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Sailor Moon Crystal removida de canal Panda Biggs por cenas gay

sábado, 17 de dezembro de 2016

[Antes de começar, um pequeno aparte, Sim, ainda estou vivo. Precisei de uma pausa, com o kit kat, para me reinventar, e buscar inspiração. Espero que esteja tudo bem convosco queridos leitores e colegas bloggers, vamos seguir para o post]



Ora, para quem me segue há algum tempo, sabe da minha pequena devoção às já velhinhas "Navegantes da Lua" no original "Sailor Moon".
Em celebração pelos vinte anos da obra original - publicada em 1992 - resolveram fazer um remake da animação, de raiz, com o aval da escritora, Naoko Takeuchi.
E décadas depois, nós fãs pudemos voltar a reviver a magia das belas guerreiras mascaradas que lutam pelo amor e justiça nas suas mini saias.
Meses depois do seu release original, o canal Panda Biggs comprou os direitos de exibição, e permitiu assim a novas gerações conhecerem também a história.

Ora, isto é tudo muito bonito e tal, até saltarmos para 2016, ano em que a 3ª temporada estreia e traz consigo as duas primeiras personagens "não padrão".
Michiru e Haruka, as navegantes de Neptuno e Úrano são namoradas e mulheres, portanto, um casal lésbico.
Dirão vocês:
"Estamos em 2016, psh, quem é que quer saber de duas lésbicas numa série animada?"
Aparentemente O Panda Biggs quer.
Depois de editar um dos episódios para remover a cena abaixo - com um beijo entre duas raparigas,
retalharam outro seguinte para que não se explique a identidade de género - que roça o genderfluid - outra das personagens.
os fãs viram, e reclamaram, a rede ex aequo fez uma exposição, e....

Como que por magia e sem avisar os espectadores, os senhores do Panda Biggs que primeiro alegaram "direitos editoriais" removeram a série do ar.
Por causa da existência de conteúdo LGBT mínimo na bendita série.

Volto a relembrar, que estamos em 2016, não em 1992, altura em que a obra foi publicada e o mundo não acabou por duas meninas serem lésbicas e andarem aos beijos.

Vergonhoso, panda piggs. ups biggs.

London Spy

terça-feira, 12 de janeiro de 2016


Ano: 2015
Género: Drama, Crime, Thriller

Nesta minisérie criada pela BBC, Danny (Ben Whishaw), um jovem promiscuo e hedonista conhece Alex (Edward Holcroft), um génio matemático introvertido e rapidamente se apaixonam.
O que poderia ser mais uma série romântica abordando o cada vez mais desgastado cliché das dificuldades em ser-se um homem homossexual, sofre rapidamente um face volte quando ao fim de 8 meses, Alex é encontrado por Danny morto num cenário macabro.
Fica no ar a pergunta: Até que ponto conhecemos aqueles que amamos?
Em cinco episódios acompanhamos Danny na sua jornada tentando provar a sua inocência na morte de Alex , enquanto desvenda o seu verdadeiro passado.
É ajudado por um amigo de longa data, Scottie (Jim Broadbent), um antigo espião do MI6, por uma encruzilhada entre a verdade e a sobrevivência.

A ver se: Gostam de tensão psicológica.
A evitar se: procuram cenas tórridas de sexo e finais felizes ao som de bandas indie.

Classificação pessoal: 8/10

A culpa é da Globo

sábado, 31 de outubro de 2015



Revisitando o passado, dei de caras com uma das minhas primeiras paixonites platónicas.

Como boa criança portuguesa dos 90's que fui, cresci alimentado a programas generalistas com música pimba - o saudoso (e francamente mau em retrospectiva) big show SIC no topo da lista - e infindáveis novelas da globo.

