e ela muito preocupada confessa à camera,
"eu tenho medo que ele tenha outro deslize. eu confio nele, só náo confio nos outros"

Depois de tudo isto, acabamos com um quarto entrevistado, senhor que procura moça casadoira, para partilhar o primeiro beijo casar e constituir família, moça essa que não se importe com o facto de ele gostar mais de salsicha do que favelado gosta de croquete.

Então, fazem um arranjinho muito instantâneo a uma pobre moça, que não sabe bem onde aterrou, e cai no meio de 4 bichas enrustidas que passam o jantar a fazer piadinhas sexuais que ela claramente não percebe.
No fim do encontro, o senhor, muito honesto e charmoso, lá lhe diz "olha, tenho que te dizer uma coisa... eu sofro de SSA"

E acabamos o documentário, com todos os quatro a dizer muito alegres, com as mulheres ao lado dizendo "gay? o meu marido? QUE OFENSA" e continuando a brincar às casinhas, até algum deles acabar num motel com o pastor da paróquia vizinha, e a mulher o apanhar com a mão na massa... ou noutro sítio.

Aconselho a ver, se forem como eu, de gargalhada fácil com pequenos momentos constrangedores.

Desligando o vídeo, veio-me a dúvida:

Eu entendo o lado deles - não que ache correto, mas capto o ponto de vista - , mas e elas?
Porque é que uma mulher se sujeita a casar com um gay, mesmo sabendo que ele é gay?

A tara dos héteros

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015


Vamos saltar no comboiinho da badalhoquice que invadiu a blogaysfera ultimamente porque não quero ser deixado de fora, né.
Okay, estava a ler o blog do Miguel, e ele alegremente comentava no post mais recente, os héteros que já "converteu".
E bem, correndo o risco de ser já aqui apedrejado em praça pública e chamado retrógrada - o que neste caso em específico - Não percebo o appeal.
Óbvio que como tenho uma dieta equilibrada, já estive com um ou dois que eram muito héteros, mas na altura do vamo ver abriam mais depressa que lata de cerveja de abertura fácil.
Mas nunca fui à procura de héteros.
Embora fosse uma coisa que notasse muito em conversas, aquela cobiça pelo "fruto proibido" e os "cá na minha cama não eras tu hétero", nunca se me acederam.
Não me deu tesão "perseguir" alguém da equipa adversária, nem tenho paciência para converter ninguém, porque não sou testemunha de Jeová.
Até porque sejamos honestos, se for mesmo hétero, não há conversão que resulte, é um rabo, não é um carro que dá para levar tanque de gás quando a gasolina fica cara.


Agora deixo aqui a pergunta:
Héteros? Sim ou não?
Se sim, Porquê?

*Não te ofendas Miguelito, Crido, não te estou a atacar nem nada, tsá?