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Monogamia é Monotonia?

sexta-feira, 27 de março de 2015


Pode parecer complicado, chato ou até vazio. até que chega o dia em que ele aparece.
E subitamente todos os teus problemas se tornam mais leves porque tens com quem os partilhar, um companheiro, um amigo e um parceiro.
E é muito isto o imaginário colectivo. 
Porque as coisas nunca estão efetivamente bem enquanto se é uma pessoa solteira. A metade da laranja e blablabla, somos ensinados que alguém vai aparecer e subitamente tudo passa a fazer sentido.

E como romântico incurável que sou, lá vou procurando por ele.
Porque é verdade que a ideia de partilhar a vida com alguém é uma ideia que me agrada.
Ter alguém com quem te preocupes tanto quanto contigo, e com quem queiras viver os bons momentos, e apoiar nos maus. Todo aquele conceito bonito de amor romantico a que somos expostos desde sempre

Afinal, o ser humano é uma criatura social.
Gostamos de ter um parceiro, tal como todas as outras espécies.(porque os pinguins, os cisnes e os golfinhos não têm consciencia social, e naturalmente escolhem parceiros para a vida, só para quem me vier aqui dizer que "ah e tal, isso é norma social". acho que é mais norma genética).

Mas e quando ele - ou ela, é uma pergunta generalista - chega?

É o suficiente?

Cada vez vejo mais apologistas de relações alternativas.

Leio artigos, vejo reportagens, sigo documentários espalhados pela internet de pessoas que publicitam alto e bom som alternativas ao padrão monogâmico.

As conhecidas relações abertas, recurso a traições - de mutuo acordo ou não -, ou o envolvimento de uma ou mais pessoas no leito conjugal quando necessário.
E na maioria dos casos, justificam-se dizendo que a monogamia é um conceito ultrapassado.
Que é impossível para o Homem ser monogâmico e feliz, que não está nos genes, que não é da sua natureza.

Como bom advogado do diabo que sou exponho sempre e valido os seus argumentos.
Afinal é verdade, que todas as relações monogâmicas têm todas no mínimo duas fases de comportamento em comum.

A fase do encantamento, em que tudo é maravilhoso, e a outra pessoa é misteriosa e interessante e o foco do nosso universo, e a fase do hábito, em que o parceiro é território familiar e a novidade apenas não está lá.

E quem chega a essa fase por vezes advoca que o melhor é arranjar alguém por fora, variar no cardápio, ou até mesmo desligar a máquina da relação.

Mas...então e o amor? Não pesa para nada nesta equação?
Será que em vez de procurarmos por uma só pessoa, devemos procurar por várias?
Será a Monogamia Monótona?

Digam-me vocês

Dia Mundial do Chocolate

quinta-feira, 26 de março de 2015



Porque é tipo o dia mais importante do todos, em que a felicidade suprema é celebrada em redor do mundo, e as tabletes da milka ficam em desconto.
E como é chocolate não engorda, porque chocolate é uma substância divina.

E só por isso vou fazer a minha maravilhosa mousse caseira de chocolate para comer mais logo á noite, com os morangos frescos que comprei, a ver um filme.

Cinema Cinema Cinema

quarta-feira, 25 de março de 2015


Vi este fim de semana um filme muito bom (não, não foi o nine. Detestei de morte todos os 118 minutos desse filme, excluindo esta música) e lembrei-me de perguntar:
Qual foi o último filme que viram que vos marcou?
E já agora, colegas bloggers:
Costumam ver filmes/séries com temática LGBT?

O meu marido não é gay!

quarta-feira, 18 de março de 2015



E assim, com este título... diferente, me chamou a amiga emissora TLC para ver um dos mais "documentários" que mais polémica trouxe à comunidade LGBT nos USA nestes últimos meses.
Eu sabia que ia assistir a qualquer coisa sui generis, mas nunca pensei que fosse assistir a uma comédia digna de Óscar.

Começamos numa bela cidade no Utah, com verdejantes paisagens e acolhedores suburbios, onde conhecemos três casais.
Sentados lado a lado, num sofá cafona forrado a flores, três casais falam-nos da sua vida conjugal, e assim somos introduzidos a toda a história digna de uma novela argentina na Telemundo.
"Se eu vir uma mulher bonita e um homem bonito passar na rua, as chances são de que eu olhe com interesse para o homem. nove em dez vezes"
E enquanto nos descrevem as suas famílias perfeitase felizes. PLOT TWIST, dizem todos que sofrem da terrível maleita do SSA.

