Ser Puta é mais barato.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014


Acho que andamos todos à procura do mesmo.
Companheirismo e romance.
Pelo menos eu ando, como já o disse milhões de vezes.
E isso não acontece por magia.
É preciso toda uma corte. uma conquista.


É claro, que são as pequenas coisas que aproximam as pessoas, mas os jantares fora, os cinemas, os lanches seguidos de longos passeios e amassos intensos no fim - que fazem todos parte e são maravilhosos - preenchem lentamente aquele vaziozinho no coração, e deixam não tão lentamente um vazio na carteira.

E o drama intensifica-se, porque gosto de bancar o cavalheiro no fim e pagar a dolorosa - porque acho aquela conversa de dividir a conta no fim um mood killer incomensurável,e mimar o outro sempre foi a minha coisa. - mas detesto olhar para o extrato bancário no fim

Começa a ficar cada vez mais evidente que ser puta é bastante mais económico que apaixonar-se.

Não isto não é uma queixa, é um post humorístico, só para quem possa não perceber a piada e dizer que estou sempre a rezingar.

Serão borboletas no estômago?

terça-feira, 9 de dezembro de 2014



Aconteceu tão depressa.
Mal olhei para ti, senti-o.


Parece que estou preso num filme.
Vejo todos os teus movimentos em câmara lenta.
O pior, é que eu sei que percebeste.
Sei que sabes que não consegui ficar indiferente.
Ainda assim, sinto aquele típico medo, sem saber como reagir, sinto-me corar, e evito a inevitável troca de olhares.

A boca sabe-me a agridoce, num misto de excitação e pavor, e embora a vontade de me aproximar seja muita, o formigueiro, que passa das minhas bochechas vermelhas ao meu coração, que palpita como louco, querendo saltar-me pela boca, impede-me.

Não acredito que me está a acontecer de novo.
Prometi a mim mesmo que não ia deixar-me dominar, mas é mais forte que eu.
Eventualmente afasto-me, sem dizer nada, remeto-me ao silêncio, enquanto tento esquecer toda a situação, deixando para trás a doce recordação de quando te vi, e senti
Vergonha alheia

Isso são calças skinny? Acho que consigo fazer te uma palpação à próstata, só de olhar.
Digam-me de vossa experiência:
Costumam sentir muitas vezes a bela da vergonha alheia?
O que é preciso para despoletar em vossos corações tão nobre sentimento? 
(para mim basta um bebedo que não aguente a bebida, ou alguém barraqueiro)

(vá, que vou ali comentar os vossos blogs e depois respondo aos comentários daqui)

Descrição musical da minha vida:



Espírito Natalício procura-se

domingo, 7 de dezembro de 2014


Pela primeira vez desde que me lembro de existir, não me apetece lidar com coisas natalícias de qualquer espécie. até montar a árvore se está a mostrar uma tarefa hercúlea.

Ex e amigo, verdade ou mito?

sábado, 6 de dezembro de 2014



E então acaba.
PORQUÊÊÊ?
Simplesmente não deu certo.
Ou Afastaram-se.
Ou Desinteressaram-se.
Ou Traíram-se.

O porquê não interessa, porque o resultado final é mais ou menos o mesmo.

Alguém leva a relação ao abate e diz aquela fatídica frase, como forma de consolação:
"Não interessa, podemos sempre continuar amigos"
ÓTIMA IDEIA!

E isto leva a toda uma nova relação.

Das cinzas de um pé na bunda, surge na grande maioria dos casos uma relação desconfortavelmente cordial, ao invés da amizade feliz e desinteressada, cheia de momentos felizes e simpática nostalgia, que todos fantasiamos quando são proferidas estas palavras.

Sucedem-se os cumprimentos forçados, e as tentativas falhadas de fuga - o bom e velho "ah, nem te vi" -  quando frente a frente, perguntas de ocasião inseridas a custo, os "parabéns, espero que esteja tudo bem contigo." e a obrigatória mensagem genérica de natal e reveillon.
E mesmo que seja desconfortável, e já não haja afinidade, vai repetir-se vezes e vezes sem conta, porque nenhum dos dois vai deliberadamente cortar contacto e passar a ser a má pessoa.

Isto é claro, se ignorarmos por completo a probabilidade de o ex traduzir livremente para "Não interessa, se continuares a ser simpático comigo, voltamos a namorar"

Mas hey, digam-me vocês:
Ficar amigo - no verdadeiro sentido da palavra - do/a Ex, é possível? ou é mito urbano?(vamos excluir relações com décadas da sondagem)



Sou uma pessoa demasiado sexual - Vá, digam lá, homo. - nunca tive problemas existenciais com isso, Sei aproveitar o ato em si, e todo o afterwards, um bocado como aquelas pessoas que vão para o ginásio porque se sentem bem.
E acordo muitas vezes num mood puta e penso que vou saltar na cueca do primeiro rapaz que me der abertura - sem trocadilho intencional -, rasgar-lhe a roupa cobri-lo de chocolate e partir a cama.

E isto seria ótimo, maravilhoso, fantástico, e extremamente descomplicado... não fosse o pequeno facto de ser também um romântico brega, Daqueles que se apaixonam com uma aragem de vento e fazem planos para um casamento digno de stepford.
E então acordo tantas outras vezes a pensar, que quero antes longas conversas profundas, andar de mãos dadas e adormecer abraçados depois de ver um filme lamechas a comer chocolates.

E há dias em que me apetecem os dois.
O que leva inevitavelmente a uma batalha de consciências,

E vocês?
Pendem mais para o lado romântico, ou para o lado carnal?
Acham que é possível ser-se completamente balanceado, ou tendemos sempre para mais uma coisa que outra?

Ainda Há românticos


Depois de muita insistência, trocamos contactos.
Não que me apetecesse particularmente, mas não se passava nada de interessante na altura e já diz o outr. Àgua mole em pedra dura...
Queres combinar qualquer coisa? És giro, Pareces interessante.
[Interessante? Mas nunca falaste comigo.... Oh Well] Fala-me primeiro um bocadinho de ti. És daqui de perto? O que gostas de fazer?
Hmm, Sou daqui sim, Gosto de uma boa Mamada, e de apalpar. De um bom cu. Também gosto de morder Sou ativo. e gosto a três.
... .....Hm... estava a falar tipo de hobbies e assim?
Ai não, disso nunca experimentei.
Hm [rindo internamente]... pois. E onde querias combinar o café?
Pode ser no meu carro.

Escusado será dizer que depois de chegar à conclusão que o carro dele não era uma máquina da nespresso, nunca mais nos falámos e o mandei ir dar uma volta, já que tomar no cu não estava na sua lista de opções previstas.

Haja romance.