Preciso urgentemente de férias da minha cabeça, no mínimo.
Se os meninos casam com as mães, e as meninas com os pais...
quinta-feira, 9 de julho de 2015
Romance
segunda-feira, 6 de julho de 2015
Dei-te a mão lentamente.
Sentados no carro, com a brisa fresca da noite a entrar pelas janelas, e o teu cabelo a ondular levemente.
Passei te a mão pela cara e semicerraste os olhos, aproximámo-nos e trocámos um beijo, timidamente, e comecei a puxar-te para mim.
Sorriste, e sorri contigo.
A lua brilhava alto no céu, iluminando-nos gentilmente, enquanto os animais na mata sassaricavam enquanto se mexiam pelo escuro, naquele espaço recôndito perto da praia.
...Mas a lua brilhava mesmo muito...demais até.
... Abri a medo os olhos, e encandeei-me.
A lua estava demasiado baixa.
... Afinal, Não era a lua. Era um carro. E também não eram animais silvestres, eram dois agentes da polícia.
"Documentação, por favor Porque é que estão aqui? Podemos revistar o carro?Estão aqui a consumir estupefaccientes?"
Pelo menos não recebo queixas de encontros aborrecidos.
Just saying.
Culpem os Critérios
sábado, 4 de julho de 2015
Eventualmente, o referido site sugeriu-me simpaticamente que preenchesse as minhas preferências.
Abrindo a janelinha, fui redireccionado para uma série de caixinhas seleccionáveis, em que punha as especificações do meu futuro pretendente.
Um bocado como ir ao OLX procurar carro, só que em vez de procurar por um com ar condicionado e estofos de pele, procuravam-se pessoas, e podia especificar se queria algum fumador, se preferia magro, branco, negro ou asiático, cor dos olhos, altura, e até tipo de pilosidade.
Nunca cheguei a preencher a checklist, já tinha afinal morto a curiosidade, e eventualmente desliguei-me daquele site - que confesso até hoje nem me lembrar qual seja - e não voltei a pensar no assunto.
Anos mais tarde, quando comecei a ter uma - atribulada - vida amorosa, fui confrontado novamente com as preferências, vulgos critérios.
Em determinada altura, fui até rejeitado por "não ser suficientemente magro" ou "ter pelos demais".
Quando em conversa com os meus confidentes me diziam, em tom de brincadeira depois de uma aventura menos bem sucedida:
"Tens que melhorar os teus critérios"Porque não procuro um loiro de olhos azuis alto e definido, que não fume e tenha um emprego de prestígio."Mas os meus critérios estão bem assim""Então?""Só quero um gajo simpático que me trate bem"
Não quero namorar um ken, nem nunca gostei de brincar com bonecos, vá-se lá saber porquê.
Mas as bichas -
Gravam-nas no cérebro e recitam nas como um mantra, como se essas características fossem um dealbreaker crucial.
Fazem listas, como se fossem comprar uma assoalhada para a avó inválida e tivessem que se certificar que cumpre as normas de segurança mínimas.
Chegam ao cúmulo de pontuar, como se estivessem numa feira do campo a premiar o melhor porco da roça.
Depois, quando não encontram alguém que corresponda a essa lista imensa de pedigree, queixam-se que estão sozinhas e ficam amargas como uma ameixa demasiado ácida que ninguém quer comer - o que ironicamente roça a verdade.
E vocês?
Quais são/eram os vossos critérios nestes campos?
Tinham uma lista?
Acham que as pessoas andam com critérios demais?
O que têm a dizer sobre o assunto?
Não está facil para o gay moderno
sexta-feira, 3 de julho de 2015
Como criança dos 90s, lembro-me daquela aura de sofisticação que via quando, nos milhões de filmes PG 18 que via à socapa dos meus pais, eles - os personagens - em momentos de introspecção silenciosa pela noite sacavam de um cigarro que fumavam à janela banhados pela lua e pelas luzes da cidade não tão distante, ao som de saxofones roucos.
Na altura era aceitável, imagem de marca da geração de bad boys de gel e casaco de cabedal.
Envoltos pelo fumo, pareciam misteriosos e apelativos.
Como se a nicotina validasse qualquer tipo de dúvida existencial.
Mas como detesto aquele sabor e tenciono preservar os meus pulmões de origem, acabo sempre a debater internamente a minha decrescente fé no conceito de envolvimento romântico, com um iogurte na mão, ou uma caneca de chá, enquanto olho pelo ecrã do computador, não para a lua mas para as notificações que se empilham uma a uma no email.
"Tem mensagens novas no Manhunt",Um lembrete a passar o sal na ferida, "Há tanta oferta, só estás sozinho em casa porque és esquisitinho", lembrando que é só abrir uma aplicação para ter acesso a um harém de homens tão ou mais carentes que eu.
"Não te vimos recentemente, mas você acabou de receber uma mensagem no Hornet do fulano"
"Homens solteiros na sua região! encontra o teu match com o tinder"
Só me lembra uma conversa que tive há dias sobre a facilidade de acesso que se tem hoje em dia à informação, e como ainda assim há tantas pessoas sem qualquer tipo de cultura ou senso comum.
Chegamos á conclusão que não serve de muito ter toda a informação à disposição se não se souber usá-la.
Com os homens (ou o dating world num geral), começa a passar-se o mesmo.
Acham que demasiada oferta dificulta a procura?
Verão
O verão passa, melancólico e rotineiro.
Enquanto procuro quem me queira dar a mão no cinema, histórias mirabolantes de engates regados a álcool drogas e rock and roll enchem os meus ouvidos.
Penso que talvez seja eu que tenha os valores trocados, e me devesse contentar com o prospecto de arranjar um desconhecido para mais uma sessão de sexo sem conversas nem compromisso.
Talvez seja uma fase.
Saudades
quarta-feira, 1 de julho de 2015
Começo a pensar em abrir urgentemente uma linha de sexting, com a quantidade de vezes que num qualquer domingo á tarde quando um qualquer fantasma do passado se lembra de me enviar a já costumeira mensagem foleira "tenho saudades dos bons momentos que passámos".
Vou chamar-lhe "nostalgia erótica"
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