E o que é SSA?
perguntam vocês confusos.
Same Sex Attraction - Atração entre o mesmo sexo, uma doença crónica, segundo os entrevistados.

E então, durante os 42 minutos (aproximados) do programa, somos presenteados com diversos e maravilhosos momentos.

As mulheres todas muito sem graça e inseguras, Falam-nos de como lidam com a situação que "foi dificil, lidar com a SSA dele. mas ao menos sei que assim não tenho que me preocupar com outras mulheres"enquanto trocam risos cúmplices , todas muito saídas de uma cena de stepford wives, a fazerem bolos arrumarem a casa, lerem a biblia e a ignorarem que os maridos vão jogar basquetebol e olhar para os peitorais dos mocinhos sem camisa, como cão olha para o osso.
Chegados a casa, afirmam que não escolheram ser gays, porque não gostam do estilo de vida, e no fim de contas é tudo uma escolha.


Estas três famílias, criam entre si uma "estrutura de apoio" na qual se juntam todos, falam dos seus dramas como vitimas de SSA -  nem estou a inventar - e rezam contra os sentimentos contra natura que sentem, tudo isto enquanto flertam com os empregados dos restaurantes onde vão comer com as mulheres, e atribuem uma "escala de perigo" aos vários homens que acham atraentes no decorrer das filmagens.

A dada altura, um dos entrevistados, diz à mulher que vai acampar, com uns homens que acabou de conhecer no parque, e ela muito preocupada confessa à camera,
"eu tenho medo que ele tenha outro deslize. eu confio nele, só náo confio nos outros"

Depois de tudo isto, acabamos com um quarto entrevistado, senhor que procura moça casadoira, para partilhar o primeiro beijo casar e constituir família, moça essa que não se importe com o facto de ele gostar mais de salsicha do que favelado gosta de croquete.

Então, fazem um arranjinho muito instantâneo a uma pobre moça, que não sabe bem onde aterrou, e cai no meio de 4 bichas enrustidas que passam o jantar a fazer piadinhas sexuais que ela claramente não percebe.
No fim do encontro, o senhor, muito honesto e charmoso, lá lhe diz "olha, tenho que te dizer uma coisa... eu sofro de SSA"

E acabamos o documentário, com todos os quatro a dizer muito alegres, com as mulheres ao lado dizendo "gay? o meu marido? QUE OFENSA" e continuando a brincar às casinhas, até algum deles acabar num motel com o pastor da paróquia vizinha, e a mulher o apanhar com a mão na massa... ou noutro sítio.

Aconselho a ver, se forem como eu, de gargalhada fácil com pequenos momentos constrangedores.

Desligando o vídeo, veio-me a dúvida:

Eu entendo o lado deles - não que ache correto, mas capto o ponto de vista - , mas e elas?
Porque é que uma mulher se sujeita a casar com um gay, mesmo sabendo que ele é gay?

Marina And The Diamonds - Savages

segunda-feira, 16 de março de 2015



Porque se houvesse alguma dúvida que a Marina Diamandis é uma "génia"
Elas dissiparam-se todas quando ouvi esta música, que diz tanto em 4:16, que achei por bem pegar na letra e traduzir, só porque sim.
E pronto, leiam.
All hail Marina!


Savages

Murder lives forever
And so does war
It's survival of the fittest
Rich against the poor
At the end of the day
It's a human trait
Hidden deep down inside of our DNA


One man can build a bomb
Another run a race
To save somebody's life
And have it blow up in his face
I'm not the only one who
Finds it hard to understand
I'm not afraid of God
I am afraid of Man

Is it running in our blood
Is it running in our veins
Is it running in our genes
Is it in our DNA
Humans aren't gonna behave
As we think we always should
Yeah, we can be bad as we can be good

Underneath it all, we're just savages
Hidden behind shirts, ties and marriages
How could we expect anything at all
We're just animals, still learning how to crawl


We live, we die
We steal, we kill, we lie
Just like animals
But with far less grace
We laugh, we cry
Like babies in the night
Forever running wild
In the human race

Another day, another tale of rape
Another ticking bomb to bury deep and detonate
I'm not the only one who finds it hard to understand
I'm not afraid of God
I'm afraid of Man

You can see it on the news
You can watch it on TV
You can read it on your phone
You can say it's troubling
Humans aren't gonna behave
As we think we always should
Yeah, we can be bad as we can be good

Underneath it all, we're just savages
Hidden behind shirts, ties and marriages
How could we expect anything at all
We're just animals, still learning how to crawl


Underneath it all, we're just savages
Hidden behind shirts, ties and marriages
Truth is in us all, cradle to the grave
We're just animals still learning to behave


All the hate coming out from a generation
Who got everything, and nothing guided by temptation
Were we born to abuse, shoot a gun and run
Or has something deep inside of us come undone?
Is it a human trait, or is it learned behavior
Are you killing for yourself, or killing for your savior?

