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Netflix, netflix

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Se eu tinha alguma esperança de desencalhar com a proximidade das férias invernal, veio o netflix  para reduzir a minha futura vida social/sexual a poeira cósmica.

Cem mil

domingo, 18 de outubro de 2015

Parece que passei as cem mil visitas no outro dia.
Isto pode nem ser grande coisa, mas pra mim que tenho um blogzito tão modesto e pessoal é.
Por isso, muitos obrigados a vocês todos que cá vêm parar.
São estas coisas que dão vontade a uma pessoa de continuar.

O José Rodrigues dos Santos é homofóbico?

sexta-feira, 9 de outubro de 2015


Então uma pessoa liga a internet, e um sururu invade o computador, um burburinho de indignação coletivo de recriminação o José Rodrigues dos Santos.
Aparentemente disse, "o candidato, ou candidata" referindo-se  a um dos recém eleitos deputados por ser o mais velho a ser escolhido para integrar o corpo político.
E qual é o interesse, dizemos nós?

O homem é gay, e aparentemente todos os gays do país levaram isto a peito.
Quando vi a reportagem, em direto - porque vejo o telejornal - , ocorreu-me que estivesse a fazer uma graça, um suspense, uma revelação, porque o telespectador comum podia não saber quem era o eleito com 71 anos, e só o ficaria a saber, depois de ver toda a peça jornalística. 
Mas acho que mais ninguém levou a coisa por este ângulo.


Em vez de andarem a ocupar-se com algo produtivo- tipo sugerir alterações nas leis de adoção ou no protocolo de doação de sangue -, todos os gays do país foram para o facebook do jornalista desancá-lo como podiam.
Agora, o José Rodrigues dos Santos virou homofóbico que faz chacota de deputados gays, aparente e forma tão descerebrada que ficou abestalhado o suficiente para fazer gracinhas em direto para milhares de telespectadores, diga-se de passagem.
Para ajudar à festa, o senhor já veio dizer a publico que estava muito ofendido e pedir a todos os partidos politico para se manifestarem com a situação - ainda nem é deputado oficialmente e já anda a puxar dos poderes políticos.
Bicha a senhora devia ser passiva, só pra ver se aumenta o poder de encaixe.

Depois admirem-se de não serem levados a sério por armarem estas peixeiradas cada vez que sentem o ego - e o pseudo orgulho gay que só aparece nestas ocasiões - arranhado.

O Primeiro

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Entrei na loja, com pressa, em busca de uma prenda para uma amiga. Uma blusa, um colar, um lenço, qualquer coisa para oferecer num aniversário comprada à última da hora, como manda a norma entre pessoas despassaradas.
Percorri a loja com o olhar rapidamente e vi-o de soslaio.
O primeiro marmelo por quem me apaixonei estava ali, qual aparição do além, oito anos depois com o mesmo corte de cabelo, alto e magro com um relógio preto no pulso e barba cuidadosamente aparada, a trabalhar atrás do balcão da stradivarius.

Não vou negar que durante alguns anos meses sonhei com o momento em que nos encontrássemos na rua ocasionalmente, ele me visse todo elegante e maravilhoso - como sempre obviamente - e percebesse a monumental cagada que fez, me pedisse desculpa de lagriminha no olho, para que eu pudesse dar a estocada final com um redondo "não" esmagador de egos (já agora, na minha fantasia ele era trolha e eu estava com uma camisa de linho branco e umas calças de duzentos euros, porque a minha imaginação é uma novela da globo).
Afinal, foi ele quem me deu a primeira tampa monumental, que me fez ficar uns 9 meses trancado em casa a comer haagen daz e a ouvir Toni Braxton engordando a olhos vistos e adoptando uma postura celibatária que roçou o preocupante para alguém com a libido de um coelho em época reprodutiva.

Na realidade infelizmente não costumo andar com camisas de linho quando vou comprar prendas de aniversário... e quanto às calças de duzentos euros... bem eram umas jeans rotas de 10 euros compradas nos saldos, largas e gastas.

