Depois de mais uma aventura romanticosexual falhada , deixo escapar em tom de desabafo que estou farto dos homens, quase caindo no cliché de dizer que são todos iguais.
"Então porque continuas a insistir?"
E a pergunta incomoda-me.

Paro e penso um pouco antes de responder
Porque não gosto de estar sozinho. E penso sempre que o próximo pode ser melhor.
E tenho a noção que soa triste, com uma nota de desespero, mas é a verdade.

Queremos todos companheirismo.
Seja por tempo indeterminado, partilhando uma vida e um romance idílico, ou só por uma noite, partilhando uma cama e uma paixão volátil.

Afinal, não andamos todos ao mesmo?

Virava Lésbica!!

terça-feira, 7 de outubro de 2014


Volta e meia acontece.
Estamos num café, a comer um bolo e a conversar, quando se refere uma qualquer atriz famosa, sei lá, a Charlize Theron, a Angelina Jolie, ou a Giovanna Antonelli aquela amiga chata diz muito rapidamente:
"Ai, virava tão lésbica com ela"
rindo nervosamente, descartando rapidamente a ideia, como se houvesse o risco, de alguma supercelebridade hollywoodesca contribuisse para que uma qualquer chata possa expandir os seus horizontes sexuais... claro, movimento vaginas famosas pela humanidade, ou assim.

Acumulam-se as entrevistas a celebridades que, mesmo sendo hétero tem "paixonites gay" por alguma outra celebridade jeitosa.

E podíamos levar isto para o lado mais sério, podia até revoltar-me completamente com a ridicula noção de "virar gay", mas não consigo deixar de me rir sempre que apanho alguma pessoa extremamente homofóbica a dizer:
"Ai, se aparecesse aqui a Megan Fox, virava lésbica".
Quando, no dia em que deu o beijo lésbico na novela da tarde, mudaram o canal apressadamente, com medo de virar fufas por contágio.


E você leitor:
Virava gay ou lésbica por quem?
E aos meninos da blogaysfera, por quem viravam vocês héteros? (LOL)
Acham que estas afirmações costumam algum fundo de verdade?

Babies

domingo, 5 de outubro de 2014



Veio a público ontem, a notícia sobre o primeiro bebé nascido e gerado num útero transplantado, na suécia - podem ler mais aqui.
Embora não seja para já uma cirurgia considerada "regular", este primeiro caso veio trazer mais uma esperança a milhares de casais com problemas de fertilidade.

Ora, como bom curioso que sou, fiquei na dúvida:
Acham que com estes avanços da ciência, será possível daqui a alguns anos, que transsexuais engravidem, (da mesma forma que mulheres que nascem sem útero o fazem, recorrendo a este tipo de transplante)?
O que pensam do assunto?

Tenho que responder aos vossos comentários e passar nos vossos cantinhos ;)

Lógica do manhunt

Pôr fotos dos genitais no perfil, e na descrição dizer "não quero sexo, quero uma relação estável".
Porque toda a gente sabe, que os namorados se escolhem pela pila.
(pensando bem, até pode mesmo ser a própria pila a ter criado um perfil)

Porquê?

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Então, a minha mãe hoje trouxe umas quantas revistas cor de rosa para casa - sabem o género, fofocas, quem dormiu com o quê, quem comprou o quê, e quem fez o quê onde - e na capa de uma delas, vinham 3 ou 4 concorrentes da casa dos segredos - aquele maravilhoso reality show que eu nunca vi e nunca vou ver - com direito a headlines sensacionalistas.

Nem tinha nada para dizer sobre o assunto, se não tivessem feito literalmente uma compilação de 3 páginas a explicar que um desses três concorrentes, um tal de Pedro, é gay e teve uma relação com um rapaz qualquer que nunca vi mais gordo.

3 páginas inteiras recheadas de "testemunhos" de uma amiga qualquer a dizer que dizem que é muito boa pessoa yada yada yada e que se dá muito mal com o pai desde que saiu do armário. Depois saltamos para testemunhos de um ex namorado qualquer que veio fazer revelações bombásticas sobre a relação falhada que tiveram.

É que espremendo toda aquela "notícia" resume-se a "Pedro é gay. saiba como"

E não me encaixa na cabeça, qual é o mórbido interesse das pessoas de querer saber com quem dorme fulano ou beltrano.
Alguém me explica?

O facebook é contra natura

segunda-feira, 29 de setembro de 2014



No outro dia, a meio de uma conversa com alguns colegas de trabalho, surgiu a já relativamente comum cobrança:
"Ah, nunca mais me adicionas no face(book)"
porque eu raramente adiciono pessoas na dita rede social, se não me apetecer lidar com eles fora do estritamente necessário.

E isto levou-me à constatação que dá título a este post:
O facebook é contra natura.

Sempre que se fala em facebook - ou qualquer derivativo social - a primeira ideia que se ressalva, é que é maravilhoso, porque afinal, permite a pessoas que perderam o contato há anos, reuniões emocionadas.

