Depois de um reencontro estranho com mais uma tentativa de romance falhada, dou por mim a pensar que se calhar as intenções que tenho na cabeça, e as que passam cá para fora são duas coisas diferentes, como se o meu cérebro fosse o google translator, e fizesse vezes e vezes sem conta, traduções erróneas, acabando à procura de parafusos numa farmácia.
Sabes que és gay quando:
sábado, 6 de junho de 2015
... Resolves ir sair para dançar, depois de semanas de isolamento social, todo tu sensual e irreverente, com direito a rebolation e semi twerking - estava cansado do trabalho, um semi já é ótimo - te apalpam o rabo numa discoteca e ficas ligeiramente desiludido quando reparas que foi uma rapariga qualquer (e não o amigo giro e alto dela).
Casamentos
quinta-feira, 4 de junho de 2015
Casamento nunca fez da minha imaginação, e muito honestamente não sei se alguma vez quero pensar nisso em termos práticos, mas como nasci com uma cabeça cinematográfica, acabei a fazer um filme do meu casamento imaginário, sem qualquer base de comparação concreta, porque verdade seja dita nunca fui a um casamento gay - dizem as manas que é tudo coisa chique e cheia de dress codes e saquinhos de oferta.
Como quem tem vontade de jogar conversa fora, digam-me:
Têm algum conceito de "casamento de sonho?"
Como ter um homem na mão - Figurativamente. Isto não são as dicas sexuais da revista Cristina.
quarta-feira, 3 de junho de 2015
Lembro-me de ainda nos meus primórdios de pré adolescência, ouvir dizer
"fazer-se difícil é a melhor estratégia para ter um homem a comer na tua mão".Todo um conceito de girl power, que eu como boa pré bichinha em germinação que era,tatuei no meu cérebro.
Quando chegou a altura de o por em prática no entanto, a coisa descontrolou-se um bocado, por entre um remoinho de roupa no chão e óculos no lavatório e muitos beijos, e todo o plano de bancar a "boa moça" foi pela pia.
Depois de muitas quebras de coração, e camas desfeitas, aborreci-me de tentar ser difícil, porque para mim, começava a parecer que relacionamentos gays eram como os ovos kinder, mal tinham o brinde acabava-se a brincadeira, e adoptei a estratégia de liberar geral. Afinal, a vida é só uma, e se for para morrer encalhado, por falta de tentativa e erro não há de ser.
O que para mim fazia imenso sentido, porque a minha força de vontade nessa matéria é tanta quanta a resistência de uma braguilha fechada.
Contudo, na minha cabeça ecoava aquela sabedoria popular, um legado de como ter um homem na mão, sem implicar ter efetivamente uma parte dele entre os meus cinco dedos com alguma fricção pelo meio, mais um sentido metafórico de controle romântico.
Ficou o mito inalcaçável só possivelmente comparado com aquele de seduzir um homem pelo estômago - que também tentei, ao fazer compota intragável, que como todos sabemos nunca poderia dar bom resultado.
Os anos foram passado, e comecei a reparar no entanto, que a forma mais fácil de teres um homem a comer na tua mão - e noutras regiões anatómicas, let's be honest - passa por uma única palavrinha monossilábica.
NÃO.
E isto acontece sucessivamente, porque posso ser fácil, mas não sou raspadinha, volta e meia tenho que dar uma bela nega. Um bom "Desculpa, não quero" ou o sempre apologista, "compra nívea e vai ao Xvideos".A partir do segundo em que abro a boca para dizer a um fulano qualquer que não estou interessado, parece traça na lâmpada, me manda mensagens, liga a horas indecentes e foca uma boa centelha de energia em mostrar-me de todas as formas e mais alguma, como seria a queca da minha vida - coisa que já ouvi textualmente.
Juro que não entendo bem qual é a causa, talvez seja psicologia de reversão, ou complexo predatório, complexos de abandono, falta de noção e contexto, ou simples dificuldade em ler e analisar problemas matemáticos.
Mas como isto não é o MIT e não vamos fazer um estudo cientifico do caso, fica apenas a informação.
Jovens bichas iniciadas, esqueçam tudo o que ouviram.
Se querem ter um homem na mão, basta só dizer-lhe que não.
Evolução
sábado, 30 de maio de 2015
Há uns anos atrás, não ia para o trabalho sem um par extra de meias. Agora em vez das meias levo sempre uma mão cheia de preservativos.
Não sei muito bem como analisar esta evolução.
