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Prison Break - Grindr Style

sábado, 15 de abril de 2017


Dizia-me a minha avó, "quando não tens nada de jeito para dizer, mantém-te calado"

E foi o que fiz, fiquei na minha até me apetecer vir partilhar as minhas aventuras e desventuras por aqui.

Encontrámo-nos como dois bons católicos tementes a Deus na sexta feira santa, no grindr, prontos a celebrar o corpo.
Não o de cristo, só para clarificar.
Ele sarado moreno e importado das américas, Eu do Alentejo, branco que nem uma lula, mas com mais fogo que um braseiro num acampamento cigano, por isso a equação acabou por se balançar organicamente.
Fomos para a pequena pensão onde o rapaz estava alojado e comprovou-se a teoria de que os latinos são efetivamente fogosos.

Depois de muita comemoração pascal, acomodei-me para dormir.
Como sou uma princesa, aparentemente, não consegui pregar olho, afinal estávamos a 50 metros de uma discoteca com uma insonorização tão eficiente como usar se preservativos com o espírito santo, e cada vez que tentava dormir ouvia as meninas do "woooo" ao fundo acompanhadas de relaxantes batucadas techno.

Vesti as calças e desisti de procurar os boxers - que estariam algures num remoinho de lençóis e roupa jogada pelo chão - , despedi-me do rapaz, disse que falaríamos depois e dei a noite por terminada, descendo para o lobby da pensão pronto para recobrar energias na minha silenciosa e acolhedora cama, em casa.

Desço para o lobby pé ante pé, rezando para não encontrar ninguém todo descabelado durante a madrugada, rodo a maçaneta da porta de saída, e ela continua no lugar.
Carrego num botãozinho ao lado da porta, e volto a rodar, e ela volta a não se mexer um milímetro.

A porta está trancada.
A porta do lobby da pensão onde eu não estou alojado está trancada.
A porta do lobby da pensão onde eu não estou alojado e fui dar uma foda está trancada.
A porta do lobby da pensão onde eu não estou alojado e fui dar uma foda está trancada e são quatro da manhã.


E começo a analisar todos os arredores, a tentar descobrir como sair da situação.
Nenhuma espécie de aviso a informar os hóspedes, todas as luzes apagadas, e eu só no lobby às voltas a pensar nas minhas escolhas de vida, até dar de caras com uma janelinha.
Então, pelas quatro da madrugada sem cuecas, suado e descabelado, a agradecer aos santinhos a minha permanência insistente no ginásio, lá vou eu trepando a janela da pensão de dentro para fora, para conseguir sair sem acordar ninguém.

E são quatro da manhã aterro num canteiro, sentindo-me um ginasta olímpico medalhado, olho para cima e reparo que a merda da pensão tem câmaras de vigilância, câmaras essas que provavelmente videografaram a minha triunfal saída para a posteridade - e no pior dos casos para a GNR.


Como é bom ser solteira <3


Cidadãos de Segunda Categoria

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016


Hoje, folheando os blogs, lembrei-me de quando no More- deviam ir também, ele até fala de coisas interessantes - se perguntou se sentíamos a necessidade de nos assumir ou não no ambiente de trabalho.
Isto lembrou-me uma história que aconteceu há uns meses.

Como todas as histórias interessantes, esta começou depois de uma salada de batatas, no jantar da empresa - Se soubermos que a vodka é destilada a partir da batata, não deixa de ser verdade. - ... ou sete. Não sei, era open bar, deixei de contar as "saladas de batata " a certa altura.

Rapidamente entrei na fase Quenga, sabem bem o género: Visão toldada, libido em alta, e discernimento zero, aquela sensação extasiante de quem vai comer até o barman zarolho, porque o espelho reflete um garanhão sensual e pujante, irresistível aos olhos de qualquer mortal num raio de cinco quilómetros.
Como seria de esperar nessas condições, acabei por me enrolar com um moço na pista de dança de uma discoteca "hétero" - que sinceramente me começa a parecer uma diferenciação ridicula, porque a discoteca não tem sexualidade - , sem grandes pudores, afinal, não estava a fazer nada de propriamente errado - afinal quem nunca - e nessa mesma pista de dança, a alguns passos, um colega meu fazia precisamente o mesmo com uma rapariguinha aleatória.

O post agora poderia contar de forma rocambolesca e divertida como tive uma one night stand com o rapaz e depois quase morri de constrangimento quando o efeito da bebedeira passou a meio do acto e vi com quem me tinha enrolado, mas não é essa a ideia.

