Sobre os Bissexuais:

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015


São Bi?
Querem comer mulher?
Okay, aceito, acredito e até aprovo.
Comam filhos, comam.

Mas já agora, assim como assim, deixem os homens para nós, beeshas selectivas.
É que já há poucos, e o mercado anda em crise.

Elas agradecem, e eu também.

PS: Apeteceu-me.
PS2: Se não percebem piadas, too bad, so sad.
PS3: Não isto não é a resposta à nossa conversa Aaron :P

O Complicado

domingo, 1 de fevereiro de 2015


Todos nós queremos a mesma coisa.
O grande A. 
L'amour, 
As borboletas no estômago.
Aquela felicidade parva que vem de dentro quando pensas na pessoa, sem grande motivação inerente, aquele conforto de sabermos que afinal, até não estamos sozinhos no mundo.
Porque amigos é muito bonito, é maravilhoso e o diabo aos quatro, mas não é a mesma coisa

E às vezes, acho que passo a sensação de omnisciência. mas eu não sei tudo.
Muito menos sobre estas coisas. Estou tão ou mais perdido que qualquer um de vocês que me leêm.

Apenas sei que isto vai muito por tentativa e erro, e eu tenho tentado e errado bastante - não tenho grandes problemas em admiti-lo - porque os sentimentos são um bocado como um móvel do IKEA. 
Pode parecer muito simples, e até é relativamente simples, mas sem livro de instruções, dá sempre em cagada monumental, e nalguns dedos martelados.

E com esta piquena introdução, vou quebrar a única regra que criei para mim mesmo quando fiz este blog. Nunca falar de uma situação ainda por resolver.

Conhecemos-nos há 3 meses e desde então temos estado algures numa relação.
A típica pergunta "Então, e quando oficializam? Quando passam a namorados?" desmultiplicou-se pelas bocas dos meus amigos.
E ficavam espantadíssimos quando eu dizia "Ainda é muito cedo. estou a palpar terreno. Quero conhecê-lo antes de me atirar de cabeça." Era como se estivesse a falar mandarim subitamente.
O erro maior em que as pessoas caem, é pensarem que isto é tudo automático.Que conheces um gajo, trocam algumas conversas melosas, e BAM vamos cavalgar para o horizonte num cavalo branco a ouvir paula fernandes como música de fundo viver felizes para sempre com 5 filhos adotados de países de terceiro mundo, qual Brangelina.
Envolvemo-nos.
Perdi-me na aventura que é conhecer outra pessoa, com esperanças de algo bom.
adaptei me às diferenças, e aceitei as pequenas dificuldades.
Porque elas estão lá.
E comecei a ceder.
E aqui poderíamos entrar numa ladainha, mas a verdade é que se queres que a tua relação dê certo, tens que saber ceder. Porque é uma relação, Não uma batalha de egos,
Há duas pessoas envolvidas, com necessidades e individualidade, e tem que se encontrar um meio termo.
Não é saudável nem credível que uma relação exista só em volta de uma das metades.
E quando comecei a senti-lo diferente, resolvi ignorar a intuição e tentar.
Porque o maior erro que vejo por aí, são pessoas que se queixam de estar sozinhas, mas não se esforçam minimamente por que a relação funcione. Um extremo my way or no way.
Por isso, não me importava quando ele remarcava, porque tinha planos com amigos. Afinal eles estavam lá antes de mim. e não sou propriamente controlador.
E pus o ego de lado, quando inventava desculpas para não estar comigo, e depois ia sair.
E continuei a ceder,e a aceitar claras demonstrações de indiferença, até culminarmos num ponto de não nos vermos há uma semana - trabalho e localidades diferentes pelo meio - , encontrarmos-nos num bar e ele mal me falar, porque "Estava com amigos e não me podia dar atenção".

E aqui dei por mim a por um travão e pensar:
"Mas que merda é que tu estás a fazer Miguel?"

E até agora não sei bem o que faça. Porque a resposta é dolorosamente óbvia, mas eu contiuo a gostar dele no fim de contas.

E sim, é preciso trabalhar numa relação,
Sim, é preciso ceder.
Sim, é preciso aceitar a diferença.
Sim é preciso ter paciência.
Mas e quando não é reciproco?
Vale a pena pôr em causa o nosso amor próprio e felicidade?
Tudo vale a pena para não ficarmos sozinhos?

Digam-me vocês.

Os Gregos e os Troianos que vão pro caralh*

sábado, 31 de janeiro de 2015


Desde sempre que tive a mania de carregar o mundo ás costas.
De me interessar pelos outros, de querer ajudar e ouvir problemas, dar conselhos e tentar ser simpático mesmo que não me apeteça muito.

Mas às vezes uma pessoa acorda sem paciência.
Sem paciência para fazer salinha, para querer saber de problemas de alguém que não e si mesmo.
A aproveitar aquelas deliciosas de egoísmo que de também existem.
E nessas alturas, em vez de receberes a mesma paciência que libertaste para o universo, recebes cobranças.