A minha primeira vez
quarta-feira, 27 de maio de 2015
Ando há semanas a ponderar como redecorar o quarto enquanto não o remobilo, o que levou à minha fantástica epifania de querer fazer um candeeiro artesanal, com uma garrafa de whisky giríssima, que vi no trabalho, e areia colorida.
Saído do trabalho, pus a garrafa no banco de trás e qual conto de fadas moderno, troquei mensagens com um belo principe barbudo - totalmente lumbersexual com mais cuidado a pentear a barba do que eu a pentear o cabelo - penteado e cheiroso, que estava cá em baixo de férias.
Ele era muito simpático, falava imenso e beijava relativamente bem, e depois de um breve meet and greet muito... ehrm... amigável, levei-o a ... ver as falésias umas horas. digamos que foi uma visita... guiada.
Não me condenem, continuo um romântico, mas a vida é como num restaurante, até chegar o prato principal, pode sempre comer-se um aperitivozinho, a girl's gotta eat.
Vindos das safadezas, ainda meio ofegantes e suados, uma sirene ecoa no negrume da noite e dou por mim a ser parado por um carro da polícia (coisa que nunca me tinha acontecido desde que tirei a carta, daí o título do post).
Com um breve olhar de soslaio, e um tom de voz meio desconfiado, o agente pergunta-me
"Ingeriu psicotrópicos?"Enquanto tentava parecer calmo e coerente, na minha cabeça passavam rapidamente cenários escabrosos em que invariavelmente acabava numa cela da prisão com um daqueles presos gordos que estão encarcerados por andar a roubar pensões ás velhotas, e na minha cara todo aquele look imbecil de um veado prestes a ser atingido por um camião a 200 à hora ofuscado pela lanterna de mão do polícia.
Vendo em retrospectiva, acho que é perfeitamente normal a pergunta, tendo em conta que eu estava a conduzir com a camisa vestida ao contrário, descalço, com um homem no banco do passageiro, ambos cobertos de areia, despenteados - porque Deus nosso senhor me abençoou com o mais completo e prático sex hair da historia da humanidade, que nos meus momentos pós orgásmicos me dá a aparência de uma medusa em pose de caça - , suados e vermelhos.
Para dar todo um toque de classe ao cenário, ainda tinha a bendita garrafa de whisky vazia no banco de trás do carro, o que resultou no meu primeiro teste do balão - que sinceramente sempre me pareceu maior nas fotos, mas nem me encheu a boca, tsc tsc - ás quatro da manhã numa estrada deserta com a minha one night stand no carro, isto tudo porque nasci com uma Martha Stewart dentro de mim.
Toda uma noite de sonho para uma bela princesa Disney como eu, com os padrões bastante em baixo depois dos fiascos de ultimamente.
O "macho"
segunda-feira, 25 de maio de 2015
Diz-se por aí, que se desejares com força suficiente, o universo se encarrega de te enviar aquilo que lhe pedes.
Não me lembro de em lado nenhum no meu caderninho mental de preces cósmicas, de ter pedido homens com sexualidade dúbia.
Aliás, tenho especificamente encomendado um varão 100% gay, que goste de ver filmes aos fins de semana e de me comprar chocolates só porque sim.
E já fiz a encomenda há imenso tempo, sem receber nada até agora.
Mas o universo. qual estação dos CTT, manda-me sempre a encomenda errada, e ainda me cobra taxa de recepção, e no meio desta maré de burocracia cósmica, e dou por mim com um colega de trabalho fisioculturista mais enfiado dentro do armário do que o meu já velhinho par de sapatilhas de desporto - que já têm bolor de tão usadas.
E eu nem tenho problema nenhum com quem está no armário, é todo um processo e blablabla, mas quando a mesma criatura abençoada passa a vida a dizer no nosso local de trabalho que tem imensas namoradas, e pela calada da noite vai para o grindr - ou um outro derivativo qualquer - anunciar que gosta é de salsichão Bockwurst para fazer um bom grelhado naquele rabiosque que arde mais que o churrasco de um quintal qualquer nos subúrbios, fica difícil defender não é verdade amiga?
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| suuuuuuuuuuuuuuper hétero. |
E isto leva a uma espécie de ritual de acasalamento não correspondida entre o mocito, que muito se flexiona e exibe, me acaricia volta e meia, e me diz o quão forte é, numa triste tentativa de levar uma neca na cueca, o que subsequentemente leva a todo um role de olhares jocosos de todo o corpo de trabalho - todos a par da minha "preferência alimentar" - que acha um piadão à situação, qual National Geographic versão homemsexual.
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| Bem vindo ao show, o ingresso é grátis e nem precisa de pipocas para apreciar devidamente |
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