Underneath it all, we’re just savages
Hidden behind shirts, ties and marriages
How could we expect anything at all?
We’re just animals still learning how to crawl


Underneath it all, we’re just savages
Hidden behind shirts, ties & marriages
Truth is in us all, cradle to the grave
We’re just animals still learning to behave
Selvagens

O assassinato vive para sempre
E também a guerra
É a sobrevivência do mais apto
Rico contra Pobre
No final do dia
É uma característica humana
Escondida bem fundo dentro do nosso DNA

Um homem pode construir uma bomba
Outro correr para salvar a vida de alguém, e vê-la explodir na sua face
Não sou o único que 
Acha dificil de entender
Não tenho medo de Deus
Tenho medo do homem

Corre no nosso sangue
Corre nas nossas veias
Corre nos nossos genes
Está no nosso DNA
Os humanos não se vão comportar
Como achamos que deveriam
Sim, podemos ser maus, como podemos ser bons.

Por baixo de tudo, somos só selvagens
Escondidos atrás de camisas, gravatas e casamentos
Como podemos esperar alguma coisa que seja
Somos só animais, aprendendo a rastejar

Vivemos, morremos
Roubamos, matamos, mentimos
Exactamente como animais
Mas com muito menos graciosidade
Rimos Choramos
Como bebés na noite
Para sempre fugindo, livres
Na raça humana

Outro dia, outra historia de violação
Outra bomba relógio para enterrar fundo e detonar
Não sou o único que 
Acha dificil de entender
Não tenho medo de Deus
Tenho medo do homem

Podes vê-lo nas notícias
Assistí-lo na TV
Lê-lo no teu telefone
Podes dizer que é preocupante
Os humanos não se vão comportar
Como achamos que deveriam
Sim, podemos ser maus, como podemos ser bons.

Por baixo de tudo, somos só selvagens
Escondidos atrás de camisas, gravatas e casamentos
Como podemos esperar alguma coisa que seja
Somos só animais, aprendendo a rastejar

Por baixo de tudo, somos só selvagens
Escondidos atrás de camisas, gravatas e casamentos
A verdade está em todos nós, do berço até à cova
Somos só animais, aprendendo a comportar-nos

Todo o ódio vindo 
de uma geração
Que tem tudo, e não tem nada
Guiada por tentação
Nascemos para abusar, disparar uma arma e fugir
Ou há algo dentro de nós que se desfez?
É uma caracteristica humana, ou comportamento aprendido
Estás a matar por ti mesmo, ou a matar pelo teu salvador?

Por baixo de tudo, somos só selvagens
Escondidos atrás de camisas, gravatas e casamentos
Como podemos esperar alguma coisa que seja
Somos só animais, aprendendo a rastejar

Por baixo de tudo, somos só selvagens
Escondidos atrás de camisas, gravatas e casamentos
A verdade está em todos nós, do berço até à cova
Somos só animais, aprendendo a comportar-nos

Final de temporada de How to get away with murder [reações]:

sábado, 28 de fevereiro de 2015

AAAAAAAAAAAAAAAAH PUTAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA

OOOOOH A SÉRIOOOO?
AI QUE FALSAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
OHMEUDEUSOHMEUDEUSOHMEUDEUSOHMEUDEUSOHMEUDEUSOHMEUDEUS

A sério que estás a dar lições de moral? TU?

MINHA GRANDE PORCA!
MAS QUEM É QUE MATOU A LAYLAAAAAAAAAAAAA?
ESPERA, O QUÊ?
NÃO PODE!

OHMEUDEUSOHMEUDEUSOHMEUDEUSOHMEUDEUSOHMEUDEUSOHMEUDEUS
Estou de boca aberta até agora.
Preciso do resto NOW.

