Ciúmes
terça-feira, 13 de janeiro de 2015
Conheci o L na internet, há uns anos (vai para 7).
Na blogosfera para ser mais preciso.
Gostava de como eu escrevia, começou a seguir o blog que eu mantinha na altura, fomos falando, e eventualmente trocámos contactos.
Falávamos imenso pelo skype - tendo em conta que eu moro no sul do país, aka desterro da civilização - duma forma muito descontraída e à medida que descobrimos coisas em comum a amizade ultrapassou o tempo de vida do blog - com algumas outras pessoas - e manteve-se no mundo real.
A dada altura, pediu-me se podia adicionar-me no facebook, continuando a manter-nos ocasionalmente em contacto por lá, como... sei lá é normal entre amigos.
Aproximadamente uma semana depois, recebo um pedido de amizade de um outro rapaz, o U.
Geria em conjunto um blog com o L, mas até aquela altura nunca tínhamos falado.
Embora inicialmente demonstrasse muita curiosidade em mim, nunca me dei particularmente bem com ele. Pendia demasiado para o snobismo desnecessário e passava a vida a queixar-se do namorado que era preguiçoso e irresponsável, não que o achasse má pessoa, mas simplesmente não tinha "saco" para drama na altura.
E as conversas insossas, desprovidas de interesse e fluidez foram escasseando, até pararem de vez.
Um dia, meses mais tarde, em conversa com o L, perguntei se o U estava bom, por cordialidade.
E fiquei a saber, que o U e o L namoravam.
Que tinham namorado durante basicamente todo o período em que nos tínhamos conhecido.
Fiquei também a saber que o U me veio adicionar, porque tinha imensos ciúmes de mim, e pensava que eu me estava a atirar ao namorado, então tendo-me na sua lista de amigos, ia dando uma controlada na situação, porque como toda a gente sabe, eu sou um devorador de homens.
Por esta altura, para vos dar uma situada, vamos esclarecer, que eu moro no sul do país, e ele durante grande parte desta amizade morava na capital. Uns bons 500 quilómetros de distância. O que não me impede minimamente de estabelecer uma amizade... mas let's face it, eu não sou o homem elástico e mesmo que quisesse a minha pila não estica né.
E não foi a primeira, nem a segunda, nem a terceira vez que tal aconteceu.
Os namorados têm uns ciumes loucos de mim com os/as respectivos/as, de tal forma que começo a convencer-me que devo mesmo ter cara de maior puta da galáxia.
Fun fact:
Eventualmente o U e o L acabaram, e anos depois desta história toda, por entre uns copos, e umas risadas sobre o assunto, acabei por ir mesmo uma vez para a cama com o L.
Enquanto isso, continuo amigo dos dois.
I guess Karma's a bitch.
Acham os ciúmes uma parte saudável do relacionamento?
Até que ponto?
Acham que compensa?
Consideram-se ciumentos?
Daddy Issues - Charmoso e experiente, ou só velho mesmo?
domingo, 11 de janeiro de 2015
Aqui há uns dias, em conversa com uma amiga, trocando histórias, comentei sobre um flirt de verão, uma coisa inócua que tive com um senhor quarentão - que me disse que tinha 39 anos, como se eu tivesse problemas de visão.
Ao que a minha amiga respondeu escandalizadissima:
"mas tu deste-lhe conversa?""E?""E ele é velho"
E nesse momento apercebi-me que a fase dos homens mais velhos, me passou completamente ao lado.
Foi no entanto uma coisa a que assisti imensas vezes. Lá iam todos em fila, acabados de processar a sua recém descoberta sexualidade, arranjavam sempre um homem mais velho, que lhes tirava os pés do chão - quer no sentido figurativo, quando lhes prometia romance interminável, quer no literal, quando os iniciava na arte do lepo lepo dentro de quatro paredes.
E quando falamos de mais velho, roçamos bastante,o bizarro - porque convenhamos, ver um rapaz de 19 anos e um senhor de 52 pelo a mim não me causa suspiros de romantismo.
Alegavam sempre que era por ele ser experiente e charmoso [ou assim diziam eles no pico máximo daquela paixão assolapada que durava menos que vela em ciclone] estável e de confiança [nalguns casos, monetária].
E eu, que via de fora, tinha a sensação de estar a presenciar algum tipo de daddy issue mal tratado.
O que me leva às perguntas:
Quando é demasiado velho para vocês? Qual o limite de diferença de idades que achem demasiado? (Honestamente, para mim, é alguém que passe o dobro da minha idade.)
Acham possível pessoas com grandes diferenças de idade manterem um romance duradouro, ou a idade não influencia pontos de vista?
Nestes casos, dizem sempre que alguém tira vantagem de alguém. acreditam nisso?
Acham que há preconceito com esse tipo de relacionamentos?
E é justificado?
Prometo, amanhã respondo aos vossos comentários todos, hoje vim de viagem e quero é vegetar.
Tolerância
quinta-feira, 8 de janeiro de 2015
Eu sou Charlie.
Tu és Charlie.
