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"Aguarde um bocadinho enquanto transfiro a sua chamada"
segunda-feira, 17 de março de 2014
Viva o ping pong das linhas de apoio a cliente que passam horas a encaminhar duma ponta á outra, e pralem de serem caras comó caralhete têm música de fundo cafona.
Boring.
Às vezes para ser feliz, basta largar um "foda-se", olhar no espelho e gostar do que se vê.
Energia
quinta-feira, 6 de março de 2014
Apetecia-me dizer coisas bonitas mas estou completamente sem energia, e estou a ponderar se me meti agora mesmo numa fantástica aventura ou numa bela enrascada.
É o que dá seguir o horoscopo.
Chá.
O vapor do chá embacia-me os óculos enquanto a colher chocalha de encontro à porcelana da chávena.
Não consigo evitar o sorriso enquanto as tuas palavras ecoam pela minha cabeça.
"Três colheres? Pões demasiado açúcar no chá."
"Já só ponho uma, chato" - Respondo-te meio divertido, antes de me aperceber que estou sozinho no quarto.
É estranho, porque já não me lembro bem da tua cara. ou da tua voz. tenho pequenos episódios de ti, uma estranha forma de epilepsia amorosa em que me vêm em "flashes" as tuas mãos a agarrarem as minhas no cinema, aqueles aguaceiros repentinos de Dezembro em que me davas maior parte do guarda chuva e ficavas encharcado e a tremer, mas te fazias de forte, ou os abraços que me davas todas as manhãs na estação de comboios, com cheiro a champô e perfume.
Mas partiste, e ao partires partiste-me.
A tua imagem dissolve-se, tão depressa como veio, tal como o açúcar no chá, deixando-me um sabor amargo na boca.
Continuo a mexer o chá, já frio, que perdi a vontade de beber.
O único barulho em toda a casa, um solitário chocalhar de metal contra porcelana.
Talvez amanhã volte às três colheres de açúcar.
Só para te irritar.
Bla bla bla
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014
Cio
"Nunca và às compras com fome" Dizem os nutricionistas.
"Nunca interajas com gajos giros quando estás com fome" Dizem-me os meus amigos.
Porque aparentemente ando "com o cio" - parafraseando" há uns dias e é só passar um par de calças que ligo logo o radar.
Acho que o rapazito da pastelaria hoje percebeu que não era só o jesuíta que marchava.
Deve ser lua cheia ou assim.
Crescer
terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
A familiaridade aconchega-te no início.
Não precisas de questionar nada.
Afinal sabes tudo sobre tudo e estás bem assim.
Dói.
Acordas um dia, e apercebes-te que estás maior do que os teus horizontes permitiam, irrompes pelos escombros da pequena crisálida a que chamaste mundo.
Dói.
Uma dor boa, como se estivesses tempo demais submerso na água, e os teus pulmões reclamassem por oxigénio, ameaçando sair-te pelo peito.
Dói.
Subitamente vês o mundo de outra forma.
O mundo deixa de ser preto e branco, bom e mau, linear, e entras numa overdose de cores, nuances e ambiguidades.
Dói.
E quando deixa de doer, quando olhas para trás e vês o quão mudado estás, quando começas a ter certezas, quando te sentes aconchegado no teu pequeno mundo, O processo repete-se.
E Dói.
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