Uma questão... de Sorte

domingo, 22 de fevereiro de 2015



Sempre ouvi dizer que se nos esforçarmos, temos recompensas, e que a vida nos corre melhor consoante o o esforço que dispendemos nas tarefas que desempenhamos.
Um Quid pro quo cósmico, que sabe sempre quando fazemos merda, como se fosse o corrector ortográfico do office.
Mas à medida que fui crescendo, reparei que as coisas não são bem assim.
Vejo muitas vezes isso,
Enquanto algumas pessoas se esforçam imenso pelas coisas, há sempre outras tantas a quem tudo aterra no colo, sem esforço. Só assim.
Para a vida correr bem, tens que se ter também uma fatiazinha de sorte.
O que acham do assunto?

E antes da internet?

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015


Hoje em conversa cheguei a esta duvida existencial.
E antes do manhunt, do Baddoo, do grindr, do tindr, dos falecidos chats do AEIO e da Terra, do MIRC e do messenger, ou até aqui da amiga blogosfera como é que acontecia o romance?
Sim, porque não estou a ser má lingua é o mais comum agora, toda a gente conhece toda a gente através de um ecrã.

Deixo em aberto para debate, surpreendam-me, e comentem, que ainda é de graça.

Guilty Pleasure

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

É sexta feira à noite, estão tipo 5 graus, e em vez de estar a preparar-me para sair, estou de pijama a comer bolachas e a ver a minha "série" de barraco favorita, enquanto rio que nem um perdido.



Digam-me:
Qual é o vosso maior guilty Pleasure?

A ver se é este fim de semana que finalmente respondo aos vossos comentários e dou uma passada pelos vossos blogs.

E não, não havia clipes pequenos para partilhar.
E sim, eu sei que é muito mau, that's the point.

O Complicado

domingo, 1 de fevereiro de 2015


Todos nós queremos a mesma coisa.
O grande A. 
L'amour, 
As borboletas no estômago.
Aquela felicidade parva que vem de dentro quando pensas na pessoa, sem grande motivação inerente, aquele conforto de sabermos que afinal, até não estamos sozinhos no mundo.
Porque amigos é muito bonito, é maravilhoso e o diabo aos quatro, mas não é a mesma coisa

E às vezes, acho que passo a sensação de omnisciência. mas eu não sei tudo.
Muito menos sobre estas coisas. Estou tão ou mais perdido que qualquer um de vocês que me leêm.

Apenas sei que isto vai muito por tentativa e erro, e eu tenho tentado e errado bastante - não tenho grandes problemas em admiti-lo - porque os sentimentos são um bocado como um móvel do IKEA. 
Pode parecer muito simples, e até é relativamente simples, mas sem livro de instruções, dá sempre em cagada monumental, e nalguns dedos martelados.

E com esta piquena introdução, vou quebrar a única regra que criei para mim mesmo quando fiz este blog. Nunca falar de uma situação ainda por resolver.

Conhecemos-nos há 3 meses e desde então temos estado algures numa relação.
A típica pergunta "Então, e quando oficializam? Quando passam a namorados?" desmultiplicou-se pelas bocas dos meus amigos.
E ficavam espantadíssimos quando eu dizia "Ainda é muito cedo. estou a palpar terreno. Quero conhecê-lo antes de me atirar de cabeça." Era como se estivesse a falar mandarim subitamente.
O erro maior em que as pessoas caem, é pensarem que isto é tudo automático.Que conheces um gajo, trocam algumas conversas melosas, e BAM vamos cavalgar para o horizonte num cavalo branco a ouvir paula fernandes como música de fundo viver felizes para sempre com 5 filhos adotados de países de terceiro mundo, qual Brangelina.
Envolvemo-nos.
Perdi-me na aventura que é conhecer outra pessoa, com esperanças de algo bom.
adaptei me às diferenças, e aceitei as pequenas dificuldades.
Porque elas estão lá.
E comecei a ceder.
E aqui poderíamos entrar numa ladainha, mas a verdade é que se queres que a tua relação dê certo, tens que saber ceder. Porque é uma relação, Não uma batalha de egos,
Há duas pessoas envolvidas, com necessidades e individualidade, e tem que se encontrar um meio termo.
Não é saudável nem credível que uma relação exista só em volta de uma das metades.
E quando comecei a senti-lo diferente, resolvi ignorar a intuição e tentar.
Porque o maior erro que vejo por aí, são pessoas que se queixam de estar sozinhas, mas não se esforçam minimamente por que a relação funcione. Um extremo my way or no way.
Por isso, não me importava quando ele remarcava, porque tinha planos com amigos. Afinal eles estavam lá antes de mim. e não sou propriamente controlador.
E pus o ego de lado, quando inventava desculpas para não estar comigo, e depois ia sair.
E continuei a ceder,e a aceitar claras demonstrações de indiferença, até culminarmos num ponto de não nos vermos há uma semana - trabalho e localidades diferentes pelo meio - , encontrarmos-nos num bar e ele mal me falar, porque "Estava com amigos e não me podia dar atenção".