Subitamente, toda a gente é Charlie.
Mesmo aqueles que pensam que Charlie Hebdo era uma pessoa, e que nunca tivessem ouvido falar do assunto até ao atentado de ontem.
E os sociais espalharam a palavra.
Eu sou Charlie.
Tu és Charlie.
Subitamente, toda a gente é Charlie.
E porquê?
Porque temos que respeitar a liberdade do próximo.
Porque isso é fundamental.
Porque não devia haver censura ou medo de exprimir a individualidade de cada um.
Eu sou Charlie.
Tu és Charlie.
Subitamente, toda a gente é Charlie.
No fim das contas, quando a memória deste atentado esfriar, voltamos ao mesmo.
Porque, infelizmente, para 90% das pessoas, liberdade de expressão é publicar cartoons de humor ácido sem medo de levar com um tiro na testa de represália. Beijar um namorado do mesmo sexo na rua, praticar uma outra religião ou até andar com roupas curtas, já é só apelação.
Eu sou Charlie.
Tu és Charlie.
Subitamente, toda a gente é Charlie.
... Mas somos mesmo?
Gostos
segunda-feira, 5 de janeiro de 2015
Li há uns tempos, que o gosto musical é influenciado pelas experiências de vida de cada um.
Não sei até que ponto é verdade, só sei que fiz uma limpeza á minha biblioteca de músicas, e 200 álbuns foram pelo cano.
Com o passar dos anos perdi vontade para batucadas, oiço mais soul e coisas softs.
E eu sei que isto é uma coisa completamente desinteressante, mas estou ranhoso de roupão a beber chá e apeteceu-me, amanhã logo ganham um post decente
[BTW, o meia noite voltou :O]
Verdade universal
domingo, 4 de janeiro de 2015
Quando estamos interessados, e vemos todo um amontoado de gostosura cada vez que a nossa retina capta a personagem:
Quando passa e vemos aquele bofe escandalo pelo que é, só escandalo...samente brega:
Quando percebemos do que nos livrámos:
Quando passa e vemos aquele bofe escandalo pelo que é, só escandalo...samente brega:
Quando percebemos do que nos livrámos:
Regras básicas de etiqueta para a jovem bicha* moderna
sexta-feira, 2 de janeiro de 2015
Quando era uma piquena bicha em formação, sempre me queixei de não haver nenhum livro de instruções para estas coisas.
Hoje, como acordei benévolo, resolvi fazer eu uma pequena comPILAção de algumas regras de etiqueta a ser seguidas pelas jovens - e não tão jovens também - bichas modernas.
E vamos começar a lição, preparem-se, porque:
Fogo no rabo:
Pelo bem do ambiente - e da sua vida amorosa - controle o seu.
Querem sensualizar? força. Fazer olhinhos, okay, mas não é por verem um gajo jeitoso nas proximidades que têm que entrar em modo canibal.
Ninguém, repito ninguém gosta de uma bicha oferecida.
Depois queixam-se de andar todos encalhados.
Não corra atrás de héteros:
"Ai mas ele é muito simpático" "Os homens bons são todos héteros".
Lamento informar, mas não vai converter aquele seu amigo de ginásio, e se ele se apercebe que lhe quer saltar para cima, vai provavelmente deixar de ter um amigo. E não, os homens que prestam não são todos héteros.
"Odeio bichas":
Okay, essa história de ouvirem aquelas lindas baladas na rádio que repetem mil vezes "és perfeito como és" "aceita-te" "o amor é tudo", e de andarem a recitar grandes discursos de aceitação, para depois mal encontrarem um moço mais efeminado que vocês e dizerem logo "Ih, odeio bichas" com cara de enjoo tem que parar.
Não só porque é parvo - mesmo que a pessoa seja a maior bicha do planeta, whatever - , mas porque depois vos tira a moral toda para se queixarem de discriminação. O que me leva ao próximo ponto.
Não seja uma perseguida:
Eu ainda compreendia se fosse uma bicha ugandesa ou paquistanesa a dizer isto, mas geralmente nunca é.
Há pessoas que ficam cegas, sem braços, e fazem uma vida normal. Paremos com os mimimis de "ninguém me compreende, a minha vida é um inferno porque sou gay".
É só uma vagina, não é satanás:
Quando se refere sexo com uma mulher, parem com os "ews" de nojo, que coisa.
Eu detesto cabidela, e nem por isso quando referem me vou pôr aos gritos como se me estivessem a obrigar a ingerir uma pratada.
Só apetece dar uma lambada logo ali na altura a quente.
E é isto.
Alguma regra a acrescentar leitores?
*E eu uso o termo bicha porque me apetece. Se acharem ofensivo, desenvolvam sentido de humor, credo.
Começamos bem, sem dúvida.
quinta-feira, 1 de janeiro de 2015
Foram precisas as 20 badaladas e uma montanha de gajos giros pelas ruas para perceber que se calhar me estou a apaixonar.
outra vez.
E pela primeira vez desde sempre não sei de nada.
Subscrever:
Mensagens (Atom)