Retrocedamos novamente até à pista de dança, onde estávamos os quatro alegremente na marmelada, eu com um rapaz e o meu colega com uma rapariga. no meio deste cenário sinto uma mão agarrar-me firmemente no ombro, enquanto  um dos meus colegas nos separava, e dizia para "nos controlarmos".
Eu, que até nem sou particularmente exibicionista, em condições normais, acedi por uns segundos, culpando a bebida.
Afinal estávamos aos beijos em plena pista de dança.
Sentei-me com uma bebida na mão, enquanto o meu par se afastou até ao wc, e num acesso de lucidez, olhei em redor.
No mesmo lugar exato continuavam o meu colega, e a sua amiga alegremente aos beijos e esfreganços descarados.
E ficaram nisto mais um bocado, sem uma única pessoa se dirigir a eles e dizer para "se controlarem".
A única diferença para o que se estava a passar entre eles e nós, uns momentos antes, era a existência de uma vagina na equação.
E sabem o que aconteceu?
Dentro de mim, toda uma revolta incontrolável incendiou-se - provavelmente ajudada pelo álcool no meu estômago, que dava para abrir uma destilaria. - com o preconceito velado.
Podia ter começado uma discussão.
Podia ter dado uma lição de moral ao rapaz que nos foi separar.
Em vez disso, qual cabeça de fósforo que sou, fui cambaleante buscar o outro desgraçado que estava a beber um gin no bar, arrastei-o até à pista de dança e, qual grito do Ipiranga , preguei-lhe um beijo enorme, digno de cinema - porno é cinema também, okay? - e dançamos desajeitadamente, em celebração daquela recém forjada liberdade - em retrospectiva, talvez ele só tenha dançado porque sabia que íamos acabar nus naquela que rapidamente se tornou na one night stand mais estranha de toda a minha vida, mas não divaguemos.
E isto não é uma lição de moral.
Ou talvez seja, não sei.
Ninguém tem que exibir a sua sexualidade.... Mas porque temos que a esconder?
Só beijar em discotecas gay e dar a mão em sítios desertos,ou no cliché do escurinho do cinema, pode ser mais confortável, mas Somos nós cidadãos de segunda categoria, para nos limitarmos a fazer as coisas mais mundanas apenas em ambiente específico controlado?
Para não chocar ninguém?
Onde está a igualdade nisso?

Rendez Vous

sábado, 14 de novembro de 2015



Fez-se silêncio no pequeno varandim, interrompido apenas pela nossa respiração ofegante.
A atmosfera de suor e látex, que se entranhava nas roupas espalhadas pelo chão de azulejo frio, sufocava-me.
Não me sentia bem ali.
Fixei o olhar nas luzes da cidade, parcialmente encobertas pelo nevoeiro, enquanto o abracei de forma instintiva, uma tentativa de obter a proximidade que o sexo não trouxe.
Olhou para mim, soltando-se do abraço desconfortável, com os olhos acesos de vontade, e arranhando-me as costas perguntou:
 "Queres continuar?"
E naquele momento, o acordo silencioso que tínhamos deixou de ser divertido.
O tempo para intimidade passou.
Duvido que alguma vez tenha existido.
Uma ligação que tentei criar, ignorando deliberadamente que nunca esteve lá.
Dei por mim a perguntar-me o que estava a fazer ali, a meio da noite, agarrado a um semi desconhecido com o qual não tenho qualquer tipo de afinidade.
Talvez soubesse a resposta desde que entrei no carro, num parque de estacionamento mal iluminado, umas horas antes, talvez não quisesse saber.
Talvez a fase para rendez vous aleatórios tenha chegado ao fim.

O Casal

domingo, 11 de outubro de 2015

(não resisto a usar este vídeo)

Ainda na minha fase Polyanna, que se esmorece mais a mais com cada experiência falhada, inscrevi-me em mais um aplicativo - Já lhes começo a perder a conta.
Controladas as minhas quase incontroláveis expectativas, já tinha ultrapassado a fase de procurar desencalhar - pelo menos parcialmente - , passando a contentar-me com a eventual queca divertida com algum gajo giro e interessante.
Com o passar dos dias, comecei a acreditar mais na fada dos dentes do que na realização dessas expectativas bastante básicas.

Parece que no Algarve só há casais à procura de rambóia, ou "amizade especial" como tão subtilmente sugeriam nas mensagens que me mandavam uns atrás dos outros.
Juntando à equação as intermináveis exigências dos solteiros de "sigilo" e "discrição" fiquei com a vincada impressão que estava a pedir códigos para o lançamento de mísseis nucleares, cada vez que queria combinar um café ou um cinema com um torso sem cabeça.