E aqui dei por mim a por um travão e pensar:
"Mas que merda é que tu estás a fazer Miguel?"

E até agora não sei bem o que faça. Porque a resposta é dolorosamente óbvia, mas eu contiuo a gostar dele no fim de contas.

E sim, é preciso trabalhar numa relação,
Sim, é preciso ceder.
Sim, é preciso aceitar a diferença.
Sim é preciso ter paciência.
Mas e quando não é reciproco?
Vale a pena pôr em causa o nosso amor próprio e felicidade?
Tudo vale a pena para não ficarmos sozinhos?

Digam-me vocês.

Os Gregos e os Troianos que vão pro caralh*

sábado, 31 de janeiro de 2015


Desde sempre que tive a mania de carregar o mundo ás costas.
De me interessar pelos outros, de querer ajudar e ouvir problemas, dar conselhos e tentar ser simpático mesmo que não me apeteça muito.

Mas às vezes uma pessoa acorda sem paciência.
Sem paciência para fazer salinha, para querer saber de problemas de alguém que não e si mesmo.
A aproveitar aquelas deliciosas de egoísmo que de também existem.
E nessas alturas, em vez de receberes a mesma paciência que libertaste para o universo, recebes cobranças.

E acabas com vontade de mandar toda a gente sentar num cone de trânsito barrado a mel e depois largar uma colónia de formigas de fogo dentro da cueca, só porque respiraram na nossa direcção com demasiada força.
E hoje estou num desses, só para ficarem avisados.


I'm out.

O invisível

domingo, 25 de janeiro de 2015


Depois de algumas primeiras experiências atribuladas pelo manhunt, modifiquei ligeiramente os meus critérios para escolher um gajo online - aliás, foi daí que surgiu o meu guia prático.
Nada de fotografias de rabos -  davam sempre em merda, ironicamente - ou de abdominais.
Vai aos que têm cara - disse eu - são provavelmente os mais normais- disse eu.

Essa teoria provou-se rapidamente um fracasso, mas adiante.
Numa das minhas incursões, pela caixa de entrada, recebi uma mensagem de um rapaz.

Lá fui eu espreitar o perfil, e aterrei num daqueles perfis com frases diretamente mugidas de um romance do Nicholas Sparks, "Procuro alguém que me encontre" e outras que tais bem bregas típicas de quem tem fome mas não come, e pensa que virou poeta no período celibatário - vocês sabem o tipo.
Embora a minha intuição apitasse mais que uma estação espacial em momento de colisão com um asteróides, resolvi ignorar e aceder. afinal,mal por mal era só um café, e na altura de seca em que o meu terreno se encontrava, até mijo era água.

"Queres combinar um café? o meu numero é o tal tal tal"
Trocámos contactos, e  começámos a falar, ora por telefone, ora pelo skype.
Era razoavelmente simpático embora não tivesse muito conversa mas não me parecia mau rapaz.
Até começarmos a falar no bendito café.
Nunca quis que eu fosse ter com ele, nem me quis dizer as folgas.
Tinha basicamente que ficar sentadinho à espera que ele arranjasse tempo para tomar um café, uma coisa de uma ou duas horas numa tarde qualquer, que até foi ele quem quis combinar.


E andámos no jogo do empurra durante aproximadamente duas semanas.
Sempre que queria combinar, levava com um :
"Não dá, tenho a agenda muito preenchida", cheio de desculpas que era do trabalho da prima, da avó, da periquita inflamada, you name it.
Comecei a ponderar se não estaria a combinar café com um espião internacional ou um primeiro ministro de um país qualquer na Europa de Leste.

Quando perdi o interesse e deixei de lhe responder, ligou-me, às duas e meia da manhã , acabado de sair do trabalho- se calhar até era stripper - e ficou aproximadamente uma hora e meia a queixar-se da vida, e do poder de compra em Portugal, e de política.
às duas e meia da manhã, quando eu já estava deitado e meio a ressonar por entre as conversas.

