O cupido é um bocadinho filho da puta

sábado, 12 de março de 2016


Quando ando só e abandonado pelas ruas da amargura, é todo um comício de avantesmas, gajos sem ponta por onde pegar - sem ser a lá de baixo, não é verdade.

Mal começo a estabilizar com alguém de que gosto minimamente, aparecem partidos interessantes de todos os lados, como moscas atrás de fruta madura.
Isto é só comigo?

E neste dia da mulher, continuo com uma grande dúvida:

terça-feira, 8 de março de 2016


Como é que porra ainda existem gays que não são feministas?
É igualdade minha gente, pura e dura.
E nós mais que qualquer pessoa devíamos querer isso.


Sabes que és gay quando:

domingo, 6 de março de 2016

... Esta música te traz memórias tenebrosas, e não só gargalhadas.

Mudanças

sábado, 5 de março de 2016

Assustam.
Às vezes evitamo-las como o diabo foge da cruz, por trazerem incerteza, mas são muito necessárias.
E como diz o ditado, quem não arrisca, não petisca!
Hello meninos e meninas!
Tenho andado num reboliço estes últimos tempos, com algumas mudanças a nivel pessoal e profissional que me desregularam o horário blogosférico todo.
Estou agora a normalizar as coisas e não tarda volto a debitar as minhas postas de pescada, só para não ficarem preocupados com o meu evaporar cibernético.

Depois de duas temporadas de Queer as folk

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016



Ainda não tive overdoses de ecstasy, não fui a nenhuma orgia com máscaras, fiz swing, fiz porno (caseiro, por cam ou profissional), nem engatei quatro garanhões num bar para um gangbang.
Começo a achar que me inscrevi no balcão errado, porque o meu lifestyle gay é tremendamente aborrecido por comparação.


A melhor coisa do dia dos namorados...

domingo, 14 de fevereiro de 2016

É que no dia seguinte, o chocolate baixa de preço.

Sozinhos

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016


Domingo é o dia de São valentim, e como tal, resolvi mandar a minha posta de pescada.
Quando dei por iniciada a jornada de jovem solteiro, vim com uma ideia predefinida - e particularmente idiota - de que ia ser tudo uma diversão despegada.

Que os sábados à noite iam ser passados num qualquer oásis paradisíaco com horas de dirty dancing na pista de dança e imensos orgasmos aptos a fazer Samantha Jones e Hank Moody -para quem não sabe, Sex & The City e Californication, respectivamente - Corar.
Toda uma montanha russa de homens maravilhosos bonitos e interessantes prontos a pagar-me jantares só pelo prazer da minha companhia, e a cortejar-me como se fosse o último pacote de oreos numa convenção de comedores compulsivos.

A realidade atingiu-me no focinho como uma toalha molhada estendida ao vento na sibéria, quando me apercebi que uma grande parte dos meus sábados à noite envolviam maratonas de séries, pipocas e chá.
Como substituto dos orgasmos, tinha sempre a regular tablete de chocolate em promoção do pingo doce, e no lugar de  todos os homens lindos e interessantes, a pagar-me jantares que imaginei, tinha o rapazinho estrábico da peixaria do Lidl a tentar saltar-me para a cueca, ou o ocasional casanova que se esquecia da carteira na altura de pagar a janta.
A saturação imiscuiu-se num canto abandonado da minha consciência e cheguei ao eterno chavão.
"Não preciso de nenhum homem"
... E depois de uma das muitas fases de libertinagem, percebi que o reverso da moeda era assustadoramente evidente, e afinal, nenhum homem precisa de mim.
E aquela noção de rejeição tão óbvia caiu-me pior que um mergulho no mar depois de almoçar num all you can eat de picanha.
Afinal, depois de um certo número de encontros furtivos sem qualquer tipo de ligação, percebes que estar sozinho, mais do que uma jornada de autoconhecimento e crescimento pessoal pelo mundo - o que supostamente acontece quando não és uma bicha pobre, como eu - , segundo o que dizem os livros de auto ajuda, é - muitas vezes - um grande tédio.
E passando pela espiral dramática que é a minha imaginação, percebi que temos todos um bocadinho de medo de estar sozinhos.
E corremos atrás de pessoas que não nos respeitam, mantemos-nos em relações que não nos realizam,
não aguentamos um término sem pular imediatamente para a próxima, ou saltamos de cama em cama, tudo porque a noção de estar só é por si só avassaladora.

Porque temos tanto medo de estar sozinhos?
Também tiveram um eventual choque com a realidade, ou fui só eu?

Está aberto o debate.