Então, um dia qualquer, Senti aquela descarga de adrenalina que a típica dona de casa suburbana sente quando vai ao supermercado e compra as cinquenta sombras de grey juntamente com arroz carolino e uma lata de ervilhas cozidas para o jantar, uma grande puta pioneira na arte dos menage a trois, e resolvi por responder a uma dessas mensagens de um casal das redondezas.
Teclei com muita facilidade, regado de vodka e aborrecimento.
Disse-lhes que nunca tinha feito tal coisa e pareceram-me muito compreensivos e simpáticos, o que vendo em retrospectiva acontece sempre que alguém nos quer saltar para a cueca.
Em aproximadamente cinco minutos evoluímos da conversa cliché de quererem fazer amigos - que devem dizer a todos - para descrições muito...gráficas de fetiches sexuais e coisas que me fariam quando me pusessem a mão -e outras partes do corpo - em cima.

O resto da conversa foi meio que um borrão de elogios e sugestões.
No dia seguinte, a vodka tinha saído toda do sistema, e com ela foi toda a minha coragem líquida.
Subitamente, a puta pionera, virou virgem vergonhosa.
Reparei que afinal não eram assim tão giros.
E que moravam a quase cinquenta quilómetros de mim.
E que queriam que eu fosse ter com eles para um sítio que desconhecia completamente.
E passou-me a vontade completamente, enquanto pensava que nunca mais devia andar com aplicativos de engate, com vodka no sistema.
Afinal eles eram simpáticos, e sabiam que eu nunca tinha feito nada disto, e que era normal que ficasse nervoso e pudesse mudar de ideias, iam compreender.
Então, como uma pessoa racional expliquei-lhes que afinal não queria. Que não estava pronto para me meter numa situação dessas e tinha ponderado e tal.
E lá foi a compreensão com o caralho.
Foi um bocado como se tivesse prometido dar um rim a alguém, e me tivesse levantado da mesa de operações cinco minutos antes da cirurgia.
Passámos da negação à chantagem emocional numa cena digna da novela das oito.
Aparentemente um deles partiu um candeeiro e andava aos berros lá em casa, com a fúria imensa de não poder possuir o meu esbelto corpitxo.

Enquanto isso, o outro me dava uma lição de moral interminável, porque, tinha por escrito por mensagem a minha intenção de me enrolar com eles, e isso é lei.
Quanto mais lhes tentava explicar que afinal não me estava a soar tão bem a ideia de fazer 100 kms para dar uma queca, agora que estava sóbrio e racional, mais me tentavam fazer sentir mal, e reconsiderar.
Prometeram-me um jantar à luz das velas - provavelmente porque já não tinham candeeiro para acender - e uma noite inesquecível - que provavelmente incluiria levar com o outro candeeiro na tromba se corresse mal.

 E quando disse que não, que talvez mais tarde, mas que podíamos continuar a falar, e talvez desenvolver uma amizade - porque afinal, tinham dito de cinquenta maneiras diferentes que procuravam amiguinhos por lá, a eterna aldrabice não é verdade? - disseram-me que iam deixar de me falar, mas que se reconsiderasse lhes podia dizer.

Até hoje nunca mais voltámos a falar, não sei muito bem porquê.


*Eventualmente fiz mesmo sexo a três, mas isso fica para outro dia. 
Ou então não que isto não é o - falecido - blog dos menages.*

Já alguma vez vos aconteceu algo parecido com alguém?
Um engate que não tenha levado bem a tampa?
Vá, comentem-me, à bruta.

Eu como os meus amigos

terça-feira, 15 de setembro de 2015


Sentado com um conhecido enquanto tomávamos um latte, folheando distraidamente as redes sociais no ecrã dos smartphones, e jogando conversa fora sobre, confessa-me divertido e em tom confiante
"Cada vez que quero dar uma aleatória, não arranjo um engate. vou ter com um amigo"
"Como assim?"
"Ora, em vez de engatar um homem qualquer, vou jantar com um amigo e acabamos a dar um fodão"
"Porquê?"
"É mais confortável, sinto-me mais á vontade com eles"
"Mas não queres nada com eles?"
"Credo não, somos só amigos" - Responde-me, como se lhe tivesse sugerido a maior barbaridade possível, naquele tom meio pedante que só uma bicha de "boas famílias" consegue ter,
Na minha cabeça, acho meio desconfortável, porque a longo prazo isso muda a forma como nos vemos, afinal "dar um fodão" nunca é só "dar um fodão", especialmente quando convives diversas vezes com as pessoas. 
Acaba por se perder o desinteresse da amizade quando se sabe que há a possibilidade de dar uma queca quando não se arranja melhor.
Isto é tudo tipo ter um restaurante. Tens uma pizzaria, que faz boas pizzas. Um dia lembra-se que quer experimentar vender churrasco, e kebab. No final, em vez de uma boa pizza, temos três pratos sem graça, e deixamos de ir áquela pizzaria.