Disse-me que tinha uma voz sexy - O que é totalmente verdade - , pediu desculpa pela demora do café, e combina para sábado.
Ficou combinado, eu virei me para o lado e continuei a dormir de forma sensual e irreverente - para combinar com a voz, né.
Os dias foram passando e chegada a sexta feira, ele não me tinha dito nada. radio silent, se calhar até tinha morrido numa explosão, sei lá, vida de espião deve ser complicada.
O sábado veio e foi, ainda lhe perguntei se tinha morrido ou assim, mas não me chegou a responder.
Passadas duas semanas, Eliminei-o de todas as redes sociais e mandei lhe uma mensagem, toda ela muito "devias ir para uma escola de etiqueta, para aprenderes a cancelar encontros, pede aulas à Paula Bobone, espero que sejas muito feliz e apanhes herpes no rabo"

mas cheia de classe - e sem a parte do herpes no rabo, que honestamente só me ocorreu agora, milénios depois.
Fui à minha vida, e nunca pensei mais nisso.
Ontem - meses depois do ocorrido - entro no skype, e vejo que o rapaz me veio pedir para o adicionar novamente aos contactos.

E vocês, Alguma situação bizarra que envolva um site de encontros?
Spill the beans!

PS:Eu TINHA que usar esta música algures.

E cá estou eu, com um chá fumegante, e o meu amigo pijama a tentar ser produtivo e fazer tudo o que planeei a semana inteira, enquanto todo o meu corpo  resolve dizer "quem manda aqui sou eu" e entra em modo agressivo de poupança de energia.
Já estive mais longe disto:
Odeio Domingos.

Semana Blogosféria sem Sexo.

sábado, 24 de janeiro de 2015


Quando aqui cheguei, há praticamente um ano, dava por mim a devorar blogs uns atrás dos outros.
A conhecer os escritores, a saber pequenas coisinhas sobre eles, coisas que os tornavam a todos únicos.
Queria sempre saber mais, afinal já faziam parte da minha vida, tipo uma grande família virtual.

Claro que como tudo, havia sempre as ocasionais confissões mais picantes. E eram engraçadas porque vinham dar um balanço à coisa toda.
De há uns tempos para cá, tenho reparado que quanto mais leio mais me sinto na secção da correspondência erótica da revista Maria.

"Desce o nível sobe o interesse"
You know what? 
Nem por isso.
Claro que é giro ler sobre as aventuras sexuais de toda a gente - quem nunca, né?- mas ultimamente a "minha" blogosfera anda entupida de (histórias) picantes.

Por isso, lanço o desafio - ainda sou do tempo dos desafios por estas bandas - durante uma semana, guardem os salames, as chouriças, os adamastores, as cobras zarolhas, os zézinhos e os amiguinhos numa gaveta fictícia, e falem todos de outra coisa.
Podem praticá-lo como coelhinhos em ciclo reprodutivo, não vos confisco a genitália.

Simplesmente não falem disso.

Falem dos vossos amigos.
Falem dos vossos sentimentos.
Das vossas desventuras não sexuais (devem ter algumas né?).
Se não querem falar de nada disso por acharem -ironicamente - demasiado intimo, pode ser sobre a influência da caspa do cavalo ribatejano no aquecimento global, whatever, durante uma semana, não falem de sexo.

Alguém aceita o desafio?
Oh well, A ver o que sai daqui.

A tara dos héteros

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015


Vamos saltar no comboiinho da badalhoquice que invadiu a blogaysfera ultimamente porque não quero ser deixado de fora, né.
Okay, estava a ler o blog do Miguel, e ele alegremente comentava no post mais recente, os héteros que já "converteu".
E bem, correndo o risco de ser já aqui apedrejado em praça pública e chamado retrógrada - o que neste caso em específico - Não percebo o appeal.
Óbvio que como tenho uma dieta equilibrada, já estive com um ou dois que eram muito héteros, mas na altura do vamo ver abriam mais depressa que lata de cerveja de abertura fácil.
Mas nunca fui à procura de héteros.
Embora fosse uma coisa que notasse muito em conversas, aquela cobiça pelo "fruto proibido" e os "cá na minha cama não eras tu hétero", nunca se me acederam.
Não me deu tesão "perseguir" alguém da equipa adversária, nem tenho paciência para converter ninguém, porque não sou testemunha de Jeová.
Até porque sejamos honestos, se for mesmo hétero, não há conversão que resulte, é um rabo, não é um carro que dá para levar tanque de gás quando a gasolina fica cara.


Agora deixo aqui a pergunta:
Héteros? Sim ou não?
Se sim, Porquê?

*Não te ofendas Miguelito, Crido, não te estou a atacar nem nada, tsá?