Entravam por minha casa dentro, todos os serões, e calmamente em família, devorava as histórias, embalado pelo português macio de terras de Vera cruz, onde aparentemente as mulheres eram sempre altas e magras, os homens charmosos e os pequenos almoços dignos de um buffet intercontinental.
Era tudo simples e linear, o rapaz conhecia a rapariga, casavam-se e tinham em filhos o equivalente numérico a uma equipa de futebol, com direito a baladas da Ana Carolina como banda sonora, e a muitas lágrimas pela mistura.

E depois, um dia qualquer, num dos setecentos episódios da novela da altura, o Marcos Palmeira tirou a camisa.
E dentro de mim, qualquer coisinha fez o clique.

Entendamos que por aquela altura tinha praí uns dez anos, sexo era uma palavra, uma noção abstrata que não tinha qualquer desejo de compreender, e ainda estavam relativamente longe os meus anos de  dúvidas sobre o assunto - quando as pequenas paixonites pelos coleguinhas de escola começaram a aumentar de intensidade - , e por arrasto sobre a minha  própria identidade.

Não percebia muito bem na altura qual o apelo de ver um homem suado sem camisa, tendo em conta que sempre achara as mulheres de bikini francamente desinteressantes, e beijos na boca me pareciam a coisa mais nojenta do planeta - oh ingenuidade da juventude - mas nem assim parava de olhar maravilhado para as curvas e contra curvas do senhor na telinha.
O que tornou a minha pequena cabeça numa salada russa de dimensões industriais, afinal, o highlight da minha noite era esperar por aquelas curtas cenas em que ele aparecia em tronco nu - nos anos 90, altura das calças de cintura alta, em que um six pack era apenas uma embalagem de cerveja na américa e a depilação era uma tendência por descobrir- por obra e graça divina, ou do roteirista.


Então, um dia qualquer, começámos a falar de pénis e vaginas na escola, e toda aquela confusão de ereções vasos sanguineos ejaculações e penetrações, que faziam os meninos rir e as meninas corar.
(O timing mais apropriado para um pequeno rebento de bicha pervertida em formação, realmente.)
E, com o meu recém, adquirido conhecimento cientifico, resolvi desenhá-lo, num nu frontal de dimensões realistas, usando como referência a minha memória fotográfica, e o livro de ciências naturais da escolinha - porque sempre fui uma bicha cheia de recursos.

Vendo bem em retrospectiva, não sei muito bem de que sinais precisava ter recebido uns anos mais tarde em plena adolescência para me aperceber que gostava mesmo de rapazes. talvez um sinal de neon a dizer "gay" na testa tivesse ajudado a cortar todo o drama interno pela metade.

Então, qual Gollum, guardei o desenho, debaixo da cama, revisitando-o cheio de orgulho artístico - e suponho que alguns laivos de libido - , até a minha mãe fazer uma limpeza ao quarto e se deparar com uma pintura rupestre - porque sejamos honestos, desenhos de crianças raramente são bons - de um homem nu e cabeludo com uma pila francamente desproporcional.
Claro que na altura nada disto me pareceu estranho ou digno de análise, e inventei uma desculpa esfarrapadíssima sobre como o desenho era para um trabalho da escola - não sei para que disciplina, suponho que para iniciação à bicheza - e fiz com que ele desaparecesse da face da terra - o que é uma pena, porque agora era bem capaz de o partilhar aqui se soubesse o seu paradeiro - , continuando no entanto a apreciar na telinha o Marcos Palmeira sem camisa.

Por isso, quando tiver "a conversa" vou dizer "Eu não era gay, a culpa foi da globo"

E vocês? qual foi a vossa primeira paixonite, televisiva ou derivados, tudo serve, partilhem!

MasterChef - versão realista

sábado, 28 de março de 2015



Como adoro cozinhar, acaba por ser lógico que  masterchef seja dos meus reality shows favoritos - se não for mesmo o favorito  - e como bom viciado que sou, acompanho a versão portuguesa, que dá aos sábados.