Tento  explicar-me, e acabo a ser olhado como se sofresse de demência por não desfrutar do melhor de dois mundos - e talvez a metáfora da pizza tenha ajudado um pouco, mas hey, estava com fome.

Diz-me que sou demasiado moralista, porque devia aproveitar e ir com as pessoas com quem tenho mais confiança. Segundo essa lógica, talvez devesse ter sexo com o senhor Fernando da Padaria, ou com a minha cadela.

Bebe se o latte, dá-se o passoubem, e vamos cada um à sua vida, até ao próximo café.

No caminho para casa, dou por mim a pensar que já não é a primeira pessoa que me comenta este assunto nos mesmos moldes, e confesso que nestes tipos de situações me sinto sempre cada vez mais desadequado.
Talvez seja mesmo eu, que tenho laivos de OCD, e não gosto de sequer misturar as ervilhas com o puré no prato, porque apenas o conceito traz-me um arrepio de desconforto espinha abaixo.

Acho que continuarei, mantendo as minhas amizades o mais assexuadas possível.

E você?
Come os seus amigos?

5 motivos porque toda a bicha deve experimentar ser passiva

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Estou aqui para lhe falar de um assunto muito importante.
O seu cu.
Huh? diz você caro leitor.
Por esta altura ia escrever um disclaimer a avisar os mais sensíveis que poderiam não gostar muito da conversa que se segue, mas hey, estão a ler um blog chamado "cansei de ser hétero" e a levar com uma drag queen a cantar "es una pasiva" se ainda não perceberam do que se trata, estão aqui por conta própria, amanhem-se.
Sim, o lugar onde o sol não brilha, para muitos objecto de obsessão capaz de arruinar impérios e destruir sociedades.
Muito boa bicha não experimenta assar a maçaroca no próprio forno, porque feliz ou infelizmente está presa aos preconceitos que ainda poluem o imaginário colectivo da bandeira do arco íris, achando que é uma perda de virilidade, que é coisa de maricas, afinal, macho que é macho, não dá o cu... well guess what, o grau de mariquice é o mesmo independentemente da posição.

Venho aqui para lhe dizer, que partilhe o seu cu com o próximo.
Não que vá desfolhar o seu botão de lótus com o primeiro arrumador de carros que lhe aparecer num parque de estacionamento abandonado nos arredores de Odeceixe, mas que um dia com calma e com o seu parceiro amado e confiado, se ponha de quatro e não seja para procurar o telemóvel debaixo do sofá.

E aqui deixo embaixo os 5 motivos essenciais para que você caro leitor, não tenha medo e se jogue de cabeça na odisseia de ser passivo pelo menos uma vez:

1
        O cu é seu.


Experimente para ver se gosta, se detesta, porque tem um espacinho livre antes de dar a novela das oito ou porque lhe apetece.
Há sempre o factor próstata a ajudar à equação, e no fim das contas ninguém quer ser a bicha amarga que não come sushi só porque acha que é peixe cru.
O pior que pode acontecer é não gostar, e não voltar a repetir a experiência.

2
        Uma entrada triunfante no mundo da Versatilidade

Tinha um namorado (mais ou menos) que tinha uma camiseta estampada com a frase "versatile boys have more fun" - meninos versáteis divertem-se mais, traduzindo livremente.
E é bastante verdade, porque sexo é como comida, quanto mais se pode variar, melhor.
E que melhor maneira para variar do que poder fazer-se ambas as posições no boudoir?
Negar se a isso é um bocado tipo comprar um par de sapatilhas, mas só calçar uma.

3
       Valoriza-se mais o parceiro


Depois de passar pela experiência em primeira mão, e independentemente de se ter ou não gostado, temos toda uma outra perspectiva sobre como o(s) nossos parceiros se sentem na situação inversa. Aprende-se que  mais devagar significa efetivamente "mais devagar" e não "Enfia tudo até me tocares no pâncreas com a pila, e me parares a função renal pelo caminho, e as tuas coxas me batam no rabo como um martelo de serralharia".

4
        Exercício físico


Acredite em mim, descobrirá que dentro de si, reside um contorcionista do cirque du soleil, capaz de meter uma perna na mesa de cabeceira, e a outra na cómoda.
Para além de que se queimam muito mais calorias a levar com ele, e que melhor desculpa para fugir ao ginásio, do que a oportunidade de ter um orgasmo no sofá da sala?