Dei por mim a rever tudo o que se passou, sorrindo nostalgicamente, parcialmente escondido atrás da prateleira dos óculos de sol.
Afinal, na altura era eu um jovem inexperiente e ingénuo, alheio à complexidade de uma relação amorosa e das implicações que ela mesmo depois de um mau término.
Vivia tudo com mais intensidade e não analisava as coisas de cabeça fria.
Agora não, sou uma  pessoa madura e racional, que não se deixa afectar por memórias de um pé na bunda com quase uma década de existência e vive a sua vida de cabeça erguida.
Uma pessoa madura e racional encalhada mal vestida e despenteada.
Então, como pessoa lógica e racional sem rancores nem complexos que sou, larguei a secção dos saldos, tão minha amiga, e peguei na blusa mais cara que a loja tinha, uns brincos e um cinto a condizer, mentalizei-me para fazer a linha rica, empinei o nariz, e dirigi-me à caixa para pagar.

Pus a minha maior cara de snob, e preparei a minha cara de falsa surpresa, olhei-o pela primeira vez desde que entrara na loja diretamente nos olhos e pedi para fazer um embrulho, porque era oferta.
... E fiquei genuinamente surpreso.
... Afinal não era ele.
Sabem aquele momento, em que se começam a rir involuntariamente, depois de fazerem figura de ursos? Foi mais ou menos o que aconteceu, quando aquele rapaz muito bem parecido me perguntou se queria ou não laçarote no embrulho.
Quem ganhou nisto tudo, foi a vaca da minha amiga, só porque me esqueci dos óculos em casa, justamente num dia em que acordei aparentemente nostálgico.

E vocês?
Ainda ficam balançados quando encontram o vosso "primeiro"?

Eu como os meus amigos

terça-feira, 15 de setembro de 2015


Sentado com um conhecido enquanto tomávamos um latte, folheando distraidamente as redes sociais no ecrã dos smartphones, e jogando conversa fora sobre, confessa-me divertido e em tom confiante
"Cada vez que quero dar uma aleatória, não arranjo um engate. vou ter com um amigo"
"Como assim?"
"Ora, em vez de engatar um homem qualquer, vou jantar com um amigo e acabamos a dar um fodão"
"Porquê?"
"É mais confortável, sinto-me mais á vontade com eles"
"Mas não queres nada com eles?"
"Credo não, somos só amigos" - Responde-me, como se lhe tivesse sugerido a maior barbaridade possível, naquele tom meio pedante que só uma bicha de "boas famílias" consegue ter,
Na minha cabeça, acho meio desconfortável, porque a longo prazo isso muda a forma como nos vemos, afinal "dar um fodão" nunca é só "dar um fodão", especialmente quando convives diversas vezes com as pessoas. 
Acaba por se perder o desinteresse da amizade quando se sabe que há a possibilidade de dar uma queca quando não se arranja melhor.
Isto é tudo tipo ter um restaurante. Tens uma pizzaria, que faz boas pizzas. Um dia lembra-se que quer experimentar vender churrasco, e kebab. No final, em vez de uma boa pizza, temos três pratos sem graça, e deixamos de ir áquela pizzaria.

Tento  explicar-me, e acabo a ser olhado como se sofresse de demência por não desfrutar do melhor de dois mundos - e talvez a metáfora da pizza tenha ajudado um pouco, mas hey, estava com fome.

Diz-me que sou demasiado moralista, porque devia aproveitar e ir com as pessoas com quem tenho mais confiança. Segundo essa lógica, talvez devesse ter sexo com o senhor Fernando da Padaria, ou com a minha cadela.

Bebe se o latte, dá-se o passoubem, e vamos cada um à sua vida, até ao próximo café.

No caminho para casa, dou por mim a pensar que já não é a primeira pessoa que me comenta este assunto nos mesmos moldes, e confesso que nestes tipos de situações me sinto sempre cada vez mais desadequado.
Talvez seja mesmo eu, que tenho laivos de OCD, e não gosto de sequer misturar as ervilhas com o puré no prato, porque apenas o conceito traz-me um arrepio de desconforto espinha abaixo.

Acho que continuarei, mantendo as minhas amizades o mais assexuadas possível.

E você?
Come os seus amigos?

Afinal, o que querem os gays?

domingo, 13 de setembro de 2015


Sexo Fácil, ou Relacionamentos Duradouros?
Não tenho certezas sobre o assunto, por isso,deixo aberto o debate, com uma única regra, não digam "é relativo".