E acabas com vontade de mandar toda a gente sentar num cone de trânsito barrado a mel e depois largar uma colónia de formigas de fogo dentro da cueca, só porque respiraram na nossa direcção com demasiada força.
E hoje estou num desses, só para ficarem avisados.


I'm out.

Tropeça, cai e levanta-te.
Se não te cansares de te levantar, eventualmente deixarás de cair.
Quando?
Não sei.

Sabes que és gay quando:

terça-feira, 27 de janeiro de 2015


Pões uma amiga tua a ver a drag race, de tanto falares disso.

... E depois ficam comparar sobre quem faz melhor drag.

... Durante horas.

(E a season 7, nunca mais? porra!)

O invisível

domingo, 25 de janeiro de 2015


Depois de algumas primeiras experiências atribuladas pelo manhunt, modifiquei ligeiramente os meus critérios para escolher um gajo online - aliás, foi daí que surgiu o meu guia prático.
Nada de fotografias de rabos -  davam sempre em merda, ironicamente - ou de abdominais.
Vai aos que têm cara - disse eu - são provavelmente os mais normais- disse eu.

Essa teoria provou-se rapidamente um fracasso, mas adiante.
Numa das minhas incursões, pela caixa de entrada, recebi uma mensagem de um rapaz.

Lá fui eu espreitar o perfil, e aterrei num daqueles perfis com frases diretamente mugidas de um romance do Nicholas Sparks, "Procuro alguém que me encontre" e outras que tais bem bregas típicas de quem tem fome mas não come, e pensa que virou poeta no período celibatário - vocês sabem o tipo.
Embora a minha intuição apitasse mais que uma estação espacial em momento de colisão com um asteróides, resolvi ignorar e aceder. afinal,mal por mal era só um café, e na altura de seca em que o meu terreno se encontrava, até mijo era água.

"Queres combinar um café? o meu numero é o tal tal tal"
Trocámos contactos, e  começámos a falar, ora por telefone, ora pelo skype.
Era razoavelmente simpático embora não tivesse muito conversa mas não me parecia mau rapaz.
Até começarmos a falar no bendito café.
Nunca quis que eu fosse ter com ele, nem me quis dizer as folgas.
Tinha basicamente que ficar sentadinho à espera que ele arranjasse tempo para tomar um café, uma coisa de uma ou duas horas numa tarde qualquer, que até foi ele quem quis combinar.


E andámos no jogo do empurra durante aproximadamente duas semanas.
Sempre que queria combinar, levava com um :
"Não dá, tenho a agenda muito preenchida", cheio de desculpas que era do trabalho da prima, da avó, da periquita inflamada, you name it.
Comecei a ponderar se não estaria a combinar café com um espião internacional ou um primeiro ministro de um país qualquer na Europa de Leste.

Quando perdi o interesse e deixei de lhe responder, ligou-me, às duas e meia da manhã , acabado de sair do trabalho- se calhar até era stripper - e ficou aproximadamente uma hora e meia a queixar-se da vida, e do poder de compra em Portugal, e de política.
às duas e meia da manhã, quando eu já estava deitado e meio a ressonar por entre as conversas.

Disse-me que tinha uma voz sexy - O que é totalmente verdade - , pediu desculpa pela demora do café, e combina para sábado.
Ficou combinado, eu virei me para o lado e continuei a dormir de forma sensual e irreverente - para combinar com a voz, né.
Os dias foram passando e chegada a sexta feira, ele não me tinha dito nada. radio silent, se calhar até tinha morrido numa explosão, sei lá, vida de espião deve ser complicada.
O sábado veio e foi, ainda lhe perguntei se tinha morrido ou assim, mas não me chegou a responder.
Passadas duas semanas, Eliminei-o de todas as redes sociais e mandei lhe uma mensagem, toda ela muito "devias ir para uma escola de etiqueta, para aprenderes a cancelar encontros, pede aulas à Paula Bobone, espero que sejas muito feliz e apanhes herpes no rabo"

mas cheia de classe - e sem a parte do herpes no rabo, que honestamente só me ocorreu agora, milénios depois.
Fui à minha vida, e nunca pensei mais nisso.
Ontem - meses depois do ocorrido - entro no skype, e vejo que o rapaz me veio pedir para o adicionar novamente aos contactos.

E vocês, Alguma situação bizarra que envolva um site de encontros?
Spill the beans!

PS:Eu TINHA que usar esta música algures.

E cá estou eu, com um chá fumegante, e o meu amigo pijama a tentar ser produtivo e fazer tudo o que planeei a semana inteira, enquanto todo o meu corpo  resolve dizer "quem manda aqui sou eu" e entra em modo agressivo de poupança de energia.
Já estive mais longe disto:
Odeio Domingos.