5
        Dissipa preconceitos

A derradeira, e mais importante razão, que me levou a fazer todo este post - para além do rum com fanta e das memórias de deliciosas cambalhotas passadas, e sim eu sei o patético que isto soa, não me julguem.
Porque afinal, Qual é o ponto de pedirmos para acabarem com a diferenciação contra pessoas LGBT , quando deixamos nós mesmos que se prolonguem imensos preconceitos dentro da nossa própria comunidade.
Ser passivo nada tem que ver com a masculinidade de uma pessoa.
Não é por dar o buraco negro do sul que vai subitamente fazer madeixas azuis, e virar fã da Lady Gaga.... e se fizer, bom para si, who cares?
O pior tipo de bicha é a bicha complexada.
Não muda porra nenhuma, senão o facto de ficar efetivamente mais íntimo com o seu parceiro, por não imporem barreiras de comportamentos.


Vejamos isto tudo não como um alargar a traseira, mas como um alargar de horizontes.

Educação sexual para adultos - 5 dicas que vão mudar a sua vida seqssual

quinta-feira, 25 de junho de 2015



Nas escolas básicas, existe já desde os meus tempos, uma disciplina chamada educação sexual.
Para o mais leigo, à primeira vista, isto significaria uma educação nas artes da prática sexual.
Um livro com diversos capítulos subdivididos com diferentes cores, e com ilustrações didáticas, sobre a arte do fazer o amor, e pequenas curiosidades úteis sobre o assunto.
O que é que acontece na prática?
Aprende-se a colocar preservativos numa banana.

Porque toda a gente sabe que o tamanho médio mundial de pirilau é uma banana.
... Então e a educação sexual?
Sim, a Etiqueta na cama?
Como fica?
Não há.
Então, eu, como um bom querido que sou, resolvi realizar um pequeno update de competências, e elaborei um pequeno folhetim educacional, para aquelas pessoas que andam perdidas nestas coisas da arte debaixo das cobertas.

Gemer e gritar, com moderação
Dar uma queca, não é uma cave num filme de terror classe B. Sim, no porno as pessoas fazem muito barulho, mas na vida real é um bocado desconcertante.
Quando tens que perguntar se estás a magoar, the fun is gone.
Fica o mantra: Se o pau não entrou, a bicha não gritou.


Nem toda a gente adora sémen 
Então, meninos, isso que têm no meio das pernas? não é um sistema de rega, nem os vossos parceiros/as são a Cleópatra para querer um banho de leite.

Se é para lamber ou chupar, o melhor é lavar
Acho que falo por toda a humanidade quando digo que "gosto de ser surpreendido" não quero levar com cheiro salsicha bolorenta ou a bacalhau defumado.
Ninguém merece.
Gastem algum dinheiro num bom sabão, higiene nunca matou ninguém.

Não às comparações

"Ai o caramelo fazia assim, e assado".
Ninguém quer saber como o seu ex fazia o amor.
Isso é literalmente a coisa mais corta tesão que existe neste planeta.
Se queria estar com ele na cama, telefone-lhe e desampare a loja.

Mentirinhas piadosas são sempre mau negócio
Aquele momento em que vos perguntam "então, gostaste?" é a altura em que têm que ser o mais honestos possível.  (não, não precisam de dizer "uh, tens a pila pequena", não sejamos extremistas)
Se disserem "sim, adorei" arriscam-se a levar com mais uma dentada nos países baixos, a serem chamados "sua vaca leiteira" , ou qualquer outra coisa imbecil que a outra pessoa fez a pensar que vocês fossem gostar a meio do acto, porque disseram que tudo está maravilhoso e perfeito com pena de ferir sentimentos.

E nem me façam começar com a conversa de fingir o orgasmo - e sim isso acontece de ambos os lados da barricada - , porque isso é todo um universo de contra produção inimaginável.

E com isto mudo as vossas vidas permanentemente, sejam vocês amantes experientes, ou apenas pobres almas iniciadas, sigam estas dicas e forniquem, quais coelhos em época reprodutiva.
E vão ver:

Agora digam-me vocês:
Que dicas adicionariam a este manual?
Já vos aconteceu alguma situação das descritas?

Ser a outra, é vocação?

quarta-feira, 10 de junho de 2015



Quando comecei esta "coisa" dos encontros há uns anos atrás, ia todo eu, qual bambi desajeitado, com uma mala cheia de sonhos e uma cabeça cheia de vento, convencido que toda a gente tinha como eu altos padrões de moral e idealismo, adquiridos nas longas horas de visualização de milhares de chick flicks e novelas da globo.