Época baixa

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Fica aqui o piqueno aviso.
Nos meses de Verão, a minha vida torna-se um reboliço autêntico, um dos contras de se trabalhar com turismo, e de toda a santa tradicional família tirar férias em julho e agosto, e entupir terras algarvias mais do que as veias do Fernando Mendes estão entupidas com colesterol, o que me deixa sem tempo nem disposição para andar pela blogaria e derivados. 
Ando com imensas saudades disto e tal e coiso, mas só agora está a terminar a confusão, por isso, até lá, para todos os meus queridos leitores, aqueles que me vêm perguntar se acabei com o blogue, e até aqueles que ficaram á minha espera para projetos pendentes, consideremos que aqui a bicha está em época baixa blogsférica, e que esta época baixa está pra terminar.

Ser ativista LGBT é tipo reciclar...

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

...ou comer agricultura biológica.
Ou dar um pacotinho de arroz ao banco alimentar contra a fome.
Fica bonito fazer, por isso toda a gente dá uma perninha e proclama que o faz, mesmo que se esteja a cagar para o ambiente, os químicos nos legumes, os pobrezinhos, ou as bichas.

26 AKA ai que a bicha tá com a crise da meia meia idade.

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Caminho para os trinta, com muito trabalho, pouco dinheiro, e muitas histórias para contar.
Daqui a nada o meu metabolismo dá de si e começo a virar um peixe balão careca como o meu pai, o que é sempre uma perspectiva interessante.
Por isso, para me animar, quero prendas.

Os tipos de bicha que já conheceu/vai conhecer ao longo da sua vida

segunda-feira, 13 de julho de 2015


Seja o meu caro leitor, a pessoa mais intolerante do mundo - o que me parece uma combinação pouco provável - a melhor fag hag da história da humanidade,uma bicha que aprecia o belo quarto escuro do woof x - quem é que dá nomes as estes bares? a sério - ou simplesmente um cibernauta aborrecido que veio parar ao meu blog depois de beber demasiado vinho ao jantar e pesquisar na internet "vaca da ana malhora", frase chave que até á presente data me trouxe inúmeras visitas, a verdade é que já conheceu pelo menos um gay, vulga bicha.
Porque gosto de fazer listas partilhar sabedoria, e o meu amor pela palavra bicha se demonstra imortal, tinha que fazer esta lista.
preparem-se porque:

A Bicha Activista
É aquela que leu o título do post, e já está a escrever um comentário, a dizer que estou a ser preconceituoso, e que é uma afronta à liberdade de expressão de género, ou qualquer coisa do género.
Claro que temos que reinvindicar os nossos direitos, mas a bicha exagera, ao ponto de fazer campanha para fechar um restaurante porque serviu salada feita com alface cultivada por um agricultor analfabeto que chamou paneleiro ao vizinho, o que leva à conclusão que o restaurante é patrono das políticas de repressão sexual.

A Bicha Fashion
A vida é um editorial.
Ou pelo menos assim pensa ela, enquanto publica looks do dia nas redes sociais.
Gasta 90€ num corte de cabelo, e usa as tendências todas que vai vendo no tumblr .
Já foi lumbersexual, já fez cabelo ombré e até já usou creepers.
Tudo vale em nome da moda- mesmo que 90% das tendências lhe assentem mal e pareça um panda vermelho toxicodependente.

A Bicha Buffet
Já comeu meio mundo - alegadamente - e não tem pudores em descrevê-lo o mais graficamente possível, desde as posições que testou à marca de lubrificantes que já usou.
Usa o grindr como quem usa um GPS, e acha que as suas aventuras sexuais são no final da equação, vitórias pessoais.
É um mix entre a página de dicas sexuais da cosmopolitan, a página de confissões íntimas da revista maria, e os classificados do correio da manhã, aquelas três secções que toda a gente desfolha sem levar muito a sério, afinal o conteúdo é bastante previsível e... sem conteúdo.
Sim, já percebemos, a vida é um buffet. mas nem por isso tem que comer todos os pratos que aparecem, e fazer review no yelp.

 A Bicha Social
Podes reconhecê-la pela habitual frase: "Deixa-me só postar isto, um segundinho"
vive segundo a máxima "Se não postou, não aconteceu.".
Adiciona toda a gente no facebook, mesmo a vizinha que encontrou na sala de espera da clínica onde foi tratar as hemorróidas
Tem milhares de seguidores no instagram, e farta-se de usar as hastags #gayboy e happy, e anda sempre com um selfie stick no cu.
... Não é no cu?
...Oh
...Dada a rapidez com que saca dele cada vez que socializa para tirar selfies, seja onde for, bem parece.

