Tolerância
quinta-feira, 8 de janeiro de 2015
Eu sou Charlie.
Tu és Charlie.
Subitamente, toda a gente é Charlie.
Mesmo aqueles que pensam que Charlie Hebdo era uma pessoa, e que nunca tivessem ouvido falar do assunto até ao atentado de ontem.
E os sociais espalharam a palavra.
Eu sou Charlie.
Tu és Charlie.
Subitamente, toda a gente é Charlie.
E porquê?
Porque temos que respeitar a liberdade do próximo.
Porque isso é fundamental.
Porque não devia haver censura ou medo de exprimir a individualidade de cada um.
Eu sou Charlie.
Tu és Charlie.
Subitamente, toda a gente é Charlie.
No fim das contas, quando a memória deste atentado esfriar, voltamos ao mesmo.
Porque, infelizmente, para 90% das pessoas, liberdade de expressão é publicar cartoons de humor ácido sem medo de levar com um tiro na testa de represália. Beijar um namorado do mesmo sexo na rua, praticar uma outra religião ou até andar com roupas curtas, já é só apelação.
Eu sou Charlie.
Tu és Charlie.
Subitamente, toda a gente é Charlie.
... Mas somos mesmo?
Gostos
segunda-feira, 5 de janeiro de 2015
Li há uns tempos, que o gosto musical é influenciado pelas experiências de vida de cada um.
Não sei até que ponto é verdade, só sei que fiz uma limpeza á minha biblioteca de músicas, e 200 álbuns foram pelo cano.
Com o passar dos anos perdi vontade para batucadas, oiço mais soul e coisas softs.
E eu sei que isto é uma coisa completamente desinteressante, mas estou ranhoso de roupão a beber chá e apeteceu-me, amanhã logo ganham um post decente
[BTW, o meia noite voltou :O]
Verdade universal
domingo, 4 de janeiro de 2015
Quando estamos interessados, e vemos todo um amontoado de gostosura cada vez que a nossa retina capta a personagem:
Quando passa e vemos aquele bofe escandalo pelo que é, só escandalo...samente brega:
Quando percebemos do que nos livrámos:
Quando passa e vemos aquele bofe escandalo pelo que é, só escandalo...samente brega:
Quando percebemos do que nos livrámos:
Regras básicas de etiqueta para a jovem bicha* moderna
sexta-feira, 2 de janeiro de 2015
Quando era uma piquena bicha em formação, sempre me queixei de não haver nenhum livro de instruções para estas coisas.
Hoje, como acordei benévolo, resolvi fazer eu uma pequena comPILAção de algumas regras de etiqueta a ser seguidas pelas jovens - e não tão jovens também - bichas modernas.
E vamos começar a lição, preparem-se, porque:
Fogo no rabo:
Pelo bem do ambiente - e da sua vida amorosa - controle o seu.
Querem sensualizar? força. Fazer olhinhos, okay, mas não é por verem um gajo jeitoso nas proximidades que têm que entrar em modo canibal.
Ninguém, repito ninguém gosta de uma bicha oferecida.
Depois queixam-se de andar todos encalhados.
Não corra atrás de héteros:
"Ai mas ele é muito simpático" "Os homens bons são todos héteros".
Lamento informar, mas não vai converter aquele seu amigo de ginásio, e se ele se apercebe que lhe quer saltar para cima, vai provavelmente deixar de ter um amigo. E não, os homens que prestam não são todos héteros.
"Odeio bichas":
Okay, essa história de ouvirem aquelas lindas baladas na rádio que repetem mil vezes "és perfeito como és" "aceita-te" "o amor é tudo", e de andarem a recitar grandes discursos de aceitação, para depois mal encontrarem um moço mais efeminado que vocês e dizerem logo "Ih, odeio bichas" com cara de enjoo tem que parar.
Não só porque é parvo - mesmo que a pessoa seja a maior bicha do planeta, whatever - , mas porque depois vos tira a moral toda para se queixarem de discriminação. O que me leva ao próximo ponto.
Não seja uma perseguida:
Eu ainda compreendia se fosse uma bicha ugandesa ou paquistanesa a dizer isto, mas geralmente nunca é.
Há pessoas que ficam cegas, sem braços, e fazem uma vida normal. Paremos com os mimimis de "ninguém me compreende, a minha vida é um inferno porque sou gay".
É só uma vagina, não é satanás:
Quando se refere sexo com uma mulher, parem com os "ews" de nojo, que coisa.
Eu detesto cabidela, e nem por isso quando referem me vou pôr aos gritos como se me estivessem a obrigar a ingerir uma pratada.
Só apetece dar uma lambada logo ali na altura a quente.
E é isto.
Alguma regra a acrescentar leitores?
*E eu uso o termo bicha porque me apetece. Se acharem ofensivo, desenvolvam sentido de humor, credo.
Começamos bem, sem dúvida.
quinta-feira, 1 de janeiro de 2015
Foram precisas as 20 badaladas e uma montanha de gajos giros pelas ruas para perceber que se calhar me estou a apaixonar.
outra vez.
E pela primeira vez desde sempre não sei de nada.
Ontem
terça-feira, 30 de dezembro de 2014
O novo ano aproxima-se a correr, e como já é tradição, sou bombardeado com as retrospectivas de toda a gente.
Há 364 dias, estava ansioso.
Esperançoso.
Hoje, percebo que estou curioso, enquanto leio e oiço os feitos de toda a gente.
Mudei de paísE eu sento-me aqui, sozinho no meu quarto, e sinto que talvez não tenha tido um ano espetacular, pelos padrões comuns, digno de slideshow com fotos sorridentes e carregadas de likes - até porque nunca fui rapaz de fotografar em vez de viver - , e de "obrigado por fazeres parte dele".
Apaixonei-mePerdi 30 quilosComprei casa
Arranjei um trabalho de sonho
Acho que passou demasiado depressa, como um saco pequeno de pipocas em meia hora de trailers.
Foi um ano de mudanças radicais, mas nem por isso... más.
Virei tudo de cabeça para baixo e agora estou a montar o puzzle sem saber muito bem a imagem que quero fazer
Sinto que mudei.
Não vejo as coisas da mesma forma, não confio nas pessoas com a mesma facilidade e não acredito em promessas de ano novo, deixei de as fazer.
Mas sei que sou exatamente a mesma pessoa. Percebi que gostar de ouvir os outros, não é de todo um defeito.
Acho que cresci e não me apercebi.
E a verdade, é que "este ano cresci" não é uma notícia interessante, porque ninguém sem ser eu percebe que efectivamente aconteceu.
Turn off.
segunda-feira, 29 de dezembro de 2014
Aquele momento, em que vês um bofe escândalo na zara, todo produzido no gel e no ginásio, com o blazer skinny da farda a assentar na perfeição e a deixar antever um belo rabiosque redondinho, e um sorriso bem sacaninha, ele te deixa entrar com mais do que as seis peças máximas para o provador, de tal forma que até te apetece convidá-lo para te ajudar a experimentar calças
... e depois, quando vais pagar, te atende na caixa, todo ele sorrisos, e todo tu já ardes mais que lenha na lareira, ele abre a boca, e te pergunta
"vai pagar com cartão?"
E tem a voz de uma rapariguinha de doze anos.E vocês?
Qual é o maior turn off imediato numa pessoa?
(EU SEI, MELHOR MÚSICA DE SEMPRE)
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