Para mim, traição era uma coisa vil e inimaginável que só pessoas más e sem carater fariam, e geralmente nunca diziam ao/à amante, que era tambem uma vitima no meio disto tudo, sempre arrastada para o meio de um turbilhão emocional do qual não podia sair sem um coração partido - volto a relembrar que os meus role models da altura eram as novelas da globo.

Não seria de admirar que quase tivesse entrado em falha renal quando recebi a primeira proposta para ser "a outra" - pessoa portanto - uma espécie de:
"Tu és diferente, vamos ter uns bons momentos - porque há sempre uns bons momentos nestas coisas, devem pensar que a minha pila é um kinder bueno - divertir-nos e aproveitar, ele não tem que saber"

Rodei a baiana, fiz um drama e quase perguntei "POR QUEM ME TOMAS?" e fui para casa sentir-me mal, porque obviamente na minha cabeça a culpa era minha, e nem cheguei a comentar com ninguém tal era a nuvem de desonra que pairava sobre a minha cabeça.

A verdade é que propostas do género acumulam-se com o passar do tempo - sempre cheias de sigilo e promessas de romance de botequim -  e embora a minha resposta seja sempre a mesma nega redonda, o choque já lá não está.


Comecei no entanto a aperceber-me ao longo dos anos, em conversas com amigos e conhecidos, que nem toda a gente pensa como eu.
Há quem não ache errado ser "a outra". Há até quem ache que é a melhor maneira de proceder, e os argumentos desmultiplicam-se. É porque o namorado não é teu, não estás a fazer nada de mais, ou porque é muito mais excitante envolver-se com homens comprometidos, ou porque dá menos trabalho lidar com um comprometido, diz que até dá tesão à coisa, saber que está a comer o que é de outra pessoa.

Não vejo pessoalmente lógica nenhuma em começar a sair com uma pessoa que tem já namorado, porque não costumo ir comer migalhas ao pacote de bolachas da vizinha né, mas já não acho que seja tudo tão preto no branco.

Fica aberto o debate, como diz o próprio título:
Ser a outra, É vocação?
Ou será só preguiça de arranjar homem?
Surpreendam-me.

PS: Juro que quando arranjar tempo vos respondo aos comentários e vos leio os blogs, ando a rodopiar mais que um tornado.

Como ter um homem na mão - Figurativamente. Isto não são as dicas sexuais da revista Cristina.

quarta-feira, 3 de junho de 2015


Lembro-me de ainda nos meus primórdios de pré adolescência, ouvir dizer
"fazer-se difícil é a melhor estratégia para ter um homem a comer na tua mão".
Todo um conceito de girl power, que eu como boa pré bichinha em germinação que era,tatuei no meu cérebro.
Quando chegou a altura de o por em prática no entanto, a coisa descontrolou-se um bocado, por entre um remoinho de roupa no chão e óculos no lavatório e muitos beijos, e todo o plano de bancar a "boa moça" foi pela pia.

Depois de muitas quebras de coração, e camas desfeitas, aborreci-me de tentar ser difícil, porque para mim, começava a parecer que relacionamentos gays eram como os ovos kinder, mal tinham o brinde acabava-se a brincadeira, e adoptei a estratégia de liberar geral. Afinal, a vida é só uma, e se for para morrer encalhado, por falta de tentativa e erro não há de ser.

O que para mim fazia imenso sentido, porque a minha força de vontade nessa matéria é tanta quanta a resistência de uma braguilha fechada.
Contudo, na minha cabeça ecoava aquela sabedoria popular, um legado de como ter um homem na mão, sem implicar ter efetivamente uma parte dele entre os meus cinco dedos com alguma fricção pelo meio, mais um sentido metafórico de controle romântico.
Ficou o mito inalcaçável só possivelmente comparado com aquele de seduzir um homem pelo estômago - que também tentei, ao fazer compota intragável, que como todos sabemos nunca poderia dar bom resultado.

Os anos foram passado, e comecei a reparar no entanto, que a forma mais fácil de teres um homem a comer na tua mão -  e noutras regiões anatómicas, let's be honest - passa por uma única palavrinha monossilábica.
NÃO.
E isto acontece sucessivamente, porque posso ser fácil, mas não sou raspadinha, volta e meia tenho que dar uma bela nega. Um bom "Desculpa, não quero" ou o sempre apologista, "compra nívea e vai ao Xvideos".
A partir do segundo em que abro a boca para dizer a um fulano qualquer que não estou interessado, parece traça na lâmpada, me manda mensagens, liga a horas indecentes e foca uma boa centelha de energia em mostrar-me de todas as formas e mais alguma, como seria a queca da minha vida - coisa que já ouvi textualmente.