A Bicha Madre Superiora.
Senta-se lá do alto da sua sexualidade reprimida e passa julgamento em todas as outras bichas, que usam a genitália para mais do que expelir xixi.
Detesta conversas de sexo, e fica acanhada com o propecto de mexer em bolas que não as de praia.
Sem qualquer tipo de experiência sequer no campo amoroso, têm ainda assim uma costela de Oprah, sempre cheias de sabedoria absorvida por osmose, dos milhentos romances que leram nas revistas e viram na TV, que prontamente partilham com o mundo.


A bicha que é "hétera"
Pode largar arco íris enquanto se peida, saber as coreografias da Britney todas, ou assistir todas as temporadas de Rupaul's Drag Race - não é ser preconceituoso, é ser honesto - mas ou arranja uma namorada num outro estado... ou num outro país - abençoado seja o skype- ou então escuda-se atrás da já clássica declaração:
Eu não sou gay, só não descobri ainda a rapariga certa.
Provavelmente, porque vinham todas sem pénis, não é amigo.

E passo a bola para o vosso campo:
Conheceram/conhecem alguém que se enquadre numa destas descrições?
Que tipo de bicha faltou? 
dêm-me as vossas sugestões por comentário|e se forem o melhor comentário habilitem-se a ganhar... Well, não sejam interesseiros, comentem só.

Se os meninos casam com as mães, e as meninas com os pais...

quinta-feira, 9 de julho de 2015



Ao ler uma revista, deparei-me mais uma vez com um assunto que roça o mito urbano.
Diz a sabedoria popular que as mulheres procuram homens parecidos ao pai, e os homens, mulheres semelhantes à mãe, para casar.
E ficou a dúvida:
...Então e os gays e as lésbicas? Trocam de progenitor?
Estarei eu condenado a casar-me com um sósia do meu pai?
Vou já ali ao pai de santo benzer-me dessa ideia.

Culpem os Critérios

sábado, 4 de julho de 2015



A primeira vez que entrei num site de encontros, ainda antes de existir o furor do grindr e dos derivados, estando eu completamente enfiado no armário, cheio de dúvidas existenciais e apavorado de ser descoberto na internet por algum vizinho coscuvilheiro, usei a foto de um panda como avatar, um nickname cheio de caracteres especiais e vi repleto de espanto às duas da manhã os poucos perfis que havia, sem qualquer pingo de intenções de me meter com algum dos homens que supostamente procuravam "o amor".

Eventualmente, o referido site sugeriu-me simpaticamente que preenchesse as minhas preferências.
Abrindo a janelinha, fui redireccionado para uma série de caixinhas seleccionáveis, em que punha as especificações do meu futuro pretendente.
Um bocado como ir ao OLX procurar carro, só que em vez de procurar por um com ar condicionado e estofos de pele, procuravam-se pessoas, e podia especificar se queria algum fumador, se preferia magro, branco, negro ou asiático, cor dos olhos, altura, e até tipo de pilosidade.

Nunca cheguei a preencher a checklist, já tinha afinal morto a curiosidade, e eventualmente desliguei-me daquele site - que confesso até hoje nem me lembrar qual seja - e não voltei a pensar no assunto.


Anos mais tarde, quando comecei a ter uma - atribulada - vida amorosa, fui confrontado novamente com as preferências, vulgos critérios.
Em determinada altura, fui até rejeitado por "não ser suficientemente magro" ou "ter pelos demais".
Quando em conversa com os meus confidentes me diziam, em tom de brincadeira depois de uma aventura menos bem sucedida:
"Tens que melhorar os teus critérios"
"Mas os meus critérios estão bem assim"
"Então?"
"Só quero um gajo simpático que me trate bem"
Porque não procuro um loiro de olhos azuis alto e definido, que não fume e tenha um emprego de prestígio.
Não quero namorar um ken, nem nunca gostei de brincar com bonecos, vá-se lá saber porquê.

Mas as bichas - e as héteras também, sejamos honestos -  deste mundo andam cheias deles.
Gravam-nas no cérebro e recitam nas como um mantra, como se essas características fossem um dealbreaker crucial.
Fazem listas, como se fossem comprar uma assoalhada para a avó inválida e tivessem que se certificar que cumpre as normas de segurança mínimas.
Chegam ao cúmulo de pontuar, como se estivessem numa feira do campo a premiar o melhor porco da roça.