Glossário básico para utilização de site de encontros

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015




Ser solteiro é difícil.
Para facilitar a vida aos leitores, a equipa do blog - Okay, fui só eu, mas é muito mais chique falar de toda uma equipa. talvez seja eu e as minhas múltiplas personalidades, I don't know, whatever - desenvolveu um guia prático de utilização do sites de encontros mais populares das internetes (o bom do manhunt, o grindr, ou aquelas coisas que as juventudes usam hoje em dia.)
Agora também você pode encontrar um homem decente e digno seguindo este pequeno glossário para descodificar até os anúncios mais complexos que poderá encontrar, naquele Sábado à noite em que está de pijama a comer pipocas e a ver fotos de homens nus, em vez de socializar (só ouvi falar né, nunca fiz tal coisa).

  • Discreto - Ninguém sabe que eu sou gay, sem ser os homens que levo para a cama, e eu gostaria bastante que continuasse assim, passar bem. Possível relação amorosa, com a condicionante de se passar na totalidade dentro de quatro paredes a designar.
  • Bi/Curioso - Não me apetece particularmente ser gay por agora (quem nunca, né?)/Sou Bi mas as únicas mamas que levei à boca eram da minha mãe.
  • Sem foto de perfil - Não quero que ninguém me reconheça. Estou aqui como quem está num shopping a meio do mês, só a ver as montras.
  • Foto de corpo (bonito) sem cara - Homem camarão. Prepara-te para ouvires falar do meu programa de treinos ou de como faço surf nos fins de semana.
  • Fotos com animais - Quero parecer sentimental em tronco nu com um gatinho bebé nas mãos, quando muito provavelmente os únicos sentimentos em que estou interessado são na zona da virilha.
  • Fotos de modelos/atores porno - Sou provavelmente feio, mas também tenho direito a matar a fominha, né.
  • Foto do rabo - Quero uma relação... Anal.

  • "Quero divertir-me" - Quero sexo
  • "Quero conhecer gente interessante" - Quero Sexo.
  • "Não falo sem foto" - Quero uma relação né, mas se for um gajo jeitoso pode-me pôr no espeto e chamar rodízio. Se fores feio bloqueio, ÓBVIO.
  • "Procuro amizade e quem sabe algo mais" - Quero sexo, mas não sou direto.
  • A piscadela - Embora possa parecer um "és especial, diferente dos outros perfis, achei-te interessante e quero conhecer-te" é mais nas linhas do "Estou a fazer a ronda, vou mandar piscadelas a todos os perfis a menos de 50 kms de mim, por isso não me vou lembrar de ti quando me responderes"
  • Descrição de perfil gigantesca - Estou amargurado porque ninguém me quer comer e acho que pondo aqui uma autobiografia de 20 linhas a pender para o poético consigo reverter a situação, mas provavelmente não serve de muito porque ninguém vai para um site de engates ler poesia.
  • "Só masculinos" - Quero um homem que me coma. Na realidade quero alguém que me coma, é só virem meter conversa que eu viro piranha de aquário,mas vou afastar as bichas, então ponho esta frase.

No final o que importa é serem vocês mesmos...

...Ou então serem bonitos e ricos. Isso ajuda sempre.

Depois mandem-me testemunhos de como as vossas vidas mudaram loucamente depois de lerem isto, fico à espera.

Acham que faltou alguma coisa no glossário? (não que eu não confie no trabalho da minha equipa mas pronto, só para confirmar.)
o quê?


Para contrariar a segunda feira mais infeliz de todo o ano, segundo as notícias, está decidido.
Vou comprar um jockstrap.

Ciúmes

terça-feira, 13 de janeiro de 2015



Conheci o L na internet, há uns anos (vai para 7).
Na blogosfera para ser mais preciso.

Gostava de como eu escrevia, começou a seguir o blog que eu mantinha na altura, fomos falando, e eventualmente trocámos contactos.
Falávamos imenso pelo skype - tendo em conta que eu moro no sul do país, aka desterro da civilização - duma forma muito descontraída e à medida que descobrimos coisas em comum a amizade ultrapassou o tempo de vida do blog - com algumas outras pessoas - e manteve-se no mundo real.

A dada altura, pediu-me se podia adicionar-me no facebook, continuando a manter-nos ocasionalmente em contacto por lá, como... sei lá é normal entre amigos.

Aproximadamente uma semana depois, recebo um pedido de amizade de um outro rapaz, o U.
Geria em conjunto um blog com o L, mas até aquela altura nunca tínhamos falado.