Juro que não entendo bem qual é a causa, talvez seja psicologia de reversão, ou complexo predatório, complexos de abandono, falta de noção e contexto, ou simples dificuldade em ler e analisar problemas matemáticos.
Mas como isto não é o MIT e não vamos fazer um estudo cientifico do caso, fica apenas a informação.

Jovens bichas iniciadas, esqueçam tudo o que ouviram.
Se querem ter um homem na mão, basta só dizer-lhe que não.

Como me seduzir:

terça-feira, 12 de maio de 2015



Depois de uma foto de uma senhora pila daquelas mesmo enormes - cedida pelo dono de forma voluntária - , que não vou partilhar aqui, terão que acreditar em mim:
Quer dizer, isto sim, é persuasão.
Obviamente, deixei-me seduzir, com tais palavras dignas de um Fernando Pessoa enamorado.
Ainda tenho a chapa quente, como as meninas da música.
#ironia

O amor é cego... Mas é saudável?

domingo, 10 de maio de 2015


A pergunta pode parecer pesada, e uma ideia rebuscada... mas é uma realidade plausível de acontecer,  e na qual não pensamos muito frequentemente - e que me veio à ideia por causa das redes sociais de engates, que cada vez mais apresentam a opção de apresentar o estado de saúde do utilizador:
O facto de saberes que alguém tem Sida/Aids, tirar-te-ia a vontade de investir num relacionamento com essa pessoa?
A resposta seria diferente conhecendo essa pessoa há muito tempo, ou seria igual a ser coisa de um ou dois encontros?
Afastar-se-iam da pessoa para evitar envolvimento?
E não, não vale respostas políticamente corretas, sejam honestos, aqui que ninguém vos julga.

Como tirar a Dick pic perfeita

domingo, 12 de abril de 2015



Ora, tenho visto imensos guias nos jornais online, magazines e derivados.
Dicas de como tirar melhor proveito dos filtros do instagram, Dicas para as melhores fotos de comida possíveis, Dicas para fotos de grupo com pouca iluminação Dicas para obter a selfie perfeita.
Até há dicas de como usar o selfie stick... mas e o outro stick?

Como capturar toda a sua magnificência de forma fotográfica?
Como potenciar exponencialmente aquele momento mágico em que por curiosidade, aborrecimento, ou por simples conquista largamente romântica, um ecrã de telemóvel - ou computador se forem completamente risqué - se acende em deleite com a assombrosa presença do nosso vigoroso adamastor júnior.

Afinal, quem nunca tirou uma dick pic?  .
Para além de vocês meninas que obviamente não tiram dick pics... porque não têm pirilau.- agora é aquela parte em que me dizem todos "eu nunca!" e eu me fico a sentir uma rameirona, mas hey, adiante.

Como estamos em pleno século XXI, e este é um nicho de mercado com necessidade de ser explorado, achei por bem deixar aqui algumas dicas para que as vossas fotos íntimas fiquem para sempre na memória de quem as visualiza, sejam conquistas, vizinhos, ou até a vossa avó.
Whatever floats your boat.
Têm lápis e bloco de notas? Então tomem nota


Saibam o material com que trabalham.
Afinal, é o passo mais importante, porque o melhor marketing é o auto marketing.
Não queiram ser como o Lidl e vender carne de cavalo como lasanha de vitela.
Aconselho uma boa poda, afinal árvore sem arbustos tem o tronco maior.

Ângulo, ângulo, ângulo.
É tudo uma questão de perspectiva, do ângulo até uma salsicha de cocktail parece a torre eiffel.
Tentem várias posições, um bocado em homage às meninas e as suas técnicas para obter a melhor foto possivel do decote na praia.
Escolham uma boa iluminação, e uma tarde em que estejam particularmente inspirados... se é que me faço entender.

Evitem comparações
A não ser que tenham um tripé, evitem objectos de grande porte, bananas, pipinos, tablets, pistolas, pizzas familiares, remotes de Tv - nem estou a inventar alguns destes exemplos.
A ideia é parecer maior. Não mais pequeno.

Sejam criativos
... Mas não demasiado. Afinal é uma dick pic, não é a capa da vogue.
Querem maravilhar a vossa audiência, não deixá-la confusa

Se nenhuma destas maravilhosas dicas vos ajudam, têm sempre a dica infalível:
Não enviem Dick Pics
...Marquem um encontro e mostrem ao vivo.
Afinal uma foto não preenche o vazio que a coisa em carne e osso - no pun intended. para além de ser muito mais divertido ao vivo.