Depois, quando não encontram alguém que corresponda a essa lista imensa de pedigree, queixam-se que estão sozinhas e ficam amargas como uma ameixa demasiado ácida que ninguém quer comer - o que ironicamente roça a verdade.

E vocês?
Quais são/eram os vossos critérios nestes campos? 
Tinham uma lista?
Acham que as pessoas andam com critérios demais?
O que têm a dizer sobre o assunto?

Não está facil para o gay moderno

sexta-feira, 3 de julho de 2015


Às vezes, apetecia-me fumar.
Como criança dos 90s, lembro-me daquela aura de sofisticação que via quando, nos milhões de filmes PG 18 que via à socapa dos meus pais, eles - os personagens - em momentos de introspecção silenciosa pela noite sacavam de um cigarro que fumavam à janela banhados pela lua e pelas luzes da cidade não tão distante, ao som de saxofones roucos.
Na altura era aceitável, imagem de marca da geração de bad boys de gel e casaco de cabedal.
Envoltos pelo fumo, pareciam misteriosos e apelativos.
Como se a nicotina validasse qualquer tipo de dúvida existencial.

Mas como detesto aquele sabor e tenciono preservar os meus pulmões de origem, acabo sempre a debater internamente a minha decrescente fé no conceito de envolvimento romântico, com um iogurte na mão, ou uma caneca de chá, enquanto olho pelo ecrã do computador, não para a lua mas para as notificações que se empilham uma a uma no email.
"Tem mensagens novas no Manhunt", 
"Não te vimos recentemente, mas você acabou de receber uma mensagem no Hornet do fulano"
"Homens solteiros na sua região! encontra o teu match com o tinder"
Um lembrete a passar o sal na ferida, "Há tanta oferta, só estás sozinho em casa porque és esquisitinho", lembrando que é só abrir uma aplicação para ter acesso a um harém de homens tão ou mais carentes que eu.

Só me lembra uma conversa que tive há dias sobre a facilidade de acesso que se tem hoje em dia à informação, e como ainda assim há tantas pessoas sem qualquer tipo de cultura ou senso comum.
Chegamos á conclusão que não serve de muito ter toda a informação à disposição se não se souber usá-la.
Com os homens (ou o dating world num geral), começa a passar-se o mesmo.

Acham que demasiada oferta dificulta a procura?

Eu avisei

terça-feira, 30 de junho de 2015



Se há pequeno prazer doentio que assumo ter, é o de saber que tinha razão numa situação.
Talvez se deva ao facto de passar a vida a dar conselhos a toda a gente - tenho em mim uma costela de Ana Maria Braga - conselhos esses que tão rapidamente como me são pedidos, são descartados,
Talvez se deva ao facto de viver rodeado de gente teimosíssima,
ou talvez simplesmente ao facto de ter dentro de mim uma grande cabra.

A verdade é que nada se equipara àquele titilar mágico que se processa no meu hipotálamo, uma espécie de orgasmo cerebral, quando sei que as minhas cordas vocais vão produzir aquelas doces palavras - que arranjo sempre maneira de dizer:
"Bem... mas eu avisei-te"
acompanhadas de uma cara tão neutra quanto humanamente possível - porque o bom vencedor é aquele que sabe ganhar com pose - , enquanto mentalmente sorrio de satisfação.
Processem me,

Educação sexual para adultos - 5 dicas que vão mudar a sua vida seqssual

quinta-feira, 25 de junho de 2015



Nas escolas básicas, existe já desde os meus tempos, uma disciplina chamada educação sexual.
Para o mais leigo, à primeira vista, isto significaria uma educação nas artes da prática sexual.
Um livro com diversos capítulos subdivididos com diferentes cores, e com ilustrações didáticas, sobre a arte do fazer o amor, e pequenas curiosidades úteis sobre o assunto.
O que é que acontece na prática?
Aprende-se a colocar preservativos numa banana.

Porque toda a gente sabe que o tamanho médio mundial de pirilau é uma banana.
... Então e a educação sexual?
Sim, a Etiqueta na cama?
Como fica?
Não há.
Então, eu, como um bom querido que sou, resolvi realizar um pequeno update de competências, e elaborei um pequeno folhetim educacional, para aquelas pessoas que andam perdidas nestas coisas da arte debaixo das cobertas.

Gemer e gritar, com moderação
Dar uma queca, não é uma cave num filme de terror classe B. Sim, no porno as pessoas fazem muito barulho, mas na vida real é um bocado desconcertante.
Quando tens que perguntar se estás a magoar, the fun is gone.
Fica o mantra: Se o pau não entrou, a bicha não gritou.