No entanto, não consigo deixar de pensar, a cada episódio que assisto, que aquilo é tudo muito bonito, fazem todos pratos maravilhosos, mas deviam fazer um masterchef realista.
E em que consiste isso?
Perguntam vocês

Então, põem os concorrentes na cozinha, e têm que cozinhar almoço para quatro pessoas em 45 minutos, com apenas o que têm na despensa - porque não há tempo para ir ao supermercado -  ou seja, uma lata de anchovas, uma embalagem de puré, pickles e uma embalagem de caldo knorr de alho e coentros.

Aí sim, queria ver quem é que fazia obras primas culinárias, sem acesso a uma despensa recheada de tudo.

Final de temporada de How to get away with murder [reações]:

sábado, 28 de fevereiro de 2015

AAAAAAAAAAAAAAAAH PUTAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA

OOOOOH A SÉRIOOOO?
AI QUE FALSAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
OHMEUDEUSOHMEUDEUSOHMEUDEUSOHMEUDEUSOHMEUDEUSOHMEUDEUS

A sério que estás a dar lições de moral? TU?

MINHA GRANDE PORCA!
MAS QUEM É QUE MATOU A LAYLAAAAAAAAAAAAA?
ESPERA, O QUÊ?
NÃO PODE!

OHMEUDEUSOHMEUDEUSOHMEUDEUSOHMEUDEUSOHMEUDEUSOHMEUDEUS
Estou de boca aberta até agora.
Preciso do resto NOW.

A "temática" gay

terça-feira, 2 de dezembro de 2014



Lembro-me de aqui há uns tempos atrás ter havido todo um escândalo por terras de Vera cruz, porque depois de criarem um personagem gay - a mítica diva Félix - lhe deram em horário nobre, direito a um final feliz com direito a beijo de língua.

E houve pelas redes sociais uma inflamada discussão sobre o assunto.
Se por um lado tínhamos os habituais protestantes, a reclamar usando Jesus como escudo, por outro tínhamos os apologistas, que gritavam a plenos pulmões que era uma ideia vanguardista e que representava os gays pelo mundo fora, abordando a temática gay.
O assunto morreu, enterrado pelas 6546476541 novelas produzidas nos meses seguintes.

Curiosamente, comecei a reparar que cada vez que uma produção portuguesa inclui um personagem gay, é a mesma rotina, que se veio a repetir agora com a estreia daquele pavoroso filme com o Diogo Morgado, virados do avesso (que devia ser virado do estômago, mas whatever)

"Ai, a novela X aborda, a temática gay"
"Podemos ver no telefilme por outro prisma a temática gay"

Sim, eu sei que produções nacionais - e novelas num geral - não são definitivamente a melhor plataforma para procurar por credibilidade, mas, todo esse sururu existe porque alguém tem a infeliz ideia de criar um gay estereotipado com mais de 10 minutos de aparição no ecrã.

E acho que a ideia é fazer com que nós, bichas noveleiras nos sintamos representados, mas pelo menos comigo nunca aconteceu.
Porque a partir do segundo que aparece um gay numa novela, esse vai ser o único ponto focal de toda a personagem.

Temos Gina, a mocinha determinada que é arquiteta e gosta de cantar que se apaixona pelo Roberto, que é sensível e sexy e dono de uma fábrica de garrafas de plástico, enquanto a Marinalva os tenta separar usando os seus dons como psiquiatra, e toda a gente tem uma história de fundo, até a empregada da cafetaria da esquina...
E depois, temos o Roberto, que é o gay.

E que se limita a ser gay, e a falar de como é dificil ser gay, e a fazer o mundo aceitar que são gays pelos 500 episódios da novela, porque é essa a temática, e é assim que todos nós nos comportamos no dia a dia.


E deixo a caixa de comentários aberta para vocês

#TEAMBIANCA

quarta-feira, 14 de maio de 2014



OBVIAMENTE
E se ganhar outra, eu vou apanhar um avião e espancar o Rupaul com uma cadeira de escritório.
E pronto é o ultimo micropost de hoje... acho eu.