É pela internet que se reencontram velhos amigos de escola básica, antigos professores ou pessoas com as quais o contacto é praticamente inexistente há anos, ou até mesmo em alguns casos décadas.
Há toda aquela ilusão de que estamos a enriquecer as nossas vidas deixando entrar nelas aquelas pessoas que em tempos fizeram parte delas, como se todas estas conexões sociais sem as quais vivemos todo este tempo -e pelas quais na maioria dos casos, nem sentimos qualquer tipo de falta- fossem subitamente essenciais.

E o espectro ainda alarga mais, porque na prática, deixamos entrar nas nossas vidas através desta pequena maravilha tecnológica toda a gente com a qual temos pequenas interacções sociais,
Desde aquela pessoa que encontrámos numa festa de um amigo em 3º grau em comum, até àquela ex colega insuportável de universidade com 7 gatos e mania que é fotografa que gosta de partilhar fotos da comida cheias de filtros e hashtags..

E eu pergunto:
Mas de que forma é isto lógico?

Ora vejamos. Se há dez anos - hipoteticamente falando, porque nessa altura em tinha 15 anos e ainda não trabalhava - eu me integrasse numa equipa de trabalho, e simpatizasse com colega X, iria "perseguir" essa amizade.
Trocaria número de telefone, marcaria o ocasional café, faria programas com a pessoa, lembraria de aniversários e daria uma força quando visse fulano em situação mais complicada.

Do mesmo modo, não me esforçaria por saber da vida de colega Y, com o qual não tinha particular afinidade, e eventualmente o contato seria apenas profissional, morrendo na altura em que deixássemos de lidar um com o outro nesse âmbito.

Não por rancor ou inimizade, simplesmente por falta de interesse de ambas as partes.
É natural que tal aconteça... afinal é assim que funcionam as relações entre as pessoas.
Escolhemos quem queremos que faça parte da nossa vida, e quem não o faça.

Mas o facebook veio baralhar tudo isso, com o seu "adicionar amigo".
Coleccionam-se "amigos" como quem colecciona selos.
Toda a gente adiciona toda a gente, e dentro da telinha toda a gente é amiga de toda a gente, mesmo que na vida real não se suportem, ou mal se conheçam.

E se não te sujeitares a estas "socializações" forçadas, és um grande antisocial.

Pelo menos é o que me dizem, quando me recuso a adicionar essas hordes de pessoas com as quais não quero ter qualquer tipo de ligação porque sei que não vai resultar em nada senão em mais histórias desinteressantes de pessoas de quem não gosto a espreitar para o que eu faço ou deixo de fazer, só pelo bem estar de egos alheios.

Mas se calhar sou eu, que "às vezes tenho alma de velho".

Sexo sem amor... é vontade?

sábado, 27 de setembro de 2014



Então, quando estou solteiro, eu faço sexo casual.

Acontece quando acontece, tudo sem pressões, ou esforços hercúleos.
Conheço um gajo, marcamos um ou mais cafés, envolvemo-nos e vamos à nossa vida. Algumas vezes ficamos amigos depois, outras não, e se der ao caso até viramos fuck buddies e repetimos a dose.

Não é um bicho de sete cabeças.

Ou pelo menos não deveria ser, mas ainda é.

Cada vez que vem À conversa tal facto, recebo olhares de pena, - como se fosse a puta com coração de ouro da novela das oito, que anda a vender o corpo, até conhecer o seu par romântico, casar e virar católica praticante, fazendo só a missionária no segundo sábado de cada mês depois de preparar quiches para a quermesse da escola do filho mais novo. - e subitamente toda a gente acha que estou perdido emocionalmente e que preciso de orientação.

"Tu tens é que te apaixonar, só depois é que podes pensar em sexo"
ou
"Ai, mas sexo sem amor não é possível"

pautam sempre o início de longas dissertações sobre como estou a levar tudo pelo lado errado, e como devia ficar sentado num banquinho completamente celibatário à espera do principe encantado e gay, que, estatisticamente falando, pode muito bem nem vir a aparecer, porque assim é que se fazem as coisas, primeiro fico completamente embeiçado e depois, SE TIVER PACIÊNCIA é que temos uma noite de paixão exacerbada que vai saber muito melhor que qualquer sexo com desconhecidos que alguma vez possa vir a praticar na vida.
Tudo lições primorosamente decoradas dos milhões de livros românticos da Nora Roberts que leram nas férias de verão deitadas na toalha


E quanto tento explicar que não, não desisti de desenvolver uma vida amorosa estável - que aliás até é um prospecto bem interessante que eventualmente quero seguir, como praticamente toda a humanidade, por mais que o neguem. - , mas que amor e sexo não são a mesma coisa, só falta vestirem-me o colete de forças ali mesmo, porque não estou claramente bom das ideias, e estou obviamente condenado a passar uma existência miserável de solteirismo até ao fim dos meus dias.

Então, veio-se-me a dúvida:
Acreditam em sexo sem amor?
As duas coisas estão diretamente ligadas?