Nem toda a gente adora sémen 
Então, meninos, isso que têm no meio das pernas? não é um sistema de rega, nem os vossos parceiros/as são a Cleópatra para querer um banho de leite.

Se é para lamber ou chupar, o melhor é lavar
Acho que falo por toda a humanidade quando digo que "gosto de ser surpreendido" não quero levar com cheiro salsicha bolorenta ou a bacalhau defumado.
Ninguém merece.
Gastem algum dinheiro num bom sabão, higiene nunca matou ninguém.

Não às comparações

"Ai o caramelo fazia assim, e assado".
Ninguém quer saber como o seu ex fazia o amor.
Isso é literalmente a coisa mais corta tesão que existe neste planeta.
Se queria estar com ele na cama, telefone-lhe e desampare a loja.

Mentirinhas piadosas são sempre mau negócio
Aquele momento em que vos perguntam "então, gostaste?" é a altura em que têm que ser o mais honestos possível.  (não, não precisam de dizer "uh, tens a pila pequena", não sejamos extremistas)
Se disserem "sim, adorei" arriscam-se a levar com mais uma dentada nos países baixos, a serem chamados "sua vaca leiteira" , ou qualquer outra coisa imbecil que a outra pessoa fez a pensar que vocês fossem gostar a meio do acto, porque disseram que tudo está maravilhoso e perfeito com pena de ferir sentimentos.

E nem me façam começar com a conversa de fingir o orgasmo - e sim isso acontece de ambos os lados da barricada - , porque isso é todo um universo de contra produção inimaginável.

E com isto mudo as vossas vidas permanentemente, sejam vocês amantes experientes, ou apenas pobres almas iniciadas, sigam estas dicas e forniquem, quais coelhos em época reprodutiva.
E vão ver:

Agora digam-me vocês:
Que dicas adicionariam a este manual?
Já vos aconteceu alguma situação das descritas?

O tempo certo existe?

terça-feira, 23 de junho de 2015



Nestas coisas dos amores e desamores, temos todos pontos de vista diferentes, por isso deixo em aberto a pergunta - e porque não tenho tempo para acabar os outros posts que comecei:
Quando conhecemos alguém, existe um tempo certo  para se continuar a ver outras pessoas, algum período mínimo?
Como procedem/iam vocês?
Dedicam-se logo a uma pessoa exclusivamente, ou vão saindo com várias enquanto "sondam o terreno"?

Homofobia na internet

domingo, 21 de junho de 2015



Cada vez que algum site noticioso publica uma notícia de indole LGBT, eu fico ligeiramente confuso. Todos eles homens e mulheres de família, adeptos dos mais elevados costumes e donos de uma sexualidade muito bem resolvida - A L E G A D A M E N T E -, Amontoam-se como abutres na carcaça, prontos a tecer comentários sobre os maricas e as suas mariquices, com de piadas gratuitas - admito que os melhores trocadilhos que já vi com bananas vieram destes poços de sabedoria suburbana - e cheios de teorias de conspiração, porque como toda a gente sabe, nós estamos a organizar uma tomada de posse a nível mundial, estamos a contaminar a água com a nossa virose, e dentro de dez anos, as bichas dominarão o mundo ao som da Valesca Popozuda.

Não é novidade, e nem vai deixar de se passar, mas não deixa de ser curioso, ver que as pessoas que - A L E G A D A M E N T E - menos querem saber do assunto, e que só pedem que não os incomodem com essas coisas, saltem logo para a caixa de comentários cada vez que um gay se casa, alguém adopta, ou há uma marcha de orgulho gay - o exemplo mais recente.

Se não lhes interessa, se os incomoda, porque perdem tanto tempo a ler e comentar em catadupa notícias do género?
"Estamos num mundo livre, temos direito à opinião", diz um dos muitos queridos como que respondendo à pergunta que não cheguei a fazer.

É muito errado se eu disser que isto me cheira tudo a um bando de bichas reprimidas que vão á noite ver porno gay BDSM?

O que acham que motiva estes héteros bem resolvidos a debitar tantos hate comments?
Surpreendam-me.

nerdices

terça-feira, 16 de junho de 2015



A minha cara a ver isto:

Mais uma aventura da amiga Lara Croft para juntar à colecção.