E passo-vos a palavra.
Alguma vez tiraram uma dick pic (ou uma foto badalhoca num geral)?
E alguma vez receberam?
Alguma memorável ou particularmente constrangedora?

Bom resto de fim de semana, ponham em prática as minhas dicas e digam-me como correu!
Se quiserem que eu veja a vossa dick pic, podem enviar mail para OMGasérioqueestãoaapontaroemail?@tarados.com

O daddy sem sugar

quinta-feira, 9 de abril de 2015


Então, a dada altura da minha vida, - não interessa quando - tive que satisfazer a minha curiosidade inata em dormir com um homem mais velho.

Motivado por aquele velho ditado, Panela velha faz boa sopa, e pelo facto de me apetecer uma boa sopa, lá fui eu explorando o desconhecido.
Não tenho que explicar a ANALogia pois não?

Chegados ao café a curiosidade mal disfarçada falou mais alto, e acabámos a estudar-nos mutuamente de alto a baixo.
Não era particularmente atraente - não que isso seja para mim fator determinante - tinha uns olhos muito bonitos, era baixo e tinha umas mãos enormes.
Se isto fossem as cinquenta sombras de grey ou outro qualquer livro erótico digno do título de mommy porn,  podia dizer que senti o seu olhar de desejo ardente, e formou-se entre nós uma silenciosa atração pulsante, que quase me fez rasgar as roupas na esplanada ensolarada e possuí-lo com paixão.

Mas não é, por isso digo, que o senhor foi extremamente... vocal sobre as suas preferências sexuais.
Acho que nunca na minha vida me tinha sentido tão constrangido como naquele momento em que naquele sotaque ferrenho de homem do norte me disse em voz bem alta.
Ah, eu gosto muito de ser passivo, adoro uma boa penetração, uma boa espada na cama, um homem que me coma e me deixe a pedir por mais. Claro, preciso de uns bons preliminares. de Beijar muito, de sentir contacto humano.
Isto em plena esplanada em hora de ponta com famílias inteiras a aproveitar o seu pastelinho de nata e galão com criançada, o cão o gato e o periquito.
Podia ter-me levantado, ter saído porta fora,
Podia ter apagado o contacto do senhor e não ter feito nada e fingido que nunca nada tinha acontecido, mas hey, já que ali estava deixava rolar.
Combinámos um encontro mais... intimo, durante a noite.

Podia armar-me em virgem ofendida e dizer que "aconteceu" e "não estava à espera" ou que foi um acaso" mas não tenho pudores em dizer que quando a lua me bate até a salsicha grelha.
Era esse o intuito e queríamos os dois o mesmo.

Okay pessoas, fica a dica universalmente transmissível:
Quando dizem a alguém, Ah e tal, eu gosto muito de beijar, é melhor que beijem bem.
Durante umas horas, suspeito que tenha estado aos beijos com um arraçado de vaca e piranha porque ora me passava a língua pela cara, ora me mordia com imensa força. tive que lhe dizer umas quantas vezes para parar, ou que lhe beijar o pescoço para disfarçadamente afastar a minha cara daquele filme de terror classe C que decorria nos andares de cima.
Se quiserem ler a cena de sexo, volto a redireccionar-vos para as 50 sombras de gray, ou um livro da harlequin, ou mommy porn num geral.
Terminado o kay kay, - que não foi absolutamente nada de especial- senti-me exatamente como da primeira vez que provei caviar.
Onde estava o orgasmo monumental?
E todos aqueles anos extra de experiência?
Ultrajante. vou ligar à DECO.

Convidou-me para ficar a dormir lá durante o fim de semana, e não queria de forma nenhuma que me fosse embora. Por uns momentos achei que fosse acabar na capa do correio da manhã, encontrado num barranco próximo, depois de uma "discussão gay".

Quando pensei que as coisas não podiam piorar, ele resolveu que queria uma sessão de cuddling.
Não me interpretem mal, eu sou adepto e praticante da arte do cuddling, mas geralmente não quando tenho um preservativo usado na mão, estou nu, e o meu parceiro resolve deitar-se em cima de mim a morder-me a cara e chamar me garanhão safado, enquanto na TVI passava um reality show rasca qualquer.
Quando me consegui safar, dizendo que tinha compromissos de manhã, consegui a proeza de arrancar o carro em terceira, e acelerar até ao horizonte, para nunca mais voltar.

No dia seguinte mandou-me mensagem.
Tinha gostado muito, estava dorido, queria repetir. mas não se lembrava do meu nome.