Embora inicialmente demonstrasse muita curiosidade em mim, nunca me dei particularmente bem com ele. Pendia demasiado para o snobismo desnecessário e passava a vida a queixar-se do namorado que era preguiçoso e irresponsável, não que o achasse má pessoa, mas simplesmente não tinha "saco" para drama na altura.

E as conversas insossas, desprovidas de interesse e fluidez foram escasseando, até pararem de vez.
Um dia, meses mais tarde, em conversa com o L, perguntei se o U estava bom, por cordialidade.

E fiquei a saber, que o U e o L namoravam.
Que tinham namorado durante basicamente todo o período em que nos tínhamos conhecido.
Fiquei também a saber que o U me veio adicionar, porque tinha imensos ciúmes de mim, e pensava que eu me estava a atirar ao namorado, então tendo-me na sua lista de amigos, ia dando uma controlada na situação, porque como toda a gente sabe, eu sou um devorador de homens.


Por esta altura, para vos dar uma situada, vamos esclarecer, que eu moro no sul do país, e ele durante grande parte desta amizade morava na capital. Uns bons 500 quilómetros de distância. O que não me impede minimamente de estabelecer uma amizade... mas let's face it, eu não sou o homem elástico e mesmo que quisesse a minha pila não estica né.

E não foi a primeira, nem a segunda, nem a terceira vez que tal aconteceu.
Os namorados têm uns ciumes loucos de mim com os/as respectivos/as, de tal forma que começo a convencer-me que devo mesmo ter cara de maior puta da galáxia.

Fun fact:
Eventualmente o U e o L acabaram, e anos depois desta história toda, por entre uns copos, e umas risadas sobre o assunto, acabei por ir mesmo uma vez para a cama com o L.
Enquanto isso, continuo amigo dos dois.
I guess Karma's a bitch.


Acham os ciúmes uma parte saudável do relacionamento?
Até que ponto?
Acham que compensa?
Consideram-se ciumentos?

Daddy Issues - Charmoso e experiente, ou só velho mesmo?

domingo, 11 de janeiro de 2015



Aqui há uns dias, em conversa com uma amiga, trocando histórias, comentei sobre um flirt de verão, uma coisa inócua que tive com um senhor quarentão - que me disse que tinha 39 anos, como se eu tivesse problemas de visão.
Ao que a minha amiga respondeu escandalizadissima:
"mas tu deste-lhe conversa?"
"E?"
"E ele é velho"

E nesse momento apercebi-me que a fase dos homens mais velhos, me passou completamente ao lado.

Foi no entanto uma coisa a que assisti imensas vezes. Lá iam todos em fila, acabados de processar a sua recém descoberta sexualidade, arranjavam sempre um homem mais velho, que lhes tirava os pés do chão - quer no sentido figurativo, quando lhes prometia romance interminável, quer no literal, quando os iniciava na arte do lepo lepo dentro de quatro paredes.

E quando falamos de mais velho, roçamos bastante,o bizarro - porque convenhamos, ver um rapaz de 19 anos e um senhor de 52 pelo a mim não me causa suspiros de romantismo.
Alegavam sempre que era por ele ser experiente e charmoso [ou assim diziam eles no pico máximo daquela paixão assolapada que durava menos que vela em ciclone] estável e de confiança [nalguns casos, monetária].

E eu, que via de fora, tinha a sensação de estar a presenciar algum tipo de daddy issue mal tratado.

O que me leva às perguntas:

Quando é demasiado velho para vocês? Qual o limite de diferença de idades que achem demasiado? (Honestamente, para mim, é alguém que passe o dobro da minha idade.)
Acham possível pessoas com grandes diferenças de idade manterem um romance duradouro, ou a idade não influencia pontos de vista?
Nestes casos, dizem sempre que alguém tira vantagem de alguém. acreditam nisso?
Acham que há preconceito com esse tipo de relacionamentos?
E é justificado?

Prometo, amanhã respondo aos vossos comentários todos, hoje vim de viagem e quero é vegetar.

Gostos

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015


Li há uns tempos, que o gosto musical é influenciado pelas experiências de vida de cada um.
Não sei até que ponto é verdade, só sei que fiz uma limpeza á minha biblioteca de músicas, e 200 álbuns foram pelo cano.
Com o passar dos anos perdi vontade para batucadas, oiço mais soul e coisas softs.
E eu sei que isto é uma coisa completamente desinteressante, mas estou ranhoso de roupão a beber chá e apeteceu-me, amanhã logo ganham um post decente
[BTW, o meia noite voltou :O]