Os gays e o corpo de praia

segunda-feira, 15 de junho de 2015


Pode chover lá fora, mas já é oficialmente Verão.
E com isto, todos piram.
Ele é depuralina, dieta do chá, séries de squats, abdominais e flexões, tudo para mostrar que têm menos gordura no corpo que um bife de avestruz - que é a carne mais magra de sempre.- e pisotear o areal com os trikinis da calzedónia e os calções de banho de 50 euros da o'neil, quais Gisele Bündchen.

O que vocês, comuns mortais não sabem, é que na gaylândia, é sempre Verão, mesmo quando estão -10ºC e andamos na rua com gola alta e casacão, e a única ocasião em que vão à praia, é se uma baleia morta der à costa, para ir ver e tirar selfies #bichaamigadoambiente.
Ele é batidos de proteinas, aulas de zumba, crossfit, desafios dos 30 dias, ginásio, dietas low carb, até ao professor Karamba se vai, tudo vale para ser uma "guéi" fit.
E mesmo assim no fim, ainda há direito a um "estou uma lontra prenha, tenho de cortar nos doces"

E eu, como bom anormalóide preguiçoso que sou esqueço-me disso e continuo no meu plano intensivo de treino á base de comer quando tenho fome e usar muito o sofá para fortalecer os glúteos até volta e meia, alguma bicha ressabiada fazer o favor de olhar para mim e mesmo que eu esteja no meu peso ideal e sem pneu ou derivativo me dizer "olha, tás mais gordinho, mas até não te fica mal!"

Digam de vossa justiça:
Qual foi a tentativa mais desesperada que já fizeram para ter um "corpo de praia" em pouco tempo?
Eu já tentei fazer aquele "desafio dos trinta dias de treino do core body" ...que durou 4 dias.

Ser a outra, é vocação?

quarta-feira, 10 de junho de 2015



Quando comecei esta "coisa" dos encontros há uns anos atrás, ia todo eu, qual bambi desajeitado, com uma mala cheia de sonhos e uma cabeça cheia de vento, convencido que toda a gente tinha como eu altos padrões de moral e idealismo, adquiridos nas longas horas de visualização de milhares de chick flicks e novelas da globo.

Para mim, traição era uma coisa vil e inimaginável que só pessoas más e sem carater fariam, e geralmente nunca diziam ao/à amante, que era tambem uma vitima no meio disto tudo, sempre arrastada para o meio de um turbilhão emocional do qual não podia sair sem um coração partido - volto a relembrar que os meus role models da altura eram as novelas da globo.

Não seria de admirar que quase tivesse entrado em falha renal quando recebi a primeira proposta para ser "a outra" - pessoa portanto - uma espécie de:
"Tu és diferente, vamos ter uns bons momentos - porque há sempre uns bons momentos nestas coisas, devem pensar que a minha pila é um kinder bueno - divertir-nos e aproveitar, ele não tem que saber"

Rodei a baiana, fiz um drama e quase perguntei "POR QUEM ME TOMAS?" e fui para casa sentir-me mal, porque obviamente na minha cabeça a culpa era minha, e nem cheguei a comentar com ninguém tal era a nuvem de desonra que pairava sobre a minha cabeça.

A verdade é que propostas do género acumulam-se com o passar do tempo - sempre cheias de sigilo e promessas de romance de botequim -  e embora a minha resposta seja sempre a mesma nega redonda, o choque já lá não está.


Comecei no entanto a aperceber-me ao longo dos anos, em conversas com amigos e conhecidos, que nem toda a gente pensa como eu.
Há quem não ache errado ser "a outra". Há até quem ache que é a melhor maneira de proceder, e os argumentos desmultiplicam-se. É porque o namorado não é teu, não estás a fazer nada de mais, ou porque é muito mais excitante envolver-se com homens comprometidos, ou porque dá menos trabalho lidar com um comprometido, diz que até dá tesão à coisa, saber que está a comer o que é de outra pessoa.

Não vejo pessoalmente lógica nenhuma em começar a sair com uma pessoa que tem já namorado, porque não costumo ir comer migalhas ao pacote de bolachas da vizinha né, mas já não acho que seja tudo tão preto no branco.

Fica aberto o debate, como diz o próprio título:
Ser a outra, É vocação?
Ou será só preguiça de arranjar homem?
Surpreendam-me.

PS: Juro que quando arranjar tempo vos respondo aos comentários e vos leio os blogs, ando a rodopiar mais que um tornado.